Pesquisa aponta que a CPI já revela indícios de que a corrupção pode ser o pano de fundo de toda estratégia negacionista. Mas, segundo ela, uma coisa nunca está separada da outra
Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line
É tão ridículo que chega a, de tanto constrangimento, gerar risos. O mundo diz que Cloroquina não funciona e o governo brasileiro insiste que tem de tomar esse e outros remédios do ‘kit covid’. O mundo se une em torno da produção de vacinas e o governo desdenha, debocha e questiona a vacina. E essas são apenas algumas das estratégias do governo Bolsonaro durante a pandemia que flertam com o tosco anedotário de trapalhadas e incompetência. Mas, para a antropóloga Isabela Kalil, é preciso transpor essa percepção e ver que isso não é uma ação de incompetência, mas sim uma estratégia. “Às vezes, as pessoas tendem a ver que o que aconteceu foi apenas uma inaptidão por parte do governo Bolsonaro, mas eu acho que não, percebemos que esse foi um projeto que foi colocado em processo na tentativa de ser implementado”, aponta em entrevista concedida ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU, numa conversa via Zoom.
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