Presidente não sabotou Saúde apenas no Brasil. Sob sua orientação, Itamaraty ajudou Big Pharma a bloquear produção de vacinas em todo o mundo, para cobrar preços de oligopólio. Congresso pode mudar tal enredo esta semana
Pedro Villardi*, entrevistado por Antonio Martins, em Outras Palavras
Dos hospitais e estatísticas, emergem horrores. A média diária de mortes por covid estabilizou-se, semana passada, no patamar funesto de 3 mil ao dia. No sábado, o Brasil ultrapassou os Estados Unidos e agora está prestes a se tornar o país com maior número de óbitos por milhão de habitantes, na pandemia. A vacinação, que seria o socorro, tarda. Em alguns estados, foi paralisada há dias, por falta de doses. Nos demais, rasteja em ritmo de cágado. Que parte da tragédia pode ser atribuída a Bolsonaro? E qual a responsabilidade das corporações farmacêuticas, que insistem em provocar escassez artificial de vacinas, para elevar ao máximo o lucro com a pandemia?
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