O massacre de Cláudio Castro. Por Paulo Sérgio Pinheiro

Mais de trinta anos após o Carandiru, a espetacularização do extermínio persiste não por ineficiência, mas como projeto de poder que instrumentaliza a morte para fins políticos, desafiando o Estado Democrático de Direito

No A Terra é Redonda

Décadas de experiência demonstram que o uso estratégico da inteligência é o caminho mais eficaz para enfrentar o tráfico de drogas e as milícias. Operações baseadas em informações precisas reduzem riscos para a população e para os agentes de segurança. Apesar desse consenso, o Brasil insiste em ações espetaculosas e militarizadas, incapazes de desarticular redes criminosas ou atingir os fluxos financeiros que as sustentam.
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Roda de Conversa discute saúde e justiça ambiental nas comunidades quilombolas

Por Mario Ferreira, da Cedipa, na AFN

Na próxima quinta-feira, 6 de novembro, a Fiocruz promove a roda de conversa “Comunidades quilombolas, saúde e justiça ambiental”, que será realizada de forma on-line, com transmissão pela plataforma Zoom, as 10h às 12h. A iniciativa é da Coordenação de Equidade, Diversidade, Inclusão e Políticas Afirmativas (Cedipa/Fiocruz), com apoio da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp) e do Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça. Continue lendo “Roda de Conversa discute saúde e justiça ambiental nas comunidades quilombolas”

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A floresta na Bolsa de Valores

O TFFF converte a preservação das florestas tropicais em ativo financeiro e expõe a contradição entre clima e capital

por Katarine Flor, Fundação Rosa Luxemburgo

O Brasil anunciou, em setembro de 2025, um aporte inicial de US$ 1 bilhão no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (Tropical Forests Forever Facility – TFFF), durante evento paralelo à Assembleia Geral da ONU. O mecanismo, que deve ser oficialmente lançado na COP30 em Belém, promete mobilizar até US$ 125 bilhões em recursos públicos e privados para remunerar países que preservem suas florestas tropicais, segundo dados da Global Foundation. Continue lendo “A floresta na Bolsa de Valores”

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Narcoterrorismo: A arma retórica da necropolítica e do imperialismo. Por Carol Proner*

Do Rio de Janeiro ao Caribe, a guerra ao “narcoterrorismo” revela-se um projeto duplo de dominação: internamente, consolida a necropolítica sobre as periferias; globalmente, recicla o imperialismo sob um novo jargão jurídico-militar

No Brasil 247

1. A brutalidade como método

Extrema brutalidade policial, disse a ONU sobre a operação mais letal da história do Rio de Janeiro. O escritório da ONU no Brasil afirmou que as autoridades devem garantir investigação independente, protetiva às famílias, testemunhas e defensores de direitos humanos, tendo assegurada a possibilidade de responsabilização de crimes inafiançáveis, como homicídios ilegais, execuções sumárias e tortura. Continue lendo “Narcoterrorismo: A arma retórica da necropolítica e do imperialismo. Por Carol Proner*”

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Relatório alerta para impactos crescentes do calor na América Latina

Suzane Durães, VPAAPS/Fiocruz

O ano de 2024 foi o mais quente já registrado no planeta, com temperatura média global de 1,55 °C acima dos níveis pré-industriais. Ondas de calor, incêndios florestais e inundações são alguns dos eventos extremos causados pelo aquecimento global e, segundo o relatório The Lancet Countdown para América Latina 2025, resultaram no aumento da mortalidade e em perdas econômicas significativas. Com participação de pesquisadores da Fiocruz na elaboração, relatório é resultado de um estudo colaborativo entre 25 instituições acadêmicas regionais e agências da Organização das Nações Unidas (ONU), que acompanha 41 indicadores em 17 países da América Latina. Em parceria com The Lancet, a Fiocruz está finalizando a elaboração de um documento para o Brasil, que traz recomendações para formuladores de políticas, geralmente com foco em questões específicas de saúde e clima. Continue lendo “Relatório alerta para impactos crescentes do calor na América Latina”

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COP30: MPF atua contra grilagem na Terra Indígena Bacurizinho (MA) e obtém decisão do TRF1 para demarcação do território

Ações buscam garantir demarcação definitiva do território tradicional do povo Guajajara-Tenetehara e anular registros rurais irregulares

MPF/MA

Em um país onde as disputas por território indígena se entrelaçam a processos históricos de exclusão e degradação ambiental, o Ministério Público Federal (MPF) propôs ações judiciais em defesa do território e dos direitos do povo Guajajara-Tenetehara, que vive na Terra Indígena (TI) Bacurizinho, no Maranhão. O MPF obteve vitória recente no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) em uma das ações, que pede a demarcação definitiva da TI. Em outra ação, o MPF pede a anulação dos registros irregulares de imóveis em áreas sobrepostas ao território indígena, localizado no município de Grajaú. Continue lendo “COP30: MPF atua contra grilagem na Terra Indígena Bacurizinho (MA) e obtém decisão do TRF1 para demarcação do território”

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Identificada em restaurante, Jacqueline Muniz, professora da UFF, sofre ameaças de internautas após crítica a massacre no Rio

Jacqueline Muniz teve sua imagem publicada nas redes sociais acompanhada de mensagens com incitação à violência

Brasil de Fato

Jacqueline Muniz, professora do Departamento de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF), foi alvo de ameaças no sábado (1º), quando estava em um restaurante no Humaitá, bairro na zona sul do Rio de Janeiro. Ela foi fotografada e sua imagem foi compartilhada nas redes sociais acompanhada de mensagens de incentivo ao uso da violência física. Continue lendo “Identificada em restaurante, Jacqueline Muniz, professora da UFF, sofre ameaças de internautas após crítica a massacre no Rio”

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Há surpresa nas pesquisas sobre o Rio? Por Gilberto Maringoni

1. OS INDICATIVOS DAS SONDAGENS de opinião pública mostram que a maioria da população carioca aprova a matança patrocinada por Claudio Castro no Alemão e na Penha. Segundo o Datafolha, 57% dos moradores da região metropolitana do Rio de Janeiro consideram a operação um “sucesso”. Já a pesquisa Genial/Quaest mostra que 64% da população do estado do RJ aprovam o raid das forças de segurança. Os levantamentos têm metodologias distintas, mas a tendência é convergente.

2. ANTES QUE APAREÇAM OS OPORTUNISTAS de sempre, falando em “pobre de direita”, vale dizer que a Quaest revela algumas nuances. Segundo a amostragem, 50% dos moradores do estado avaliam que a PM deve tentar prender uma pessoa com fuzil na mão antes de atirar, contra 45% que defendem atirar primeiro. Um total de 52% opina que o estado está mais inseguro depois do massacre, contra 35% que pensa o oposto. Continue lendo “Há surpresa nas pesquisas sobre o Rio? Por Gilberto Maringoni”

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Entre o necropalanque e a gestão da barbárie na chacina: a ação mais letal da história do Rio de Janeiro – Brasil. Por Sérgio Botton Barcellos

Na madrugada de 28 de outubro de 2025, uma terça-feira, a comunidade do Cruzeiro no Rio de Janeiro (RJ) amanheceu coberta de corpos. Nos complexos da Penha e do Alemão, uma operação policial resultou em pelo menos 132 mortes, segundo a Defensoria Pública do Estado, tornando-se a mais letal da história fluminense. Foram cenas de horror: moradores alinhando corpos nas vielas, protestos com camisetas brancas, cartazes pedindo “parem de nos matar”. O governador Cláudio Castro (PL) comemorou o resultado da operação como “um sucesso” e afirmou que os mortos eram criminosos. O presidente Lula, por sua vez, manifestou-se, dizendo-se “horrorizado” e pedindo “coordenação” entre os entes federativos, mas sem anunciar medidas concretas de responsabilização ou de investigação imediata. Continue lendo “Entre o necropalanque e a gestão da barbárie na chacina: a ação mais letal da história do Rio de Janeiro – Brasil. Por Sérgio Botton Barcellos”

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