À frente da pasta, o ruralista Joaquim Leite trocou os arroubos negacionistas de Salles pelo silêncio estratégico. Porta-voz do Agronegócio, mantém mesma política: na Amazônia, garimpo, fogo e desmatamento, no ápice da emergência climática
Por Guilherme Mendes, no Congresso em Foco
Foi numa quarta-feira, dia 23 de junho, que um acuado Ricardo Salles, enquadrado por investigações que o acusavam de obstruir fiscalizações contra madeireiros na Amazônia se dirigiu ao Palácio do Planalto e anunciou sua demissão como ministro do Meio Ambiente. Seu substituto estava tão pronto que assumiu a pasta no mesmo dia: Joaquim Leite começava ali uma gestão que, na visão de quem lida diretamente com a pasta, é caracterizada até hoje por um quase silêncio absoluto do ministro, que aparece pouco em eventos externos e pouco fala.
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