A parábola do rico e de Lázaro (que com maior propriedade deveria ser chamada “a parábola dos seis irmãos ricos”) está no Evangelho de Lucas na seção que vai de Lc 9,51 a 19,27, que é a viagem de Jesus e seus discípulos/as a Jerusalém, e é exclusiva de Lucas, não está nos Evangelhos de Mateus, Marcos e nem de João. Nessa “viagem” teológico-catequética são apresentados os riscos e as exigências do ser cristão. A viagem de Jesus é, portanto, o caminho das comunidades, cujas opções e riscos são os mesmos do mestre galileu. A parábola é, pois, um convite ao discernimento e ao compromisso com o projeto libertador de Jesus Cristo. É uma provocação. É como um “flash” do final da caminhada. A viagem de Jesus culmina em Jerusalém, onde Jesus será condenado à pena de morte pelos poderes político-econômico-religioso, mas ressuscitará vitorioso no terceiro dia. Continue lendo “Com Deus, Abraão e Lázaro; o rico, não. Por Frei Gilvander Moreira”









