Brasil passou a ser visto como imenso vírus assassino. Por Janio de Freitas

Com um governo que se alia à morte em massa provocada pela pandemia, país se tornou um perigo para o mundo

Na Folha

O Brasil é um perigo para o mundo. Assim está posta a opinião das autoridades, do jornalismo e dos mais informados mundo afora. Não é Bolsonaro, não é o governo militarizado e desatinado, mas o Brasil. E está certo: é o país que, dividido entre os voltados para seus interesses, os acovardados e a grande massa dos pobres de conhecimento, permite um governo que se alia à morte em massa, constrói por sabotagens a calamidade social e atraiçoa os objetivos do país como trai a população.

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MPF: procuradores de 11 unidades no RS buscam informações do Comando do Exército para disponibilizar leitos e equipes de hospitais militares

A ideia é buscar ampliar a rede de assistência hospitalar no estado com a colaboração de todas as instituições, evitando que pacientes permaneçam em filas à espera de leitos para o adequado tratamento

No Rio Grande do Sul, procuradores da República de 11 unidades do MPF comunicaram, nesta sexta-feira (5) ao Comando do Exército, por meio de ofício enviado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, a preocupação comum com o aumento exponencial do número de internações hospitalares e óbitos de pacientes acometidos pela pandemia de covid-19 no estado.

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“Fora rato assassino”! Paraguaios levam às ruas indignação com gestão da pandemia

Leitos de UTI lotados, sistema de saúde à beira do colapso, falta de remédios e vacinas: crise da covid-19 atinge seu auge no país sul-americano. Após protestos, presidente pede que ministros ponham cargos à disposição.

Na DW

A ira dos paraguaios contra o que consideram uma gestão deficitária do governo da pandemia de covid-19 chegou às ruas. Os protestos, que atingiram seu auge nesta sexta-feira com confrontos com a polícia, já levaram à queda do ministro da Saúde. Os manifestantes agora pedem o afastamento do presidente, o conservador Mario Abdo Benítez.

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Hipóteses sobre a grande enrascada brasileira. Por Antonio Martins

Diante da persistência do horror político, ressurge a tentação de culpar a suposta “mansidão” do povo. É cômodo, porém simplório. Mais vale examinar por que desapareceu um campo político alternativo – e, em especial, como recompô-lo

No Outras Palavras

O beco sem saída do Brasil parece se estreitar a cada dia, como se seus muros se movessem para o centro, tornando o espaço mais exíguo e o ar mais irrespirável. De um lado, há os horrores do bolsonarismo e de sua expressão atual: o escárnio diante da pandemia. De outro a agenda neoliberal. Os R$ 600 acabaram há quase três meses e seu fim multiplica a miséria e a devastação econômica; o governo parece seguro de que se o benefício voltar, será diminuído a menos da metade — e virá em troca de mais desmonte nos serviços públicos. Os mercados financeiros e a mídia criticam o presidente por… não ser tão privatizador como gostariam. As esperanças se fecham em todos os lados. Miguel Nicolellis deixou há dias o comitê científico do Consórcio do Nordeste, porque os governadores não ousavam acatar as recomendações de lockdown efetivo. Incapaz de dialogar com os dramas atuais das maiorias, a esquerda institucional tenta um salto cego até 2022, o que a faz parecer ainda mais eleitoreira e acirra suas divisões internas. Como entramos nesta cilada?

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Festival online promove atrações musicais, filmes e ciclos de debates sobre direitos humanos

Chico César, Tássia Reis, Conceição Evaristo, Ailton Krenak e Sebastião Salgado são algumas das personalidades que participam do “dh fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos” entre os dias 7 e 14 de março.

Por Elisa Fontes, na Ponte

A primeira edição do “dh fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos” que acontece entre os dias 7 e 14 de março de forma online e gratuita, vai trazer música, filmes, debates e outras atrações culturais. O evento organizado pelo Instituto Vladimir Herzog, em parceria com o Sesc São Paulo e a Pardieiro Cultural, quer propor uma reflexão acerca da liberdade de expressão, da justiça, democracia, sustentabilidade e dos direitos dos povos indígenas e quilombolas.

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Fiocruz detecta mutação associada a variantes de preocupação no país

Por Pamela Lang, na Agencia Fiocruz de Noticias

Em comunicado técnico publicado nesta quinta-feira (4/3) pelo Observatório Covid-19 Fiocruz, pesquisadores alertam para a dispersão geográfica no território de ‘variantes de preocupação’, assim como sua alta prevalência nas três regiões do Brasil avaliadas (Sul, Sudeste e Nordeste). 

O novo protocolo de RT-PCR, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, foi utilizado nas unidades de apoio ao diagnóstico e centrais analíticas da Fiocruz para avaliação de cerca de mil amostras dos estados de Alagoas, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O protocolo detecta a mutação comum em três das ‘variantes de preocupação’ (P1, identificada inicialmente no Amazonas, B.1.1.7, no Reino Unido e B.1.351, na África do Sul), que são potencialmente mais transmissíveis. A avaliação contou com o apoio do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde e da Coordenação Geral de laboratórios de Saúde Pública.

De acordo com o Observatório, a alta circulação de pessoas e o aumento da propagação do vírus Sars-CoV-2 tem favorecido o surgimento de ‘variantes de preocupação’ no Brasil, como é o caso da variante P1, identificada no Amazonas. O comunicado alerta para um cenário preocupante que alia o perfil potencialmente mais transmissível dessas variantes à ausência de medidas que possam ajudar a conter a propagação e circulação do vírus. 

Dos oito estados avaliados neste recorte apenas dois não tiveram prevalência da mutação associada às variantes de preocupação superior a 50 %: caso de Minas Gerais, com 30,3% das amostras testadas como positivo para a mutação e, Alagoas, com 42,6%. Nos demais estados, mais de 50% das amostras foram identificadas com a mutação associada às ‘variantes de preocupação’, conforme o mapa abaixo.

 Frentes aos desafios impostos pela alta dispersão e prevalência das ‘variantes de preocupação’, o Observatório reforça as diretrizes apontadas pelo Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass), bem como a necessidade de aceleração da disponibilização de vacinas para ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), visando contribuir para a redução de casos e a probabilidade de aparecimento de novas variantes.

O Comunicado destaca ainda como fundamental a adoção das medidas já apontadas em Boletim extraordinário publicado, nesta quarta-feira (3/3), com foco para as medidas não-farmacológicas que possam reduzir a velocidade da propagação e o crescimento do número de casos, a exemplo de medidas mais rigorosas de restrição da circulação e das atividades não essenciais e a implementação imediata de planos e campanhas de comunicação, o fortalecimento do sistema de saúde, e a necessidade de constituição de um pacto nacional para o enfrentamento da pandemia no país. 

Novo protocolo oferece monitoramento massivo das ‘variantes de preocupação’

Para o vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger, a vigilância genômica e o monitoramento dessas variantes será fundamental para o enfrentamento da pandemia. “O novo protocolo de RT-PCR oferece um retrato rápido da circulação das variantes para tomada de decisão no enfrentamento à pandemia”, destaca Krieger. 

A avaliação com esse protocolo será ampliada e repetida de forma sistemática para um monitoramento massivo das variantes e a vigilância genômica será complementada com o sequenciamento de amostras na Rede Genômica Fiocruz. 

Até o momento, não têm sido observada uma clara associação dessas variantes com uma evolução clínica mais grave, mas estudos adicionais estão em andamento para esclarecer aspectos relacionados com o sequenciamento genético dessas variantes, bem com sua transmissibilidade e o real impacto dessas variantes na dinâmica de ocorrência da Covid-19. 

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Ativistas colocam cruzes na Esplanada dos Ministérios em homenagem aos mortos pelo coronavírus no dia 29 de junho. Foto: MYKE SENA / EFE

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Ipea controla divulgação de estudos e servidores denunciam ‘mordaça’

Por Rubens Valente, colunista do UOL

Em ofício distribuído por e-mail aos servidores do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) nesta sexta-feira (5), o presidente do órgão, Carlos von Doellinger, disse que a divulgação de estudos à imprensa “sem intermediação da assessoria de comunicação” pode “configurar descumprimento de dever ético e, eventualmente, até infração disciplinar”. Afirmou ainda que cabe ao Ipea “definir o momento e a forma de divulgação” dos estudos.

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Projeto MP Social reúne mais de uma centena para escuta sobre Vale do Ribeira

O MPSP tem que ser o agente que vai levar essa região a um patamar melhor, diz PGJ

Ambientalistas, quilombolas, caiçaras, indígenas, representantes do terceiro setor, integrantes de conselhos municipais, acadêmicos, profissionais da rede de atendimento psicossocial, servidores, procuradores e promotores de Justiça. Foi essa a composição da escuta promovida pelo MPSP na manhã desta sexta-feira (5/3) como etapa da construção do Projeto Estratégico MP Social para o Vale do Ribeira, que integrará o Plano Geral de Atuação da instituição. “O Ministério Público de São Paulo tem que ser o agente que vai levar essa região a um patamar melhor”, declarou o procurador-geral de Justiça, Mario Sarrubbo, ao abrir a reunião de trabalho com mais de uma centena de participantes.

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Covid-19: ‘Dói demais ver as crianças morrendo sem poder ver os pais’, diz pediatra de UTI

Por Nathalia Passarinho, da BBC News Brasil em Londres

Todo dia de manhã, diante da pia do hospital, a pediatra intensivista Cinara Carneiro respira fundo, para por um minuto, tenta meditar enquanto lava as mãos e começa a colocar máscara, touca, luvas e as camadas da roupa de proteção que não pesam só no corpo.

Ela vai começar um plantão de 12 horas na UTI de covid-19 do Hospital Infantil Albert Sabin, em Fortaleza, no Ceará. Lá estão internados bebês, crianças e adolescentes que lutam pela vida sem poder segurar nas mãos das mães, dos pais.

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Jamil Chade: “Presidente, não vamos engolir o choro. Vamos chorar para que nossos mortos sejam lembrados como suas vítimas”

Choramos para construir um futuro. E, evidentemente, são essas lágrimas que o senhor mais teme

No El País

Senhor presidente,

Uma vez mais, suas palavras sobre a pandemia ecoaram pelo mundo. Dos corredores da ONU às padarias de bairro onde sabem que sou brasileiro, vieram me comentar e, no fundo, me confortar.

Estou cada vez mais convencido de que existe um enorme risco de que, ao final desta pandemia, o Brasil se transforme no “misterioso país das lágrimas”. Acumuladas na alma de cada família, nas estatísticas dos jornais e no espírito de uma nação, as mortes registradas nos últimos meses tiraram um país de seu eixo, já frágil e já tão acostumado a enterrar seus filhos.

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