Perda de entes para Covid, isolamento e perda de rendimentos são fatores que afetam a saúde mental. Para pesquisadora, o desafio é garantir tratamentos e estímulo à qualidade de vida
Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line
Com o avanço da vacinação no Brasil, mesmo que ainda muito lento, algumas pessoas têm retomado sua rotina. Mas, tanto entre aqueles que ainda estão em casa, como os que já saem para trabalhar, e também aqueles que nunca puderam ficar em casa, há um consenso: ninguém está como antes. Isso porque todos parecem ter um sentimento de tristeza, um nó na garganta por tudo que viram e vivem nestes tempos. Muitas pesquisas já têm apontado e quantificado esses sentimentos na população, como a realizada pela Fiocruz, da qual participou a professora Celia Szwarcwald. Para ela, há múltiplos fatores para o entristecimento. “Em primeiro lugar, as incertezas sobre a doença, a perda e o medo de perder pessoas queridas pela Covid-19”, destaca, em entrevista concedida por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU.
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