Universidade brasileira, da euforia à penúria

Na primeira década do século, expansão vibrante colocou as maiorias no ensino superior e transformou sua face elitista. Mas vieram os ajustes fiscais, o predomínio das “fábricas de diplomas” e o desmonte da ciência. Reflexões para uma virada

Por Miguel Ângelo de Simone San Romão, em Outras Palavras

Notas introdutórias

No Brasil a concepção de educação pública começou a se consolidar a partir do século XIX, influenciada, dentre outros fatores, pelas transformações sociais decorrentes da transição do trabalho escravo para o trabalho livre. As primeiras faculdades surgiram em grandes centros, logo após a independência, com o objetivo de formar a elite intelectual e política do país. A exemplo, a Faculdade de Medicina da Bahia, criada em 1808, e as faculdades de Direito de São Paulo e de Recife, de 1827. As universidades, conjunto de faculdades, só seriam criadas a partir do século XX. Continue lendo “Universidade brasileira, da euforia à penúria”

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“Direito dos homens”, a nova face da misoginia

Despontam grupos antifeministas escondidos sob a fachada do vitimismo. A estratégia: usar dados reais sobre o sofrimento masculino para manipular discursos. Um possível antídoto: criar espaços de diálogo para além de polarizações forjadas

Por Nuria Alabao, no CTXT | Tradução: Lucas Scatolini, em Outras Palavras

As categorias se amalgamam na manosfera – aquele lugar da internet onde o antifeminismo se expressa e se compõe politicamente –, muitas vezes borrando os contornos das distintas subculturas. O Movimento pelos Direitos dos Homens – “Men’s Rights Activism” –, de origem anglo-saxã, surge como reação às propostas do feminismo dos anos sessenta e setenta do século XX, justamente quando se gestou boa parte dos argumentos sobre gênero que hoje estão em operação nas direitas radicais. Continue lendo ““Direito dos homens”, a nova face da misoginia”

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As raízes da fitoterapia no SUS

Em 2006, os medicamentos naturais foram institucionalizados no sistema de saúde brasileiro. Lançamento da Hucitec mostra como conceito de “tradição” foi importante na sua instituição – ainda que carregue contradições. Leia um trecho e concorra a um exemplar

Por Raíssa Araújo Pacheco, em Outras Palavras

Chá de camomila para acalmar a ansiedade; boldo para curar ressaca ou ajudar na digestão; arnica para contusões e dores no corpo; menta e óleo de eucalipto para abrir as vias aéreas ou como analgésico; quem nunca usou ou ouviu falar da eficácia de algum desses remédios naturais? Continue lendo “As raízes da fitoterapia no SUS”

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As ruas reagem a um “pacto sinistro”. Por Glauco Faria

Protestos contra a PEC da Bandidagem e o projeto de Anista abrem neste domingo (21) um debate fundamental. Como suportar um Legislativo que age permanentemente em favor de seus próprios privilégios – de costas para a sociedade e o interesse público?

Em Outras Palavras

Diversas manifestações estão agendadas para este domingo (21) contra o avanço do PL da Anistia e a chamada PEC da Blindagem ou da Bandidagem, como vem sendo chamada a proposta aprovada na Câmara dos Deputados que exige autorização do Legislativo para que sejam abertas ações penais contra parlamentares. Continue lendo “As ruas reagem a um “pacto sinistro”. Por Glauco Faria”

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Guarani e Kaiowá retomam fazenda na TI Guyraroká para impedir pulverização de veneno sobre a comunidade

A questão é alvo de denúncias nacionais e internacionais. Os Guarani e Kaiowá reivindicam ainda a conclusão da demarcação

Cimi

Os Guarani e Kaiowá retomaram neste domingo (21) a Fazenda Ipuitã, localizada dentro dos limites da Terra Indígena (TI) Guyraroká, em Caarapó (MS). A área, declarada pela Funai como de ocupação tradicional, aguarda a conclusão do processo de homologação. Continue lendo “Guarani e Kaiowá retomam fazenda na TI Guyraroká para impedir pulverização de veneno sobre a comunidade”

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Nas aldeias e nas ruas testemunhando a mística militante libertadora: Cimi inicia a XXVI Assembleia Geral

“Vivemos um momento político muito difícil, mas não deixamos de perder a esperança”, declarou o presidente do Cimi, cardeal Leonardo Steiner

Entre os protestos contra a PEC da Blindagem e a mística encarnada na caminhada ao lado dos povos indígenas, teve início na manhã deste domingo (20) a XXVI Assembleia Geral do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). Com o tema ´Talita Kum – Levanta-te, vai mais além…´, o encontro seguirá até a próxima quarta-feira (24) no Centro de Formação Vicente Cañas, em Luziânia (GO). Continue lendo “Nas aldeias e nas ruas testemunhando a mística militante libertadora: Cimi inicia a XXVI Assembleia Geral”

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Nota do Cimi contra a PEC da Blindagem e a anistia aos golpistas, iniciativas infames e vergonhosas

O Cimi une sua voz às forças democráticas do país para repudiar a PEC da Blindagem e a indecorosa tentativa de anistiar golpistas condenados e investigados

Cimi

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) vem a público manifestar seu veemente repúdio à aprovação do Projeto de Emenda à Constituição nº 03/2021, conhecido como a “PEC da Blindagem” ou, mais apropriadamente, a “PEC da Infâmia”. Tal medida se articula ao projeto de anistia aos que tramaram e executaram a tentativa de golpe de Estado, sendo posteriormente condenados. Continue lendo “Nota do Cimi contra a PEC da Blindagem e a anistia aos golpistas, iniciativas infames e vergonhosas”

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Cimi investiga a presença de parentes do ‘Índio do Buraco’, em Rondônia

A família de Mercedes Guaratira, matriarca que morreu em 2015, deixou seis filhos e passou a vida toda afirmando ter nascido no rio Tanaru. O Cimi afirma que os Guaratira são, na verdade, Tanaru, cuja linhagem histórica se perdeu

Por Jullie Pereira, para a InfoAmazonia

Indigenistas do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) afirmam que o “Índio do Buraco” não foi o último do povo Tanaru, de Rondônia. O indígena, que morreu em agosto de 2022, era conhecido por ser o último sobrevivente da etnia, dizimada por uma série de violências que acompanharam a colonização de Rondônia na segunda metade do século XX. Ele recebeu esse nome por cavar grandes buracos, do tamanho de uma pessoa, nas palhoças que construía. Continue lendo “Cimi investiga a presença de parentes do ‘Índio do Buraco’, em Rondônia”

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A PEC da Blindagem e a vedação do retrocesso democrático. Por Rodrigo de Medeiros Silva

O Congresso Nacional está debatendo a chamada PEC da Blindagem, que foi aprovada na Câmara esta semana por 344 votos favoráveis e 133 contrários. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n° 3, de 2025, busca ampliar proteções legais a parlamentares e dificulta a prisão e a abertura de processos criminais contra deputados e senadores. Pretende o retorno de autorização prévia da Casa da Legislativa para os parlamentares poderem ser processados criminalmente. Esse instituto já esteve em vigor anteriormente, estava previsto quando a Constituição de 1988 foi promulgada, mas foi suprimido em 2001.

O sentido dele advinha do passado recente da Ditadura: proteger os parlamentares de governos autoritários. Afinal, um dos motivos do AI nº5 deveu-se à irritação do governo militar por não ter obtido autorização da Câmara para processar criminalmente o deputado Márcio Moreira Alves. O parlamentar, em 1968, fez discurso no qual chamou o Exército Brasileiro de “valhacouto de torturadores”, denunciando parte das barbaridades que ocorriam no regime autoritário. Continue lendo “A PEC da Blindagem e a vedação do retrocesso democrático. Por Rodrigo de Medeiros Silva”

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A despedida da drag queen que revolucionou a educação popular no Brasil. Por Milly Lacombe

No UOL

Rita Von Hunty quebrou. A personagem criada pelo professor Guilherme Terreri disse, em vídeo publicado sem seu cana no Youtube, que precisa parar. Guilherme e Rita não suportaram seguir nesse mundo dentro do qual genocídios são tratados como disputas, tretas, polêmicas. Ecoaram o que escreveu Vladimir Safatle em “O Alfabeto das colisões”: a verdadeira decisão ética aqui consiste em recusar qualquer compromisso com a permanência de uma situação histórica fundada na infelicidade de muitos. Nesses casos, a felicidade acaba por ser uma arma apontada contra a consciência da irreconciliação. Ela é apresentada como uma fortaleza individual, mas se realiza na verdade como capitulação”. Continue lendo “A despedida da drag queen que revolucionou a educação popular no Brasil. Por Milly Lacombe”

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