Pesquisadores defendem prática Ubuntu no controle da pandemia

Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

Uma palavra africana, Ubuntu, deveria guiar os líderes mundiais como um princípio para enfrentar a pandemia de Covid-19. A afirmação está no artigo Covid-19 pandemic, R&D, vaccines, and the urgent need of UBUNTU practice, publicada pela revista The Lancet Regional Health – Americas, em sua primeira edição. Esta palavra africana derivada da língua Bantu reflete a humanidade e a interconexão entre os seres humanos. Como exemplo, o texto destaca a urgência em estabelecer modelos alternativos para pesquisa, desenvolvimento (R&D) e produção de vacinas, garantindo seu acesso equitativo. Embora tenha ocorrido um rápido desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19, o acesso a elas no mundo continua desigual em termos de distribuição econômica e geográfica. 

O artigo aborda outras recomendações para o enfrentamento da Covid-19, como programas de cooperação internacional na região com o objetivo de expandir sua capacidade científica e tecnológica em saúde, incluindo a produção de medicamentos, ingredientes farmacêuticos ativos, materiais essenciais para a saúde, kits de diagnóstico, equipamentos, juntamente com tecnologias sofisticadas de comunicação e informação; a incorporação de tecnologias para a produção de novas vacinas em acordos regionais, assim como integrar ciência básica, tecnologia e inovação para apoiar capacidades tecnológicas independentes. Isso tudo simultaneamente ao investimento em um Complexo Econômico-Industrial de Saúde regional. 

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Intelectuais da Alemanha saem em defesa de professor da USP

Em carta ao STF, acadêmicos de várias universidades alemãs denunciam tentativa de intimidar Conrado Hübner Mendes e limitar a liberdade acadêmica e de opinião no Brasil. Professor é alvo de ações de Aras e Nunes Marques.

DW

Um grupo de intelectuais de diferentes universidades da Alemanha enviou uma carta ao presidente do Superior Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, em defesa do acadêmico e colunista do jornal Folha de S. Paulo Conrado Hübner Mendes, alvo de ações na Justiça por seus textos.

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O iFood da saúde

por Maíra Mathias e Raquel Torres, em Outra Saúde

IFOOD DA SAÚDE

O Grupo Fleury vislumbrou num importante gargalo do SUS uma oportunidade de negócios. Criou uma empresa, a Saúde iD, para vender cirurgias de baixa complexidade a um público-alvo bem específico: usuários do sistema público, cansados de esperar na fila das centrais de regulação por um procedimento. O objetivo da empreitada? “Queremos ser o iFood da saúde”, resumiu Paula Mateus, diretora comercial da Saúde iD, em uma reveladora entrevista à jornalista Cristiane Segatto. 

Noves fora o fato de o iFood ter um controverso histórico de denúncias envolvendo a ponta mais fraca da corda, os entregadores, há uma distância muito grande entre pedir um lanche e pedir uma cirurgia. 

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O racismo cotidiano e seu emaranhado de raízes

Ao puxar o fio de um episódio em um supermercado de classe alta, desenterra-se séculos permeados por escravidão e colonialismo, relações de trabalho e reprodução de mitos, xenofobia e “cordialidade”. É preciso arrancá-lo até o fim

por João Sette Whitaker Ferreira, em Outras Palavras

Com a volta presencial das aulas da minha filha (que medo), parei com ela, voltando da casa dos avós no comecinho da noite, em um supermercado que me pareceu vazio, para comprar as coisas do lanche da escola. Era um St. Marche, esses mercados chiques em que você desembolsa no mínimo dez reais para levar para casa uma baguete, mas como estava vazio e no caminho, era o que tínhamos.

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Os caminhos possíveis para resgatar a Amazônia

Apesar da política federal miliciana, há muitas saídas sendo traçadas com base na ciência e em prol do desmatamento zero. Conheça três iniciativas conduzidas por cientistas, governadores, economistas, sociedade e povos da floresta

por Ricardo Abramovay, em Outras Palavras

Não tem precedentes na história da democracia brasileira o papel que a Amazônia está desempenhando na vida política nacional. É lá que está nascendo o primeiro Plano de Recuperação Verde (PRV), iniciativa do Consórcio dos Governadores da Amazônia, hoje presidido pelo Governador Flavio Dino (PSB) e que representa o mais importante documento programático voltado a resolver os problemas brasileiros. O texto, elaborado sob a competente coordenação de Laura Carvalho, economista do Departamento de Economia da FEA/USP, tem duas virtudes fundamentais.

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Nós, que amamos tanto o SUS…

…e desejamos transformá-lo. Dois cientistas políticos imersos nas lutas sociais sustentam: Saúde pode ser eixo de nova onda de construção de políticas públicas para desmercantilizar a vida. Para isso, é preciso um horizonte político de esquerda

Sônia Fleury e Juarez Guimarães em entrevista a Antonio Martins, em Outras Palavras

Poderá o SUS – num novo cenário político, desenhado após a vitória sobre o fascismo – servir de referência para a construção de novas políticas públicas no Brasil e daquilo que alguns chamam de Estado Social no século 21? Se se espera que ele cumpra tal papel, como livrá-lo de seus déficits, entre os quais estão o financiamento inadequado, a captura de parte de seu fundo público pela medicina privada, os vazios assistenciais, os espaços de participação insuficientes – ainda que reais? E, mais importante: como reconvocar o espírito da luta pela Reforma Sanitária, sua atitude radical contra a desigualdade, as heranças coloniais e as misérias do capitalismo dependente – agora que uma nova “conjuntura crítica” se arma e ressurgem as chances de questionar uma hegemonia opressora?

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Nota: Campanha Fora Bolsonaro amplia alcance das mobilizações e convoca novas ações

Organizações que impulsionam a campanha fazem avaliação positiva das manifestações do dia 24 de julho e indicam os dias 18 de agosto e 7 de setembro como novas datas de mobilização e luta

Da Página do MST

1. As organizações que impulsionam a Campanha Nacional Fora Bolsonaro fizeram uma avaliação positiva das manifestações realizadas no último dia 24 de julho. O quarto dia de mobilização nacional em menos de 60 dias, levou mais uma vez centenas de milhares de pessoas às ruas e alcançou 509 cidades no Brasil e no exterior, o maior número desde a retomada das mobilizações de rua.

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88% das famílias em déficit habitacional recebem até três salários mínimos. “A renda básica deve ser uma política pública perene”. Entrevista especial com Luiz Kohara

“O maior comprometimento da renda das famílias mais pobres é com moradia ou decorrente das condições da moradia. Há uma relação direta entre a perda de renda e o crescimento dos despejos ou surgimento de bairros nas periferias das periferias”, diz o pesquisador

Por: Patricia Fachin, em IHU

Em 2019, o déficit habitacional brasileiro estava estimado em 5,876 milhões de domicílios. O fator determinante que explica esse fenômeno é a falta de renda, que não permite às famílias nem comprarem a casa própria nem pagarem o aluguel, cujo valor aumenta a cada ano. “O ônus excessivo com aluguel”, um ano antes da pandemia, “nas regiões metropolitanas representava 61% do déficit habitacional. Vale ressaltar que 88% das famílias que compõem o déficit habitacional têm renda familiar de até três salários mínimos”, informa Luiz Kohara, na entrevista a seguir, concedida por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

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MPF abre três inquéritos para apurar atuação do governo Bolsonaro na área ambiental

Entre os itens a ser apurados estão: militarização de cargos de chefia no âmbito do Ibama e divulgação de números supostamente divergentes sobre queimados no país.

Por Márcio Falcão e Fernanda Vivas, TV Globo

A Procuradoria da República do Distrito Federal determinou a abertura de três inquéritos civis para apurar atos do governo Bolsonaro na área ambiental.

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‘Apagão na ciência’ deixa cientistas sem “documento de identidade”

Acesso à principal plataforma de currículos de pesquisadores do país, o CNPQ, estava fora do ar desde 23 de julho e foi parcialmente restabelecido nesta terça-feira. Orçamento do órgão é o menor em 21 anos

Por Marina Rossi, no El País Brasil

A pós-doutoranda da Universidade de São Paulo (USP), Gabriela Ferreira, 38, pesquisa gênero na ciência, tecnologia e informação. Uma das principais fontes de pesquisa para ela é a base de dados mantida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), entidade ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) para incentivo à pesquisa no Brasil. Por isso, quando soube que parte das informações da plataforma estava fora do ar, sua primeira reação foi um susto. “Primeiro ficamos incrédulos”, diz ela. “Nossa principal fonte de pesquisa é a plataforma Lattes [repositório que abriga quase todos os currículos de pesquisadores do Brasil]. Além disso, o Conselho realiza um censo, que também utilizamos muito”, explica. “Por sorte eu havia baixado tudo na semana passada, antes de sair do ar”.

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