A ascensão do fascismo no mundo e no Brasil. Por Leonardo Boff

No Brasil de Fato

Nota-se no mundo inteiro e também no Brasil a ascensão de ideias fascistas ou de atitudes autoritárias que rompem todas as leis e acordos como se nota claramente na política do presidente dos EUA, Donald Trump, com seu ufanismo MAGA (Make America Great Again). As promessas feitas pelas grandes narrativas modernas fracassaram. Produziram uma enorme insatisfação e depressão mais ou menos generalizadas e ondas de raiva e de ódio. Cresce a convicção, especialmente devido ao clamor ecológico, que assim como o mundo está não pode continuar. Ou mudamos de rumo ou vamos ao encontro de uma catástrofe bíblica. É neste contexto que vejo o fenômeno sinistro do fascismo e autoritarismo se impondo em nossa história. Continue lendo “A ascensão do fascismo no mundo e no Brasil. Por Leonardo Boff”

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Prefeitura de São Paulo paga até oito vezes o preço de mercado por canabidiol

Contrato foi firmado com empresa Velox, que fornece o produto de uma fabricante do Paraguai

Por Amanda Audi | Edição: Mariama Correia, Agência Pública

A Prefeitura de São Paulo fez uma licitação de até R$ 521 milhões anuais para comprar produtos à base de canabidiol (CBD) para o sistema público de saúde do município. O acesso aos medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) beneficia milhares de pacientes para o tratamento de doenças diversas, porém, o valor pago pelos frascos foi bem mais alto do que o praticado no mercado, e empresas concorrentes alegam possível direcionamento. Continue lendo “Prefeitura de São Paulo paga até oito vezes o preço de mercado por canabidiol”

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MPF aciona Justiça para garantir que a União proteja acervo histórico no antigo IML do Rio

Ação pede que União reassuma o prédio abandonado na Lapa e adote medidas emergenciais de manutenção

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública, com pedido de tutela de urgência, para que a União reassuma, em 30 dias, o antigo prédio do Instituto Médico-Legal (IML) no Rio de Janeiro, localizado na Avenida Mem de Sá, 152, na Lapa. A ação foi proposta na Justiça Federal e pede, ainda, a adoção imediata de medidas de manutenção para garantir a segurança do imóvel e a preservação do vasto acervo histórico existente no local. Em caso de descumprimento, o MPF requer a aplicação de multa diária de R$ 10 mil. Continue lendo “MPF aciona Justiça para garantir que a União proteja acervo histórico no antigo IML do Rio”

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MPF recomenda medidas contra a violência obstétrica e para o respeito à cultura de mulheres indígenas em Rondônia

Documento busca humanizar o cuidado, assegurar protagonismo das gestantes e incluir práticas tradicionais no atendimento à saúde

Ministério Público Federal em Rondônia

O Ministério Público Federal (MPF) expediu recomendação ao Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), à Casa de Saúde Indígena (Casai), ao Governo do Estado de Rondônia e à Secretaria Estadual de Saúde (Sesau/RO). O objetivo é que os destinatários do documento adotem medidas urgentes para prevenir e erradicar a violência obstétrica contra mulheres indígenas, respeitando suas tradições culturais durante a gestação, parto e pós-parto. Continue lendo “MPF recomenda medidas contra a violência obstétrica e para o respeito à cultura de mulheres indígenas em Rondônia”

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Articulação Antinuclear Brasileira: Brasil num dilema atroz. Paz ou bomba atômica?

“Bombas e armas nucleares não vão nos proteger da crise climática”, discursou o presidente Lula na abertura da assembleia das Nações Unidas (ONU), na última terça-feira. Ainda em Nova York, disse à imprensa que o Brasil quer discutir com os Estados Unidos a necessidade de “garantirmos a paz no Planeta Terra.” As declarações do presidente  parecem não combinar com as ideias belicosas do ministro das Minas e Energia Alexandre Silveira que, no dia seis deste mês, defendeu o uso da energia nuclear para produzir a bomba atômica brasileira, na posse da diretoria da Agência Nacional de Segurança Nuclear (ANSN).

O ministro revelou ser decisão do governo, “avançar com a produção de energia limpa para a transição energética, usando a energia nuclear”, porque no futuro também “vamos precisar da nuclear para a defesa nacional”.  Este  delírio afronta a nova visão mundial de defesa nacional, que condena o ódio e a violência entre as nações,  priorizando a proteção da Vida e não as disputas entre forças militares. No Brasil, Lula não se posicionou sobre a bomba, mas declarou que “a guerra não leva a nada, a não ser à matança e ao empobrecimento. Se tem divergência entre nações o melhor é negociar.” Tal declaração combina com a imagem, nacional e internacional, de líder dedicado ao avanço da Cultura da Paz e sinalizam que o assunto não é consenso no governo. Continue lendo “Articulação Antinuclear Brasileira: Brasil num dilema atroz. Paz ou bomba atômica?”

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Haverá futuro para os camponeses?

Os anos neoliberais os esmagaram em dívidas e angústias. O sistema os vê como vestígio do passado. Ainda assim persistem, são quase 2 bilhões e produzem 70% dos alimentos. Suas lutas não cessam. Eles podem ser parte de uma alternativa

Por Maryam Aslany, na Aeon | Tradução: Antonio Martins, em Outras Palavras

Em 2007, as Nações Unidas divulgaram um relatório sobre a Situação da População Mundial. O documento assinalava que a vida humana na Terra estava ultrapassando silenciosamente uma marca histórica. Em 2008, a proporção de pessoas residentes no campo caía – pela primeira vez na história – para menos de 50%. Hoje, apenas 42% da humanidade vivem no campo. Continue lendo “Haverá futuro para os camponeses?”

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Agroecologia e Artivismo: Quando a luta também está à mesa

Construção de outro sistema agroalimentar passa por “estalos” que geram novas sensibilidades, em que a resignação dá lugar a resiliência. Silvio Tendler nos mostrou o potencial do artivismo. E emerge uma cena cultural que propõe caminhos para desenvenenar a vida

Por Suzana Prizendt, em Outras Palavras

Por terra, arte e pão: defender a alegria como uma trincheira!”
Grito de luta entoado por integrantes da Escola de Arte do MST

(vivemos) num mundo em que quem manda é o deus Mercado, que é um deus implacável, invisível, tremendo filho da puta… que manda esquecer a identidade entre os direitos humanos e os direitos da natureza”. Com as palavras acima, ditas pelo escritor uruguaio Eduardo Galeano, encerrava-se mais uma sessão do filme O veneno está na mesa, dirigido pelo cineasta Silvio Tendler. Estávamos em 2011 — ano em que a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida foi lançada. Após cada exibição, a reação do público era inequívoca: surpresa, indignação e vontade de agir frente à situação dramática em que se encontra o país — desde 2008, o campeão mundial no uso de agrotóxicos. Continue lendo “Agroecologia e Artivismo: Quando a luta também está à mesa”

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Por que o mundo precisa de uma nova ONU

O genocídio em curso em Gaza é um sintoma de impotência do órgão. Um mundo globalizado e em crise civilizatória precisa de uma organização de outro tipo. Primeiros passos: mudar o sede para o Sul Global, frear o comércio de armas e voltar a fortalecer agências humanitárias

Por Vijay Prashad, no Instituto Tricontinental

Existe apenas um tratado no mundo que, apesar de suas limitações, une as nações: a Carta das Nações Unidas. Representantes de cinquenta nações redigiram e ratificaram a Carta da ONU em 1945, com outras aderindo nos anos subsequentes. A Carta apenas estabelece os termos para o comportamento das nações. Não cria e não pode criar um novo mundo. Depende de cada nação viver de acordo com a Carta ou perecer sem ela. Continue lendo “Por que o mundo precisa de uma nova ONU”

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Miséria, desespero e suicídio no capitalismo

É somente uma escolha pessoal tirar a própria vida? Quando isso se torna epidêmico, não revelaria um sistema opressor, que impõe o produtivismo e o fetiche da felicidade ao mesmo tempo, gerando um sofrimento coletivo? Haveria aí um recorte de classes?

Por Michel Goulart da Silva*, em Outras Palavras

O suicídio se manifesta como um fenômeno social complexo, como expressão do sofrimento ao qual as pessoas estão submetidas, especialmente em relação à exploração de classe. Leva-se em conta que “[…] o grosso dos homens e mulheres que se suicidam são da classe trabalhadora. Quem se suicida não é um indivíduo abstrato que, na melhor das hipóteses, é homem ou mulher, tem uma certa idade e vive em determinadas condições socioeconômicas. O porquê de ele estar em tais condições é ocultado ou, simplesmente, dado como natural, em vez de explicado”.1
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NOTA PÚBLICA: Carta Aberta da Comunidade Taboca sobre a questão da terra em Babaçulândia (TO)

CPT

A Comunidade Taboca, acampada à margem da TO-010, no município de Babaçulândia, luta desde 2011 pela criação legal de um Projeto de Assentamento nas áreas conhecidas como Aruanãs I, II, III e IV. Continue lendo “NOTA PÚBLICA: Carta Aberta da Comunidade Taboca sobre a questão da terra em Babaçulândia (TO)”

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