Até o tiro fatal nos excessos da Lava Jato, o alarido “a PF está nas ruas” suscitava um alvoroço nacional. O estampido despertava, majoritariamente, curiosidade e, em proporções menores, inquietudes institucionais e temores de retrocessos civilizatórios. As comunicações, endereçadas a um seleto grupo de escolhidos, eram disparadas de maneira mecânica e sem apuração, com o objetivo de alcançar a maior ressonância possível. A operação comandada pelo xerife Sérgio Moro e seus detetives do MP (“equipe de Moro”) fez uma aliança tática com setores da mídia. Granjearam publicidade fácil e repercussão. Alcançaram resultados e, temporariamente, os julgamentos foram desaforados dos autos para as sentenças midiáticas, invariavelmente condenatórias.
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