Salles condiciona redução de até 40% no desmatamento da Amazônia à ajuda de US$ 1 bi dos EUA

ClimaInfo

Depois de escapar da reforma ministerial, Ricardo Salles voltou ao noticiário no final da semana em um esforço para “mostrar serviço” e, assim, aplacar as críticas à gestão desastrosa do ministério do meio ambiente (MMA). Em entrevista a Giovana Girardi no Estadão, Salles falou das conversas recentes com governos estrangeiros, em particular com o dos EUA, para destravar as negociações em torno do mercado internacional de carbono sob o Acordo de Paris e atrair recursos internacionais para o combate ao desmatamento na Amazônia.

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De Olho nos Ruralistas faz série de vídeos sobre o genocídio no Brasil

Observatório criou em junho de 2020 uma editoria específica sobre o tema, com esse nome exato; cada peça audiovisual tratará de algum dos aspectos do massacre, do papel de cada algoz ao retrato das vítimas e das possibilidades de resistência

Por Alceu Luís Castilho, em De Olho nos Ruralistas

O genocídio em curso no Brasil precisa ser definido como tal pela grande imprensa. Sob pena de ela se tornar cúmplice do massacre. Foi por causa disso que, em junho de 2020, este observatório decidiu chamar sua editoria sobre pandemia de De Olho no Genocídio — dentro da lógica de variação de nomes que caracteriza o projeto — em vez de algo como De Olho na Pandemia.

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Cia. do Despejo faz crítica à necropolítica brasileira na videoarte ‘IRETI’, inspirada na mitologia Iorubá

Cultura Carta Campinas

Com a missão de dar voz às culturas afrodiaspóricas – que foram depreciadas ao longo da História -, a Cia. do Despejo estreia a videoarte online “IRETI”, inspirada no espetáculo de mesmo nome. A obra é uma crítica à necropolítica brasileira e às violências sofridas pelas mulheres negras em nosso país. O texto ficou em 4º lugar no edital de Dramaturgia em Pequenos Formatos Cênicos, realizado pelo CCSP – Centro Cultural São Paulo em 2019.

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Presidente da frente de prefeitos pede que STF se manifeste sobre decisão de liberar cultos e missas

Jonas Donizette citou que liminar de Nunes Marques contradiz decisão do plenário do STF que deu aos prefeitos a prerrogativa de decidir sobre abertura e fechamento das atividades nas cidades.

Por G1

O presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Jonas Donizette, pediu em uma rede social que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, se manifeste sobre a decisão do ministro Nunes Marques, que permitiu celebrações religiosas presenciais, como cultos e missas.

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O Testamento de Judas na pandemia. Por José Ribamar Bessa Freire

No TaquiPraTi

“Eu sei que alguém descobre / Falhas no meu testamento”.
Joaquim Apolinário. Testamento do Judas.  1886. (*)

Neste sábado de aleluia, Judas Iscariotes, ministro das Finanças do Inferno, visitou países de cinco continentes, entre eles a America First e o Brasil abaixo de tudo. Aqui viu bonecos de pano com a cara do genocida pendurados em postes das cidades. Fugiu ao se deparar com 330 mil mortos pelo coronavirus. Passou antes por Manaus. No bairro de Aparecida, sofreu a tradicional malhação e se vingou deixando seu testamento em versos psicografado pelo irreverente e desabusado Edilson, o Gaguinho, gênio da poesia popular. Tirem as crianças da sala. Ei-lo aqui. 

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Bolsonaro e a escada do caos. Por Philipp Lichterbeck

Observadores bem intencionados interpretam a onda de renúncias como sinal de idoneidade dos militares. Na verdade trata-se antes de consideração tática. E o bolsonarismo ainda sai lucrando, opina Philipp Lichterbeck.

Na DW

Jair Bolsonaro se alimenta do caos. Ele precisa da confrontação, da provocação e da contradição. O conflito constante é seu motor. Já era assim durante o tempo dele como militar de baixo escalão, quando planejou detonar uma bomba na lavanderia de uma caserna para obter um soldo mais alto.

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Então os militares bonzinhos salvaram o Brasil de Bolsonaro? Por Fausto Salvadori

Da Ponte

Já teve aquela sensação incômoda de ver o noticiário e sentir que estão mentindo para você? Que aquilo que estão contando não bate com os fatos que você conhece? Eu tinha essa sensação ao acompanhar boa parte do noticiário sobre segurança pública e foi o que me levou a me juntar a um bando de gente doida e criar a Ponte. Na semana que passou, essa sensação me bateu de novo, e com muita força, ao ver o noticiário sobre a crise deflagrada por Jair Bolsonaro contra parte das Forças Armadas.

Praticamente todo o noticiário foi dominado pela versão de que a cúpula das Forças Armadas havia se revoltado contra Bolsonaro porque o presidente queria usar os militares politicamente, em alguma ação extremista que ninguém soube explicar exatamente o que seria.

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Militares não repudiam o que há de mais criminoso contra o Estado democrático. Por Janio de Freitas

Brasil ainda não conheceu classe militar apartidária que sirva à nação

Na Folha

O primeiro ato do general Braga Netto como ministro da Defesa foi de obediência a Bolsonaro e de confronto com a inquietação deflagrada nos altos comandos do Exército, da Marinha e da Força Aérea.

Braga Netto frustrou o ato, muito simbólico, dos comandantes das três Forças: antecipou-se, demitindo-os, à entrega dos seus cargos em resposta à exoneração do general Fernando Azevedo e Silva, até então ministro da Defesa.

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No coração da barbárie. Por Tarso Genro

Quantos mortos ainda precisam ser empilhados, para que os Poderes reajam junto com o povo?

No A Terra é Redonda

“Antes do Congo eu era só um animal”, exclamou o aterrado Joseph Conrad, autor do magnífico Coração nas Trevas (1902), cujo tema nevrálgico no conceito de Vargas Llosa é a dialética entre “civilização” e “barbárie”. A obra gira em torno de Kurz – o pequeno Deus fugaz abrigado nos confins da Selva africana – e Marlow, que “chega na boca do grande rio” e sente a sua cabeça mergulhar na crua solidão da violência. Na selva se filtram e se esmagam os protocolos da guerra, em cujo caminho brilham corpos sem endereço.

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Olhar crítico em relação à Lava Jato: uma homenagem da Folha ao dia da mentira

Por João Feres Jr, Fernanda Cavassana, André Madruga e Lidiane Vieira, no Manchetômetro

No dia 29 de março, a Folha de S.Paulo publicou matéria do seu “repórter especial”, Naief Haddad, dedicada a defender a narrativa de que o jornal se posicionou de forma crítica em relação à Operação Lava Jato nos últimos sete anos, “como preconiza o Projeto Folha” (sic). O jornalista até se arrisca a contar matérias para tentar provar seu ponto. No texto, ele lista 65 textos publicados de 2014 a 2020, que supostamente manifestariam essa postura crítica em relação à força-tarefa. Haddad ainda acrescenta que a Folha, além de cobrir todas as etapas da notória operação, “deu voz ao outro lado”.

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