Lula em Curitiba: monta-se um ringue [e com “Interdito Proibitório”], por Marcelo Auler

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Pode-se dizer que são dois pesos e duas medidas? De um lado, autoridades do Paraná fizeram vista grossa aos 30 outdoors que apareceram misteriosamente na cidade com provocações ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus aliados, como mostrou Bajonas Teixeira, em O Cafezinho.

Paralelamente, no mesmo 5 de maio em que os cartazes apareceram na mídia, a Prefeitura de Curitiba, hoje sob o comando de Rafael Greca (PMN), certamente em comum acordo com a Secretaria de Segurança do Estado, recorreu à Justiça e obteve um “Interdito Proibitório” limitando os passos e as atividades das caravanas que rumarão para a capital paranaense nos próximos dias. Continue lendo “Lula em Curitiba: monta-se um ringue [e com “Interdito Proibitório”], por Marcelo Auler”

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Os Desordeiros e a Longa Noite

Por Jose Luis Vianna da Cruz*

Eles atuam para tumultuar as manifestações. Atuam com violência, fazem tudo para impedir que as manifestações aconteçam pacificamente, dentro da ordem e da democracia. Quem são eles? São os policiais, que atacam as pessoas –o que é proibido– desarmadas, indefesas, que exercem os direitos democráticos de reunião, expressão e manifestação. Continue lendo “Os Desordeiros e a Longa Noite”

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“Gostaria que todos pudessem aprender o que eu aprendi com eles”, diz missionária que passou 30 anos com índios

Por Juliana Bencke, na Folha do Mate

Um trabalho de três décadas entre indígenas de Mato Grosso e Amazonas deu à agricultora Teresinha Weber, 63 anos, um entendimento diferente sobre a vida. Moradora de Vila Santa Emília, a aposentada atuou como missionária, entre 1976 e 2006, com cerca de dez povos indígenas, em um trabalho que incluía desde o tratamento de gripes até a orientação sobre os direitos dos índios e a relação com o homem branco. Continue lendo ““Gostaria que todos pudessem aprender o que eu aprendi com eles”, diz missionária que passou 30 anos com índios”

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Desgastes do Supremo independem de ação externa, por Janio de Freitas

Na Folha

A vez é do Supremo. Não é sua estreia no processo de degradação dos Poderes a partir das respectivas cúpulas. Também não é menos nem mais grave do que os episódios corrosivos que se sucederam no Supremo dos últimos anos.

Em se tratando do Supremo, uma vírgula vadia já é grave. Peculiar nos desgastes do Supremo é que sejam autoinfligidos, sem depender de ação externa, como se passa entre Legislativo e Executivo. Continue lendo “Desgastes do Supremo independem de ação externa, por Janio de Freitas”

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Índios Kariri-Xocó utilizam projeto educacional para preservar história

Culminância da ação atraiu indígenas e outras comunidades à escola da aldeia, em Porto Real do Colégio

No Primeira Edição

A manhã da última sexta-feira (5) foi festiva para a comunidade indígena Kariri-Xocó, em Porto Real do Colégio. Com o intuito de resgatar e valorizar a sua história e tradições, estudantes da Escola Estadual Indígena Pajé Francisco Queiroz Suira desenvolveram o projeto “A resistência do povo Kariri-Xocó”. Continue lendo “Índios Kariri-Xocó utilizam projeto educacional para preservar história”

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De faxineira a juíza, a história de uma mulher pobre e negra no Brasil

Adriana Queiroz pagou parte dos seus estudos como limpadora de um hospital e escreveu um livro

Por María Martín, no El País

A luz do quarto de Adriana Queiroz estava sempre acessa nas madrugadas. Ela trabalhava durante o dia, estudava às noites e rezava para que quem apenas a via como uma mulher negra, pobre e filha de analfabetos não quebrasse seu sonho. Adriana não queria ser o que os outros esperavam dela, ela queria ser juíza em um país onde a taxa de analfabetismo das mulheres negras (14%) mais que duplica a das brancas (5,8%), segundo o IBGE. Continue lendo “De faxineira a juíza, a história de uma mulher pobre e negra no Brasil”

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Trabalhador queima metade do corpo após Justiça liberar máquina interditada

Outro funcionário já havia queimado 70% da pele em caldeira semelhante. Juiz suspendeu a interdição feita por auditor fiscal do trabalho, colocando os trabalhadores em risco

Por Piero Locatelli, no Repórter Brasil

No início de março, Joel Valdemiro de Borba teve 70% do corpo queimado em uma máquina de pintar tecidos na Nobre Indústria Têxtil, em Gaspar, Santa Catarina. Dez dias depois do acidente, um auditor fiscal do trabalho interditou essa e outras máquinas devido ao risco de novos acidentes acontecerem. Mas a Justiça liberou o funcionamento alegando que o auditor não interditou imediatamente as máquinas (portanto, não haveria risco), que a empresa demonstrava “certa boa vontade” em corrigir o problema e que sua interrupção traria prejuízos financeiros à empresa e aos trabalhadores. Continue lendo “Trabalhador queima metade do corpo após Justiça liberar máquina interditada”

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Contra o poder, exercite sua memória, por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

“A luta do homem contra o poder é a luta da memória contra o esquecimento”.
(Milan Kundera, 1979)

O escritor tcheco Milan Kundera já estava exilado em Paris, em 1979, vagabundando pelo Quartier Latin, quando publicou aos 50 anos “O livro do riso e do esquecimento”, dividido em sete narrativas, que discutem, entre outras coisas, o esquecimento que o poder nos impõe e que acabamos aceitando. O direito de lembrar não está incluído na Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada pela ONU, onde a palavra “memória” sequer é citada. Esse direito, frequentemente, nos é negado. O esquecimento, que gera impunidade, é o que leva uma nação inteira a reeleger delinquentes e assaltantes dos cofres públicos. Continue lendo “Contra o poder, exercite sua memória, por José Ribamar Bessa Freire”

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Feridos e hospitalizados chegam a 22 depois de ataque a indígenas Gamela no Maranhão

Por Renato Santana, de Viana, Maranhão, no Cimi

Apuração realizada durante esta semana revelou que o número de feridos entre o povo Gamela, atacado no último dia 30 em uma área retomada no Povoado das Baías, município de Viana (MA), é ainda maior: 17 Gamela sofreram algum tipo de ferimento – entre estes indígenas, duas crianças e um pré-adolescente. Somados aos cinco baleados, chega a 22. O dado anterior a esta verificação dava conta de 13, sem os cinco Gamela feridos a tiros – três seguem internados no Hospital Central, em São Luís. Continue lendo “Feridos e hospitalizados chegam a 22 depois de ataque a indígenas Gamela no Maranhão”

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Proposta demagógica: Na ONU, Brasil promete reduzir população prisional em 10% até 2019

Na Conectas

Em sabatina da ONU, a ministra de Direitos Humanos Luislinda Valois anunciou compromisso do governo brasileiro com a redução de 10% da população carcerária até 2019. Segundo dados de 2014 do Ministério da Justiça, 622 mil pessoas estão atrás das grades. A fala de Valois aconteceu no terceiro ciclo da RPU (Revisão Periódica Universal) do país no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, na Suíça. A RPU é o principal mecanismo internacional de avaliação da situação de direitos humanos nos Estados-membros da ONU e acontece a cada quatro anos e meio. Continue lendo “Proposta demagógica: Na ONU, Brasil promete reduzir população prisional em 10% até 2019”

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