Avanço da monocultura no Maranhão ameaça produção do acampamento Marielle Franco

Mais de 150 famílias produzem alimentos na área, pulverizada com agrotóxicos para plantio de eucalipto e soja

Por Mariana Castro, em Brasil de Fato / MST

Em meio a uma imensidão de soja e eucalipto, o acampamento Marielle Franco, próximo ao município de Itinga, no Maranhão, é considerado um ponto de resistência e sustentabilidade. Apesar de ainda não terem garantia da posse da terra, que está em processo de desapropriação, os agricultores acampados ali já avançam na produção de arroz, feijão, fava, abóbora, farinha, milho e diversas frutas e hortaliças.

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Crônica de um genocídio anunciado. Por Frei Betto

“É preciso que todos saibam do genocídio promovido pelo governo Bolsonaro. Mais de 50 pedidos de impeachment do presidente estão parados nas gavetas do Congresso Nacional. Vivemos, hoje, num país que não tem governo, não tem política de saúde, não tem suficientes vacinas, cilindros de oxigênio e leitos nos hospitais, não tem leis favoráveis ao lockdown e contrárias às aglomerações. Precisamos todos nos mobilizar para salvar o Brasil e os brasileiros”, escreve Frei Betto, frade dominicano, escritor, assessor da FAO e de movimentos sociais e autor de “O diabo na corte – leitura crítica do Brasil atual” (Cortez), entre outros livros.

IHU On-Line

Tudo indica que o Brasil será o último país a ter a sua população imunizada contra a Covid-19 e, em breve, haverá de superar os EUA em número de mortos, devido ao descaso do governo Bolsonaro. Nesta terceira semana de janeiro, já temos mais de 212 mil vítimas fatais. A cada dia, mais de mil pessoas morrem contaminadas pelo coronavírus.

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Dois anos de desgoverno – três vezes destruição

Neoliberalismo, fascismo cultural e pandemia sem controle, em síntese trágica, devastam o país

por Leda Maria Paulani*, em A Terra é Redonda

A eleição de Jair Bolsonaro, em 2018, para ocupar o cargo mais alto da República nos quatro anos seguintes ainda será tema de debate, discussão e pesquisa por muito tempo. Teses e mais teses haverão de surgir, quiçá por décadas, na busca de encontrar a explicação mais consistente para a tragédia nacional. É inegável a complexidade do fenômeno.

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Brasil pode ter 2021 pior que 2020 mesmo com vacina, diz ex-presidente da Anvisa

IHU On-Line

Primeiro presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária  (Anvisa), o médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto não se dá por aliviado com o início do processo de vacinação, ocorrido no começo desta semana, após o aval do órgão regulador às vacinas produzidas pelo Instituto Butantan e pela Fiocruz. Para Gonzalo, o Brasil corre o risco de ter um  2021 ainda pior que 2020, quando mais de 200 mil brasileiros perderam a vida para a covid-19, se não restringir o funcionamento das suas atividades e não levar adiante uma campanha publicitária eficaz para imunizar a população.

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Bolsonaro, a pandemia, o passado colonial e o cenário de 2022. Entrevista especial com Bernardo Ricupero

Professor usa o atual contexto da crise pandêmica para mostrar a relação do bolsonarismo com um passado ainda não resolvido e alerta que, a partir do que houve nos EUA, podemos ter problemas pós-eleições

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

O Brasil nasce como uma colônia que é amplamente explorada, à base de trabalho escravo, para suprir as necessidades dos colonizadores europeus. Os tempos avançam mas, na gênese, ainda não superamos isso. É essa a perspectiva do professor Bernardo Ricupero. “Num sentido mais profundo, a escravidão também deixou uma marca forte no que somos. Em especial, parece-me que vem, em grande parte dela, a sensação de que aqui a vida humana não vale grande coisa”, analisa. Para ele, em certa medida, isso pode explicar algumas posições diante da crise pandêmica. “Não é difícil de perceber como a ação, ou melhor, a inação do governo e de alguns setores da sociedade, durante a pandemia, evidenciam a força dessa herança”, aponta, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line.

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Povo Chiquitano denuncia crime ambiental em Área de Preservação Permanente

Ofício enviado ao MPF, MPE e Sema requer fiscalização no rio Tarumã e tem apoio de entidades socioambientais e de direitos humanos

por Laís Costa, em FORMAD / Cimi

No começo de janeiro, indígenas do povo Chiquitano que residem na aldeia Acorizal, na Terra Indígena (TI) Portal do Encantado, localizada no município de Porto Esperidião (MT), notaram que a água barrenta do rio Tarumã não era resultado das chuvas e, sim, do desmatamento ilegal da margem e represamento na cabeceira, distante aproximadamente 20 km da aldeia. Além da coloração da água, a escassez já era evidente desde o ano passado, no entanto, a comunidade acreditou inicialmente que era por conta da seca, com ápice no mês de julho.

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Se os privilegiados estão cansados, imagine os negros

Em 2020, protestos antirracistas se espalharam pelo mundo. Mas, neste ano, será preciso avançar para além das denúncias, com práticas concretas, e escancarar os privilégios da branquitude e os complexos mecanismo do racismo estrutural

por Ricardo Corrêa*, em Outras Palavras

“Não venho armado de verdades decisivas” − Frantz Fanon

No ano passado, a discussão racial ocupou grande parte dos meios de comunicação e provocou debates em diferentes espaços da sociedade. Ainda que esse movimento tenha acontecido, tardiamente, existem razões para que o tema continue repercutindo.

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Incúria e sonhos

Negligência criminosa do governo espezinha a população e banaliza o mórbido. As notícias nos tiram o sono – e espantam os sonhos de outro mundo possível. Mas é hora de recuperá-los: com a luta pelo impeachment e a potência “dos de baixo”

por Roberto E. Zwetsch*, em Outras Palavras

Ao comentar a inércia, a inação, o total desprezo pelo cuidado da nossa gente ao tratar do Plano Nacional de Vacinação – que lentamente começa a ser colocado em prática – o Dr. Gonzalo Vecina, primeiro presidente da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – referiu-se à conduta do governo federal como criminosa, como  incúria. Fui atrás da palavra e descobri que ela expressa, segundo o Aurélio, falta de cuidado, desleixo, negligência. No limite, irresponsabilidade criminosa.

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A falta de critérios no app do Ministério da Saúde

Por Raquel Torres, em Outra Saúde

SEJA QUAL FOR

O aplicativo do Ministério da Saúde que incentiva o tratamento precoce contra a covid-19 é ainda pior do que se imaginava. Desde o lançamento, na semana passada, já tinha ficado claro que o TrateCov servia basicamente para difundir mais ainda drogas ineficazes como a hidroxicloroquina e a ivermectina entre médicos. Só que a orientação para o uso desses remédios aparece até para pacientes que poderiam se prejudicar com elas. 

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Administração Biden será teste de fogo para Brasil de Bolsonaro

ClimaInfo

O “amor” acabou. Depois de dois anos de parceria diplomática com o ocupante da Casa Branca, o Brasil de Bolsonaro não encontrará mais nos EUA um aliado político. Pelo contrário: o novo presidente do país, Joe Biden, deve ser um dos principais obstáculos à política externa encabeçada pelo chanceler Ernesto Araújo.

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