Pazuello deve ganhar cargo no Planalto antes do início da CPI

por Maíra Mathias e Raquel Torres, em Outra Saúde

OS CAMINHOS DA CPI

O fim de semana trouxe mais notícias sobre a CPI da Covid, que pode ser instalada nesta quinta-feira. O jornal O Globo obteve a minuta do plano de trabalho da comissão feita pelo chamado grupo independente de senadores. A ideia é organizar a condução das apurações em quatro subrelatorias.

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“Cenário no Brasil é de retrocesso, com agravamento das violações de direitos dos povos indígenas”, adverte Dom Roque Paloschi

A afirmação deu-se durante a 58ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil; o evento foi realizado pela primeira vez de forma online, devido à pandemia

Cimi

“O cenário político indigenista vivido no Brasil é de retrocesso, com o agravamento das violações de direitos humanos dos povos indígenas”. A afirmação foi feita por Dom Roque Paloschi, arcebispo de Porto Velho, Rondônia, e presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), nesta sexta-feira, 16, durante a 58ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. “Os ataques de setores anti-indígena aliados nos três poderes do Estado brasileiro têm sido uma constante, as falas e ações do presidente da República destacam-se a ignorância, o preconceito, discriminação e violência contra os indígenas”, denunciou o arcebispo.

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Contra mineração em TIs, indígenas realizam manifestação em Brasília nesta segunda, 19, Dia do Índio

Seguindo os protocolos sanitários e com as duas doses da vacina, o grupo encontra-se na Praça dos Três Poderes; a delegação deve permanecer na capital por mais dias

Cimi

Indígenas dos povos Xerente, Krahô, Krahô Takaywra, Xokleng, Kaingang, Terena, Guarani e Kaiowá, Kinikinau, Munduruku, Tupinambá e Arapium estão em Brasília e realizam um ato na manhã desta segunda-feira, 19 de abril, Dia do Índio, em defesa de seus territórios e direitos constitucionais. Os povos manifestam-se contra a proposta do governo federal de legalizar a mineração em Terras Indígenas (TIs) e contra o Projeto de Lei (PL) 191/2020, apresentado ao Congresso pelo governo de Jair Bolsonaro.

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Ministério de André Mendonça é defendido pela AGU de André Mendonça

Na Conjur

Em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal, a Advocacia-Geral da União, hoje novamente chefiada por André Mendonça, defendeu a validade da Lei de Segurança Nacional. Segundo o órgão, a norma autoriza intervenção do ministro da Justiça e Segurança Pública, que até recentemente era André Mendonça, em investigações da Polícia Federal apenas para requerimento de procedimentos, e não para acompanhamento ou tomada de decisões em inquéritos.

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Basta! Por Miguel Nicolelis*

Em O Globo

Como um gigantesco navio sem capitão, singrando desgovernado por um oceano viral que rotineira e impiedosamente ceifa, num intervalo de 24 horas, perto de 4 mil vidas brasileiras — número equivalente ao total acumulado de mortes reportadas pela China em toda a pandemia —, a combalida nau chamada Brasil sofreu nos últimos dias mais uma série de golpes devastadores. Como se não bastasse ter de combater uma pandemia fora de controle, em meio a um colapso sem precedentes de todo seu sistema hospitalar e, no processo, ter se tornado um verdadeiro pária internacional, o Brasil assistiu atônito à escalada vertiginosa do pandemônio político que o assola. Rotulado de forma quase unânime pela imprensa internacional como inimigo público número 1 do combate à pandemia de Covid-19 em todo o mundo, o atual ocupante do Palácio do Planalto deu claras demonstrações públicas e notórias de estar perdendo qualquer tipo de controle — se algum dia o teve — do caos semeado por ele mesmo desde a ascensão ao maior cargo da República.

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O Pau que der em Ney, dá em Omar. Por José Ribamar Bessa Freire

No TaquiPraTi

“Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente.
[…] estou a ponto de vomitá-lo da minha boca” (Apocalipse 3:14)

 – Em verdade, em verdade vos digo, eu, Taquiprati, ouvi uma grande voz, como de trombeta, que dizia: “o que vês, escreve-o”.  O que vejo é aquilo que minha boca vai agora desengolir: o senador Omar Abdel Aziz (PSD/AM vixe vixe), indicado para presidir a CPI do Genocídio, não é governista, nem oposicionista e muito menos independente. Não é frio, nem quente, nem morno. Muito pelo contrário (Taquiprati 4:18).

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Radicais da Secretaria da Cultura de Bolsonaro fazem dossiês para atacar servidores ‘esquerdistas’

No Painel da Folha

Olavistas e outros radicais de direita que trabalham na Secretaria Especial da Cultura de Jair Bolsonaro têm elaborado dossiês fundamentados na orientação política de servidores que desejam que sejam exonerados ou promovidos.

A secretaria tem se isolado no governo federal como reduto de seguidores do escritor Olavo de Carvalho e de radicais bolsonaristas à medida em que eles foram perdendo espaço em ministérios de maior destaque, nos quais se notabilizaram por discursos e políticas controversas (frequentemente sem fundamentação empírica) e falhas administrativas.

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Fissura em relação com Exército é o pior enfraquecimento que Bolsonaro pode sofrer. Por Janio de Freitas

A importância dessa reversão é grande e pode ser decisiva na CPI do genocídio

Na Folha

A perda de Bolsonaro com a encrencada substituição de comandos militares encontrou rápido meio de aferição. Em resposta à aprovação da CPI, no meio da semana voltou à insinuação ameaçadora: “O pessoal fala que eu tenho que tomar providências, eu estou aguardando o povo dar uma sinalização”. Para depois dizer que faz, ou fará, “o que o povo quer”. Nenhuma repercussão.

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Necropolítica: la política de la muerte en tiempos de pandemia. Por Eduardo Gudynas*

Servindi

“La necropolítica es la política del dejar morir”, no solo a las personas sino también a la Naturaleza y es la utopía de los neoliberales que así reemplazan la justicia social por la caridad y la clemencia. Asi lo explica el analista Eduardo Gudynas en un artículo donde sostiene que la necropolítica se ha vuelto funcional a los gobiernos que se excusan en la crisis provocada por la pandemia para relegar la vida.

El caso extremo es Jair Bolsonaro en Brasil, “cuyo gobierno alcanzó el climax necropolítico”. El problema es que hay poblaciones completas que están siendo diezmadas por la pandemia.

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O maior grileiro de terras indígenas da Amazônia, multado pelo Ibama em R$ 105 milhões

‘Estadão’ apurou a identidade do principal acusado de chefiar um esquema criminoso; empresário de Tocantins mantém relação com políticos de Brasília

Por André Borges, no Estadão/Terra

No dia 9 de abril, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) divulgou uma nota lacônica para informar que havia identificado e multado o “chefe do esquema criminoso” de grilagem de terras indígenas na Amazônia. Em poucas linhas, o órgão informou que o infrator havia sido multado em nada menos que R$ 105,5 milhões, por ter desmatado uma área equivalente a mais de 21 mil campos de futebol em uma terra indígena no Pará. O Ibama só não disse, afinal, quem é o maior grileiro de terras do País.

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