O que Julian Assange ainda faz na prisão

Os EUA esgotam os prazos para apresentar os argumentos de apelação à Justiça britânica, mais de um mês depois de uma juíza negar a extradição do fundador do Wikileaks

Por Óscar Gutiérrez, no El País

A batalha legal pela liberdade do fundador do Wikileaks, o australiano  Julian Assange, de 49 anos, só começou em 4 de janeiro no tribunal londrino de Old Bailey. A negação do pedido de extradição feito pelos Estados Unidos —justificada por seus problemas de saúde e risco de suicídio— deixou o ex-hacker prestes a sair da prisão de alta segurança de Belmarsh, no sudeste da capital britânica. Mas a juíza Vanessa Baraitser negou sua liberdade sob fiança para garantir que o Governo norte-americano— à época de Donald Trump— pudesse apresentar uma apelação para poder algum dia trazer o réu ao seu território, onde é acusado de 17 crimes de espionagem e um de invasão informática. Mais de um mês depois, os advogados norte-americanos esgotaram os prazos para argumentar seu recurso à Justiça britânica, enquanto se multiplicam as vozes que pedem ao novo inquilino da Casa Branca, Joe Biden, que recue. A Administração democrata manifestou que continuará tentando fazer com que o Reino Unido extradite Assange.

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Nota de solidariedade ao povo Tembé Tenetehara

O Cimi Regional Norte 2 manifesta sua solidariedade e apoio ao povo Tembé, impactado pelo assassinato do jovem Isaac Tembé, e exige a imediata investigação deste e de outros casos que ficaram na impunidade

No Cimi

O Conselho Indigenista Missionário – Cimi Regional Norte 2 vem a público manifestar sua solidariedade e apoio ao povo Tembé, que está impactado com o assassinato do jovem indígena Isaac Tembé, de 24 anos, no último dia 12 de fevereiro, pela ação de extrema violência da Polícia Militar do Estado do Pará, no município de Capitão Poço, em propriedade conhecida como Fazenda do Nédio, próxima à Terra Indígena (TI) Alto Rio Guamá.

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Povo Tembé-Theneteraha denuncia assassinato de Isac Tembé como parte da luta que trava pela terra tradicional

“Há décadas lutamos contra essa violência e não vamos parar até que nenhum metro de nossa terra esteja ilegalmente ocupado”, diz trecho da nota divulgada

No Cimi

O professor Isac Tembé, de apenas 24 anos, saiu na última sexta-feira, 12, com um grupo de indígenas, para caçar e não retornou à sua casa, na Terra Indígena Alto Rio Guama, em Paragominas, no nordeste do Pará. Ele foi morto depois de um ataque sem justificativa desferido por policiais militares.

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Porto Seguro quer remanejar doses de vacina contra Covid-19 destinadas a indígenas

por Vitor Castro, no Bahia Notícias

A cidade de Porto Seguro, na Costa do Descobrimento, tem enfrentado problemas para vacinar contra a Covid-19 a população indígena aldeada. Por conta de atrasos logísticos (saiba mais aqui), a gestão municipal solicitou à Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) que as doses fossem, então, remanejadas para outros grupos prioritários da cidade. 

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As lacunas do acordo da Vale em Brumadinho

Pacto sigiloso entre mineradora, governo de Minas e Justiça é criticado por ter sido selado antes mesmo de os impactos do rompimento da barragem serem completamente mapeados. Muitos atingidos se sentem deixados de lado.

Por Nádia Pontes, na Deutsche Welle

Celebrado como um pacto histórico que colocaria fim a uma longa batalha na Justiça, o acordo assinado no início de fevereiro entre Vale, governo estadual e instituições de Justiça, após dois anos do rompimento da barragem em Brumadinho, em Minas Gerais, gerou dúvidas e indignação entre os atingidos.

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Queimadas criminosas e omissão das autoridades ameaçam Porto de Galinhas

Por Maria Carolina Santos, em Marco Zero Conteúdo

Um dos mais conhecidos cartões postais do Nordeste está ameaçado, mas parece que o poder público não liga muito para isso. Ao longo dos meses de dezembro e janeiro há diversos registros nas redes sociais de queimadas em áreas de restinga, manguezais e na beira de estradas em Porto de Galinhas, no município do Ipojuca. Se for mais longe, também se encontram fartos registros de reportagens e posts em redes sociais desde 2019. De lá pra cá, pouco foi feito.

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Comunidades de Sento Sé relatam problemas provocados pela instalação da Tombador Iron Mineração

Por Comunicação CPT Juazeiro

Com o processo de instalação da Tombador Iron Mineração, iniciado no segundo semestre do ano passado, as comunidades ribeirinhas e de fundo de pasto, localizadas próximas a Serra da Bicuda em Sento Sé, já sentem os transtornos provocados pela entrada do empreendimento no território tradicional. Desmatamento, explosões e estragos em estradas já fazem parte da realidade da população local.

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As eleições de 2022 à sombra do Capitólio. Por Luiz Edson Fachin

No Conjur

Encontra-se a democracia numa sala de emergência.. qAssim como nos hospitais, a racionalidade se preserva se forem seguidas as regras, as evidências e as ações pautadas na devida justificação.

Recentemente, na condenável invasão do Capitólio norte-americano, o que ocorreu foi nitidamente o oposto: 1) a não aceitação do resultado eleitoral em eleição normal e legítima; 2) a incitação à usurpação de outro poder; 3) violência e mortes. Relevante observar o evento reprovável pela perspectiva inversa, daquilo que poderia ter acontecido e não ocorreu: não prosperou a violação da ordem jurídica democrática com um golpe de Estado, e isso por três razões fundamentais: as Forças Armadas e de segurança se mantiveram em suas funções; a reação protetiva da democracia das lideranças políticas e da sociedade foi enfática; e a comunidade internacional repudiou a tentativa de golpe.

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Indígenas vivem ‘cenário de guerra’ com agravamento da pandemia, diz líder da Coiab

Coordenadora da maior rede de organizações indígenas da Amazônia, Nara Baré alerta sobre primeiros casos de reinfecção e nova variante do coronavírus identificada em Manaus

ISA

Em 2020, a evolução da pandemia escancarou as desigualdades sociais, raciais, geográficas e de acesso aos serviços públicos. Populações periféricas, negras e do Norte do país foram as que mais sofreram com a falta de assistência e a invisibilidade provocada pela subnotificação. Com os povos indígenas não foi diferente. Em dezembro, a taxa de mortalidade dessas comunidades estava em 991 por milhão, 16% a mais que o índice nacional, conforme o levantamento independente da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). Hoje, ainda segundo a mesma fonte, o Brasil crava a triste marca de 959 indígenas mortos, 48,3 mil casos e 161 etnias afetadas.

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Trabalho escravo em garimpos expõe redes criminosas na Amazônia

  • Em duas operações distintas, realizadas nos anos de 2018 e 2020, 77 trabalhadores em situação análoga à escravidão foram resgatados em garimpos mantidos pela mesma dona.
  • Investigação da Mongabay mostra que, mesmo após a operação de 2018, os donos do garimpo conseguiram registrar e aprovar requerimentos minerários na Agência Nacional de Mineração (ANM), órgão federal ligado ao Ministério de Minas e Energia responsável pela gestão da atividade de mineração no país.
  • A reportagem também localiza 11 registros de Cadastro Ambiental Rural (CAR) nos nomes dos donos dos mesmos garimpos. As movimentações indicam uma sofisticação do crime que lucra milhões por mês, segundo as fontes entrevistadas.

Por: Maurício Angelo, em Mongabay

Espalhados pelos arredores dos municípios de Itaituba e Jacareacanga, no Pará, maior polo de mineração ilegal do Brasil, os garimpos de Raimunda Oliveira Nunes revelam um empreendimento familiar que, ao longo de décadas, já submeteu dezenas de trabalhadores a condições análogas à escravidão.

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