Passados presentes: inação do Estado e violências do Rio de Janeiro ao Amazonas

Enquanto o Pará se prepara para discutir o futuro do planeta na COP30, o Amazonas enfrenta outra emergência: a escalada da violência impulsionada pela guerra às drogas. Entre o abandono estatal e o avanço das facções, o peso de uma histórica crise social sufoca vidas e territórios

Por Paula Dantas, em Amazônia Real

Enquanto nosso vizinho Pará se prepara para receber lideranças de diversos países para discutir políticas e estratégias de combate à crise climática, o Amazonas “pulmão do mundo” segue sob a sombra do sufocamento de outra crise, ainda mais difícil de se contornar: a violência da guerra às drogas. Continue lendo “Passados presentes: inação do Estado e violências do Rio de Janeiro ao Amazonas”

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O Xadrez Geopolítico do Narcoterrorismo. Por Luís Nassif

Massacre coincidiu com a votação da Lei Antiterror no Congresso e a classificação de facções como terroristas por Argentina e Paraguai.

No GGN

Como uma operação policial no Rio se conecta a uma estratégia global

Introdução: A Tese da Operação Coordenada

O massacre da Penha e do Complexo do Alemão não foi um evento isolado. Foi uma operação planejada com o intuito de desestabilizar o governo federal, executada com a cumplicidade dos principais poderes do Rio de Janeiro: governo estadual, Polícia Militar e Ministério Público Estadual. Continue lendo “O Xadrez Geopolítico do Narcoterrorismo. Por Luís Nassif”

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Figura com origens indígenas, Saci é exemplo de ‘rebeldia que não aceita dominação injusta’, diz escritor

Mouzar Benedito fala sobre representações dos sacis, sempre associadas ao cuidado com a floresta e ao povo brasileiro

Por Afonso Bezerra e Ana Carolina Vasconcelos, no Brasil de Fato

Celebrando a cultura popular brasileira, 31 de outubro é o Dia do Saci, figura com origens indígenas que é associada às travessuras e esperteza, mas também à proteção do meio ambiente. Junto de Curupira, Iara, Boitatá e outros, o menino de uma perna só e gorro vermelho, ao mesmo tempo que é querido por parte considerável da população do país, ainda enfrenta a criminalização por parte de alguns setores. Continue lendo “Figura com origens indígenas, Saci é exemplo de ‘rebeldia que não aceita dominação injusta’, diz escritor”

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‘Ninguém sabe dizer onde está o corpo do meu irmão’: famílias sofrem com luto e desamparo após chacina no RJ

99 corpos foram identificados nesta sexta; famílias de pessoas consideradas desaparecidas seguem em busca de seus entes

Por Luiza Sansão, no Brasil de Fato

Misturada ao choro desesperado da certeza da morte — que fundia a dor profunda da perda com a angústia em meio à longa espera pela liberação de corpos já reconhecidos —, outra tensão se manifestava na porta do Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro, na manhã desta sexta-feira (31): a de familiares de pessoas ainda consideradas desaparecidas, que buscam pelos corpos de seus entes — uma espécie de autorização para viver o luto, que somente a certeza de “ver para crer” parece oferecer para quem, agora, já não tem mais esperança. Continue lendo “‘Ninguém sabe dizer onde está o corpo do meu irmão’: famílias sofrem com luto e desamparo após chacina no RJ”

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Entre a polícia e o tráfico, moradoras do Complexo da Penha ficam com os escombros

Operação mais letal do Brasil também atingiu a casa de moradores do Complexo da Penha que relatam terror e violações

Por Julia Sena, na Pública

Era terça-feira e o sol ainda não tinha saído quando Jéssica Pereira, 36, acordou assustada, antes do despertador tocar. Sua rotina, que começa às seis da manhã, foi interrompida pelo intenso barulho de tiros na comunidade. Rapidamente, o som estridente das balas que atravessava a rua se intensificou, fazendo com que ela e sua família corressem para outro cômodo da casa em busca de proteção. Quando estavam escondidos no banheiro, Jéssica ouviu uma conversa do lado de fora do imóvel ser interrompida por gritos que repetiam a mesma frase. “Ele levou um tiro! Ele levou um tiro!” Continue lendo “Entre a polícia e o tráfico, moradoras do Complexo da Penha ficam com os escombros”

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Jéssica Santos: “O dia que o Rio de Janeiro superou Gaza”

Newsletter da Ponte

É quinta-feira (30/10) e ainda estamos contando os corpos. Talvez, quando você estiver lendo este texto, ainda estejamos incluindo mortos no Massacre do Alemão e da Penha, como preferimos classificar a assim chamada “megaoperação” no Rio de Janeiro. Massacre, pois é necessário dar às coisas o nome que reflita a gravidade da situação. E o que aconteceu esta semana nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Estado, foi um massacre.

A tal Operação Contenção, do governo Cláudio Castro, foi tudo, menos contida. Dois mil e quinhentos homens entraram nos territórios como se invadissem um país inimigo à luz do dia. Tiros e ações violentas, tanto da polícia quanto do crime organizado com armamento pesado, marcaram uma ação que resultou em mais mortes do que o ataque israelense em Gaza, realizado no mesmo dia do massacre no Rio de Janeiro. A respeito de Gaza, o jornal britânico The Guardian classificou o episódio como “um dos mais sangrentos em dois anos de guerra”. Lá, 104 pessoas morreram e mais de 253 ficaram feridas. Aqui, nesta quinta-feira, às 12h44, já são 132 mortos contabilizados. Continue lendo “Jéssica Santos: “O dia que o Rio de Janeiro superou Gaza””

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Nota da Comissão Arns: “CNMP deve preservar investigação federal”*

“A Comissão Arns manifesta sua preocupação com a condução das investigações sobre as mortes decorrentes de operação policial nos complexos do Alemão e da Penha, dia 30 de outubro, no Rio de Janeiro.

O elevado número de vítimas impõe a necessidade de uma investigação imparcial e tecnicamente minuciosa, para que seja possível revelar as circunstâncias das mortes e permitir a responsabilização dos que eventualmente abusaram de seus poderes. Indícios de uso excessivo da força letal precisam ser rigorosamente apurados. Continue lendo “Nota da Comissão Arns: “CNMP deve preservar investigação federal”*”

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Conselho do Ministério Público impede órgão federal de fiscalizar chacina no RJ

Decisão do CNMP atende a pedido do MP-RJ e impede atuação de procuradores federais que cobravam transparência sobre operação com 121 mortos

Por Fábio Victor, da Folhapress, no ICLNotícias

A competência quanto à investigação da operação policial que deixou ao menos 121 mortos criou uma fissura entre o MPF (Ministério Público Federal), que buscou informações sobre os procedimentos adotados na ação, e Ministério Público do Rio de Janeiro, estadual, que conseguiu barrar a entrada do seu congênere federal no caso com o aval do Conselho Nacional do Ministério Público.

Em ofício expedido na terça-feira (28), dirigido ao governador Cláudio Castro (PL), o procurador regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) adjunto, Julio José de Araujo Junior, e o defensor regional dos Direitos Humanos, Thales Arcoverde Treiger, ambos do MPF, solicitaram detalhes sobre a Operação Contenção, deflagrada naquele dia, para combater o Comando Vermelho nos complexos da Penha e do Alemão. Continue lendo “Conselho do Ministério Público impede órgão federal de fiscalizar chacina no RJ”

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‘Esses traumas não são fatos isolados’, afirma psicanalista Vera Iaconelli sobre repetição de violência nas favelas

A profissional alerta que massacres reforçam a sensação de desamparo coletivo e deixam marcas duradouras

Por Adele Robichez, José Eduardo Bernardes e Larissa Bohrer, no Brasil de Fato

A psicanalista Vera Iaconelli afirmou que a chacina nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, a mais letal da história do país, “é mais um trauma coletivo”, e que a repetição desses episódios agrava o sofrimento social e individual. “Esses traumas não são fatos isolados. Como eles vêm em uma cadeia de acontecimentos, de repetições, são mais graves porque a sensação de não haver saída e de que pode acontecer novamente a qualquer momento só se reforça”, disse em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato. Continue lendo “‘Esses traumas não são fatos isolados’, afirma psicanalista Vera Iaconelli sobre repetição de violência nas favelas”

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Sob facções e operações, população de favelas vive traumas e adoece

Ações violentas têm custo alto para saúde de moradores

Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil*

“Uma bomba invisível”. É assim que o professor José Claudio Sousa Alves, do departamento de ciências sociais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), descreve as consequências para a população de operações policiais como a Operação Contenção, considerada a maior e mais letal dos últimos anos no Rio de Janeiro. Continue lendo “Sob facções e operações, população de favelas vive traumas e adoece”

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