Ações da Prevent integram corrente de efeitos lógicos da campanha de Bolsonaro contra a ciência. Por Janio de Freitas

Nada do horror que tem acontecido foi engano ou acaso

Na Folha

A monstruosidade do programa de assassinatos nos hospitais do plano de saúde Prevent Senior não é uma aberração. Vê-la como tal é aliviante para o horror e a indignação difíceis de suportar. Mas não é verdadeiro. Aplicar falsos tratamentos para induzir a morte de quem buscou e pagou por socorro não é um desvio enlouquecido nos costumes, na moralidade mediana ou mesmo na violência já brutal.

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Povo Krenak ainda sente impactos das violações praticadas na Ditadura Militar, agora reconhecidas e condenadas pela justiça

A União, a Funai e o governo de Minas Gerais foram condenados pelas violações; a Funai deverá também demarcar a TI Sete Salões, área sagrada para os Krenak

Por Marina Oliveira, no Cimi

“Foi um período muito triste, um momento a ser esquecido. Mas não há como, as marcas desse processo de destruição, ou de tentativa de destruição, ainda estão muito presentes em nosso povo. Principalmente diante da atual conjuntura, sobretudo política, onde a gente vê um regresso a esse período tão truculento e bruto aos povos indígenas”. Nessas palavras, Geovani Krenak, liderança Krenak e vereador de Resplendor (MG), descreveu as memórias que seu povo ainda guarda do drástico período da ditadura militar.

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Itamaraty admite à ONU que grupos neonazistas se intensificaram no Brasil. Por Jamil Chade

  • Documento da relatoria da ONU indica que dados submetidos pelo Brasil apontaram que esses grupos ganharam força a partir dos anos 80
  • O movimento neonazista será alvo de um debate no Conselho de Direitos Humanos da ONU nesta segunda-feira
  • Segundo os dados brasileiros, esses grupos continuam ativos no país

No Uol

Em informações submetidas às Nações Unidas, o governo brasileiro admite: o movimento neonazista passou por uma expansão no país desde os anos 80 e hoje está ativo. Os dados fazem parte de um informe da ONU que será debatido na segunda-feira, no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra.

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Verde e amarelo: o último refúgio dos canalhas. Por Sérgio Miguel Buarque

Newsletter do Marco Zero

Achava que tinha chegado no limite do abuso com o verde e o amarelo, principalmente, quando eles vinham em forma de camisa da CBF. Mas, nesta quarta-feira (29), minha má vontade com as cores da “Pátria” superaram todos os limites ao ver o empresário Luciano Hang prestar depoimento na CPI da Covid. O espalhafatoso dono da Havan fez seu show de horrores, diante dos senadores, vestido dos pés até a cabeça nas cores da bandeira do Brasil. Nem os sapatos escaparam.

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Por que os deuses dos indígenas deveriam ser inferiores ao dos cristãos? Por Juan Arias

Ou o ser humano recupera sua essência de estar intimamente enxertado na natureza, como estão os indígenas que desprezamos e lutamos para exterminar, ou seremos asfixiados

No El País

Muitos ficaram ofendidos e até escandalizados com a decisão do ministro do STF Luís Roberto Barroso de impedir as Igrejas de entrar nas comunidades indígenas que ainda não tiveram contato com a chamada civilização ocidental.

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ANPR: Diretoria e delegados pedem democracia e transparência em designações no MPF

A diretoria e o Colégio de Delegados da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) debateram temas prioritários para a carreira, durante reunião virtual, nesta sexta-feira (1º). As ameaças à democracia interna do Ministério Público Federal (MPF) foram o tema central do encontro. Os membros do MPF externaram preocupação com a nomeação de cargos de chefia sem a observância do princípio da impessoalidade e decidiram pela publicação de uma manifestação, (leia abaixo), pedindo transparência nas designações e observância aos processos eleitorais internos.

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Fazendeiros negociam terras públicas ocupadas por retireiros no Mato Grosso

Áudio obtido por De Olho nos Ruralistas mostra homem oferecendo a possível interessado uma fazenda “topíssima” às margens do Rio Araguaia, em Luciara, região de conflitos; “tem de jogar uma grana na mão dos posseiros, porque tirar na tora é meio complicado“

Por Mariana Franco Ramos, no De Olho nos Ruralistas

Um áudio obtido por De Olho nos Ruralistas mostra um intermediário oferecendo terras públicas ocupadas por retireiros em Luciara, às margens do Rio Araguaia, no nordeste do Mato Grosso. A operação é considerada ilegal, uma vez que propriedades fluviais são de domínio da União.

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TikTok: “É chicote mesmo”

TikTok pagou menos de um salário mínimo para funcionários sem registro trabalharem até 18 horas por dia. Depois tentou nos enrolar.

Newsletter do The Intercept Brasil, por Tatiana Dias

Publicamos hoje uma reportagem que conta como o TikTok usou trabalhadores brasileiros terceirizados para transcrever vídeos ao custo de menos de um salário mínimo por pessoa. E a rede social, que comemorou a marca de um bilhão de usuários ativos nesta semana, não estava pagando por um trabalho qualquer: era, segundo um dos gerentes, a força humana que ajudava a alimentar a inteligência artificial.

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MPF manifesta-se por suspensão de reintegração de posse durante pandemia de covid-19

Para órgão, é procedente reclamação, diante do evidente perigo de dano irreparável às famílias que não têm para onde ir em plena pandemia

O Ministério Público Federal (MPF) manifestou-se pela procedência de reclamação que requer a suspensão da reintegração de posse – de imóvel ocupado irregularmente – durante a pandemia de covid-19, até que sejam efetivamente adotadas as medidas necessárias para garantir a devida realocação das famílias em abrigos públicos ou em locais com condições dignas.

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‘Mesmo que a atitude negacionista seja individual, o coletivo paga a conta’

Quilombola Selma Dealdina fala sobre o impacto do negacionismo em territórios tradicionais

Por Sara Oliveira, no Século Diário

A Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) aponta que 5.654 casos de Covid-19 foram registrados entre quilombolas desde o início da pandemia, provocando 299 mortes. Discutir os impactos de uma pandemia que ainda não acabou é também falar de um negacionismo que atinge, de forma mais letal, os povos tradicionais, e nega, em primeiro lugar, a existência desses grupos, aponta a quilombola e assistente social Selma Dealdina.Os dados, baseados no monitoramento autônomo junto aos territórios, também identificou 12 mortes entre povos quilombolas no Espírito Santo. “Mesmo que a atitude negacionista seja individual, quem paga a conta é o coletivo. Quando você nega que existe o vírus, diz que não precisa usar a máscara, você impacta o coletivo”.

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