Uma criança é mãe a cada 20 minutos no Brasil

Estudo da Rede Feminista de Saúde mapeou perfil das meninas mães, com menos de 14 anos, no Brasil entre 2010 e 2019. 

Por Daniela Valenga, no Catarinas

Em média, uma criança é mãe a cada 20 minutos no Brasil, como apontam dados do estudo da Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos do Paraná, divulgado com exclusividade pelo Portal Catarinas neste 12 de outubro, Dia das Crianças. “O estudo evidencia as violações ao direito de ser criança. O nosso dado é eloquente porque a criança teve um filho, então houve um ato sexual que não poderia ter ocorrido”, destaca Ligia Cardieri, secretária executiva da Rede.

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Planeta x Bolsonaro: presidente é denunciado em Haia por destruir Amazônia. Por Jamil Chade

No Uol

  • Ecologistas, advogados e cientistas estrangeiros argumentam que presidente brasileiro cometeu “crimes contra a humanidade”
  • Ex-juiz do Tribunal Penal Internacional apoia ação, que conta ainda com a chancela de alguns dos principais especialistas em direito internacional
  • Apesar de Bolsonaro ser alvo de outras seis queixas em Haia, essa é a primeira denúncia por crimes ambientais

“O planeta contra Bolsonaro”. É com esse lema que entidades ambientalistas, cientistas e ex-juízes levarão nesta terça-feira uma denúncia contra o presidente brasileiro no Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes contra a humanidade.

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Quanto mais capitalismo, mais superexploração. E a luz da cruz? Por Gilvander Moreira

Durante a marcha histórica do capitalismo, “a força externa que impunha a atividade ao indivíduo se internalizou; agora no contexto da igualdade “natural” dos indivíduos, cada um aparece como um sujeito atomizado buscando seu próprio interesse enquanto, de fato, realiza o interesse do capital social total” (IASI, 2006, p. 217). Mas como tudo o que é sólido se desmancha no ar, com a evolução desenfreada das forças produtivas, o que faz aumentar a exploração dos trabalhadores, dos camponeses, da terra, das águas e de toda a biodiversidade, as ideias da classe dominante por si mesmas não conseguem mais justificar a crescente opressão: exploração e expropriação, crescentes em progressão geométrica. Cria-se uma crise ideológica e muitos trabalhadores adquirem uma consciência diferente ao perceber que o interesse da classe dominante não é interesse universal, mas ilusões e hipocrisias deliberadas que sopram vento no moinho do capital.

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Unesco vê possível “violação ética gravíssima” em teste com proxalutamida com 200 mortes no Amazonas

Durante estudo com medicamento defendido por Bolsonaro em pacientes com covid no Amazonas, 200 participantes morreram. Investigação da Comissão Nacional de Ética e Pesquisa apontou desrespeito de protocolos científicos.

Na DW

Um estudo realizado no Amazonas para testar o uso da substância proxalutamida em pacientes com covid-19, durante o qual 200 pessoas morreram, pode ser um dos casos mais graves de violação ética em pesquisas e de desrespeito aos direitos humanos dos participantes na história da América Latina, afirmou a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).

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Epidemiologia e Saúde da criança indígena no Congresso da Abrasco

As populações indígenas encontram-se entre os grupos mais vulneráveis, apresentando os piores indicadores de saúde. Nas crianças, observa-se altas taxas de morbidade e mortalidade por doenças infecto-parasitárias, simultaneamente às doenças crônicas não transmissíveis. Esta é a temática do curso “Epidemiologia e Saúde da criança indígena: perfis em transição”, que acontecerá virtualmente em 19 de novembro, durante o pré-congresso do 11º Congresso Brasileiro de Epidemiologia, EPI 2021.

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Quem tem medo das cotas raciais? Por Ynaê Lopes dos Santos

Enquanto o Congresso revê a Lei de Cotas, que faz dez anos em 2022, circulam revisitações negacionistas do passado escravista brasileiro. Para um setor significativo da elite, as cotas raciais ainda incomodam – e muito.

Na DW

Há quase dez anos foi promulgada a Lei 12.711, mais conhecida como Lei de Cotas, que estipula  que 50% das vagas de universidades e institutos federais de ensino superior sejam destinadas a estudantes das escolas públicas. Dentro desse público específico, há regras que redistribuem as vagas por quesitos raciais, socioeconômicos e de acessibilidade. A implementação da lei foi acompanhada de um polêmico debate, no qual movimentos negros defendiam a manutenção do critério racial, enquanto diferentes alas da intelectualidade brasileira – desde os abertamente conservadores até os ditos progressistas – se manifestavam publicamente contra a medida.

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Conflitos por território segue tirando a vida de lideranças indígenas no Sul da Bahia

Na quinta-feira, 23, a Apoinme denunciou o assassinato brutal de Alex Barros, indígena Tupinambá de Olivença, enquanto trabalhava em seu roçado

No Cimi

A morosidade na demarcação dos territórios tradicionalmente ocupados tem gerado conflitos entre fazendeiros e indígenas no Sul da Bahia e segue tirando a vida de lideranças indígenas. No dia 23 de outubro, a Associação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme), denunciou o assassinato brutal de Alex Barros, indígena Tupinambá de Olivença, enquanto trabalhava em seu roçado na Comunidade Serra das Trempes, Terra Indígena Tupinambá, localizada no município de Ilhéus, Bahia.

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“Brasil corre risco de ter apagão científico”

Para Renato Janine Ribeiro, presidente da SBPC, corte de mais de R$ 600 milhões que iriam para a ciência é uma escolha política com consequências devastadoras. Sem ciência, o Brasil está fadado ao atraso, diz.

Por Nádia Pontes, na DW

Em uma manobra que pegou a comunidade científica de surpresa, o Ministério da Economia provocou um corte drástico em recursos aguardados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Dos R$ 690 milhões previstos por meio de um projeto de lei, apenas R$ 55,2 milhões foram direcionados para a pasta. A redução foi feita pela comissão mista de orçamento do Congresso Nacional a pedido do ministério comandado por Paulo Guedes.

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Justiça impede Sergio Camargo de nomear e exonerar funcionários da Palmares

O juiz ainda proibiu o atual chefe da fundação de publicar comentários ofensivos sobre ex-funcionários e imprensa nas redes sociais

Por Thayná Schuquel, Tácio Lorran, Metrópoles

O juiz Gustavo Chehab, da 21ª Vara do Trabalho de Brasília, determinou que o presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, seja afastado das atividades relacionadas à gestão de pessoas da instituição. Com isso, ele fica proibido de nomear e exonerar servidores.

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Revolução democrática. Por Tarso Genro

Premissas para um país liberto do fascismo e com instituições que compatibilizem liberdade e reais possibilidades de igualdade

Em A Terra é Redonda

As complicadas relações entre “tática e ética”[1] no interior dos movimentos de esquerda originários da Revolução Francesa permanecem “quentes” até hoje e latentes, no atual cenário político nacional. O conjunto da esquerda no Brasil, ao integrar-se plenamente na legalidade, despiu-se da velha visão que entendia a adesão à democracia “burguesa” apenas como momento tático para, a seguir, apropriar-se do Estado através de caminhos fora da ordem. Esta posição funde – dentro de uma ética de esquerda – tática e estratégia, que se fundem num novo projeto democrático e republicano, para um país liberto do fascismo e com instituições que compatibilizem liberdade e reais possibilidades de igualdade.

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