A categoria do medo é inseparável da política, mas deve ser tensionada com a esperança. Um dos aspectos do amor mundi arendtiano evoca o sentir-se responsável pelo mundo e aponta para um duplo desafio ético relativo à afetividade
Por: Márcia Junges, em IHU
“Penso que a modernidade é caracterizada pela centralidade do medo. Hobbes consolida o entendimento moderno desse afeto, mas a centralidade política do medo já remonta à antiguidade tardia romana. Não à toa, a célebre ideia de que o homem é o lobo do homem foi cristalizada na modernidade pelo filósofo inglês, mas sua origem remonta ao dramaturgo romano Plauto. Todavia, o medo sempre ocorre acompanhado da esperança, pois não há como separar as duas coisas. A ‘fé no mundo’, sempre renovada pela possibilidade de novos inícios, não é apenas uma convicção filosófica de Arendt, é uma experiência afetiva própria da modernidade”. Continue lendo “A centralidade do medo na modernidade e a esperança em novos inícios. Entrevista especial com Paulo Eduardo Bodziak Junior”










