Exame de uma construção semântico-ideológica. Como as classes sociais que se beneficiam do atual modelo agrícola agem para apresentá-lo como natural, desejável ou mesmo caminho único. Por que a desconstrução desta cilada não pode ser feita de forma rudimentar
Por Joelson Gonçalves de Carvalho, em Outras Palavras
Nos últimos anos, o agronegócio tem sido representado de forma dual no imaginário social brasileiro. De um lado, emerge como protagonista de campanhas publicitárias milionárias, descrito como “pop”, moderno, tecnológico e responsável por alimentar o mundo. De outro, é denunciado como um ogronegócio — símbolo da violência contra povos do campo, do desmatamento em larga escala e da concentração de terras e riquezas. Essa polarização, embora revele disputas legítimas, tende a obscurecer a complexidade histórica, política e estrutural do fenômeno. Continue lendo “Nem pop, nem tech e nem ogro: o agronegócio é família”










