Grileiros disputam área de preservação em RO, até com canal no YouTube para venda ilegal de terras

ClimaInfo

A Época/O Globo visitou a região da Floresta Nacional do Jacundá, uma Unidade de Conservação Federal com mais de 220 mil hectares de floresta amazônica praticamente intocada no norte de Rondônia. Pela lei, apenas populações tradicionais que já habitavam a região antes de sua criação, em 2004, poderiam viver no local. No entanto, cerca de 300 pessoas se instalaram no território nos últimos tempos, com a esperança de que Jair Bolsonaro e Ricardo Salles cumpram a promessa de reduzir a proteção ambiental e regularizar áreas griladas no interior da Amazônia.

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MPF sugere conivência do governo com garimpeiros, após retirada do Exército de área indígena atacada

ClimaInfo

O Ministério Público Federal (MPF) reclamou ao STF que o governo Bolsonaro retirou sem justificativa o apoio das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança Pública na Terra Indígena Munduruku, no Pará, mesmo depois de ser alertado sobre o risco às segurança e integridade dos indígenas.

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A histórica desigualdade brasileira espelha outras formas de exclusão. Saída pode ser renda universal. Entrevista especial com Lauro Gonzalez

O professor observa essa realidade desde a exclusão digital, que foi impeditiva para o acesso ao Auxílio Emergencial na pandemia

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

Quando se fala na desigualdade em que o Brasil está mergulhado, talvez o mais correto seja usar o plural, pois essa desigualdade se revela nos mais variados aspectos da vida. “A histórica desigualdade socioeconômica brasileira espelha outras desigualdades. Existe um emaranhado de desigualdades e a exclusão digital não deixa de entrar nessa mesma lógica. As classes mais baixas, D e E, são tipicamente aquelas que têm as maiores dificuldades não somente no acesso, mas também no uso da tecnologia”, observa o professor Lauro Gonzalez, em entrevista concedida ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU, via áudios de WhatsApp.

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“É hora de redistribuir a riqueza”. Entrevista com Thomas Piketty

IHU On-Line

Aviso antes de ler: se lhe desagradou a proposta de Enrico Letta de tributar os grandes patrimônios para oferecer um dote de 10 mil euros a todos os jovens italianos, pule esta entrevista. Thomas Piketty, economista francês de renome internacional autor de alguns livros densos – o último, Capital e ideologia, publicado pela Intrínseca – tanto celebrados quanto contestados, conhece a recente proposta do secretário do Partido Democrata e certamente não discorda, mas a considera “demasiado prudente”.

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Os chocantes relatos sobre internatos onde morreram 6 mil crianças indígenas no Canadá

De 1863 a 1998, mais de 150 mil crianças indígenas foram separadas de suas famílias e levadas a internatos no Canadá.

BBC

Esses colégios administrados pelo governo, e em sua maioria operados pela Igreja Católica, formavam parte da política de assimilação cultural das crianças indígenas.

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“Negativa da vacina foi motivada por dinheiro, por corrupção”, afirma Randolfe Rodrigues

Em entrevista à Revista Brasil TVT deste domingo (6) parlamentar detalha as razões para as negativas de aquisição de vacinas pelo governo Bolsonaro e não deixa dúvidas sobre as motivações para o lobby pela cloroquina.

por Rede Brasil Atual – RBA / IHU On-Line

Em entrevista ao programa Revista Brasil TVT desde domingo (6), o senador e vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou objetivamente que o interesse do governo Bolsonaro em promover o uso maciço da cloroquina no tratamento de pacientes de covid-19 foi motivado “por dinheiro”. “Esse negócio que a hidroxicloroquina era isso, era aquilo (sobre eficácia contra a covid), negativo! Era dinheiro (…) Vou ser mais claro: corrupção… passando a mão… esquema! (Foi utilizada) Advocacia administrativa. Nós temos provas disso na CPI.”, afirma, logo no início de sua participação.

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Os crimes de guerra e a Lei Wilson Lima. Por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

“Posso, sem armas, revoltar-me?” 
( Drummond, A Flor e a Náusea, 1945)

Ao presidente da Câmara de Deputados, Arthur Lira

Saudações!

Escrevo essa carta, mas não repare os senões, como canta Waldick Soriano. Essa abertura vai também em ‘latinorum’ para ser entendida pelos assessores jurídicos do Congresso Nacional: Salutationes, ad te epistulam scribo, sed maculam non observat, aequare Waldickus Sorianus cantat.

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A impunidade de Eduardo Pazzuelo. Por Luis Felipe Miguel

No A Terra é Redonda

A impunidade de Pazuello é um indicador poderoso da posição dos militares e da complexidade da conjuntura política no Brasil para quem sonha com a restauração do caminho democrático.

Dissipa-se de vez a ilusão de que os generais podem servir de freio a Bolsonaro. Para não brigar com ele, assumiram um vexame homérico: aceitar a desculpa esfarrapada de um general embusteiro, num caso que atraiu os olhares de toda a nação, avacalhando de vez a hierarquia (que, segundo o discurso oficial, seria a marca distintiva dos militares) e escancarando a partidarização dos quartéis. Para Bolsonaro, que cultiva hoje, como cultivou no passado, a agitação política do baixo oficialato, é uma vitória e tanto. Seus adeptos mais aguerridos ganharam carta branca para fazer o que bem entenderem. Para o generalato covarde, é a absoluta desmoralização.

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Kabengele Munanga: Como um país que vive com racismo e com sexismo pode se dizer democrático?

Aos 79 anos, antropólogo Kabengele Munanga defende papel do intelectual de influenciar na transformação social

Por Gabriel Rocha Gaspar, na ECOA

“Tenho a pretensão de ser um intelectual”, diz o professor doutor Kabengele Munanga.

As aspas podem parecer falsa humildade se comparadas ao currículo do antropólogo brasileiro de origem congolesa. Nascido de pais iletrados na pequena cidade de Bakwa-Kalonji, Munanga foi o primeiro africano a lecionar na USP (Universidade de São Paulo), e o primeiro negro docente da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da universidade, em 1980. Recebeu a Ordem de Rio Branco, comenda máxima do ministério das Relações Exteriores, e a Comenda do Mérito Cívico-Cultural da Presidência da República Federativa do Brasil — além do título de Cidadania Baiana, pela assembleia legislativa do Estado da Bahia.

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TJ-BA aplica lei de racismo para condenar evangélica por ataques ao candomblé

Por Eduardo Velozo Fuccia, no Conjur

A liberdade de expressão, mesmo a religiosa, ainda que protegida constitucionalmente, não é absoluta de modo a permitir o aviltamento a culto distinto. Com essa decisão, o Tribunal de Justiça da Bahia confirmou a condenação uma evangélica por racismo, na modalidade preconceito religioso. Ela hostilizava adeptos do candomblé gritando “sai satanás” e jogando sal grosso na frente de um terreiro.

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