Em Porto Velho (RO), MPF participa de reuniões preparatórias para escuta de indígenas sobre mineração

Órgão defendeu escuta com os Cinta Larga e mostrou preocupação sobre precedente que futura decisão trará sobre garimpo em áreas indígenas

Ministério Público Federal em Rondônia*

O Ministério Público Federal (MPF) participou de reuniões técnicas promovidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em Porto Velho (RO), na terça e na quarta-feira (22 e 23), a respeito da possibilidade de mineração no entorno da Terra Indígena Cinta Larga. Também estavam presentes indígenas representantes de aldeias da etnia em Rondônia e Mato Grosso. As reuniões serviram como preparação para realização de uma escuta aos indígenas nas suas aldeias, uma ação inédita no STF. Pela primeira vez, povos originários serão ouvidos em seu próprio território no curso de um processo judicial no Supremo. A data da escuta ainda não está definida, mas a previsão é que ocorra em setembro deste ano. Continue lendo “Em Porto Velho (RO), MPF participa de reuniões preparatórias para escuta de indígenas sobre mineração”

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“Mesmo a partir da desvantagem social, nós tivemos e temos condições para criar novos rumos”, afirma Ana Flávia Magalhães Pinto

Para celebrar o Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, conversamos com a professora e historiadora Ana Flávia Magalhães Pinto (UNB) sobre experiência negra no Brasil, suas conquistas e desafios

Por Jan Schoenfelder*, na Página do MST

A participação das mulheres negras na luta abolicionista ainda é pouco reconhecida, apesar de seu papel decisivo. Muito antes da formação de movimentos organizados, elas já enfrentavam o racismo e o patriarcado, articulando formas de resistência e liberdade fora dos registros oficiais. Continue lendo ““Mesmo a partir da desvantagem social, nós tivemos e temos condições para criar novos rumos”, afirma Ana Flávia Magalhães Pinto”

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Smartphones antes dos 13 anos aumentam risco de pensamentos suicidas e problemas mentais, revela estudo com 100 mil jovens

Especialistas pedem regulamentação urgente similar ao álcool e tabaco para proteger desenvolvimento mental das crianças no ambiente digital

EcoDebate

Ter um smartphone antes dos 13 anos está associado a uma pior saúde mental e bem-estar no início da idade adulta, de acordo com um estudo global com mais de 100.000 jovens. Continue lendo “Smartphones antes dos 13 anos aumentam risco de pensamentos suicidas e problemas mentais, revela estudo com 100 mil jovens”

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Em Gaza, Israel constrói seu Auschwitz. Por Ruwaida Amer

Uma jornalista palestina vive e narra o horror. Encurralada num gigantesco campo de concentração, população definha e é humilhada. Quem busca comida arrisca-se às balas. Os corpos se exaurem, em silêncio: falar consome energia demais

Por Ruwaida Amer, na 972mag
Tradução: Antonio Martins, em Outras Palavras

Estou com muita fome.

Nunca disse essas palavras com o significado que têm agora. Elas carregam uma humilhação que não consigo descrever por completo. A todo momento, me pego desejando: Se ao menos fosse um pesadelo. Se ao menos eu pudesse acordar e tudo tivesse acabado. Continue lendo “Em Gaza, Israel constrói seu Auschwitz. Por Ruwaida Amer”

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Trump e a estratégia do absurdo negociado. Por Antonio Prado

Casa Branca aposta na diplomacia de intimidação. As exigência impossíveis buscam desnortear o interlocutor e colocá-lo na defensiva. É a negação do multilateralismo que criou marcos para acordos entre países. Brasil deve agir com pragmatismo e soberania

Por Antonio Prado*, em Outras Palavras

Donald Trump tem um estilo de negociação próprio, que rompe com os protocolos tradicionais da diplomacia. Ele se apoia em uma verdade incontestável: o acesso ao mercado norte-americano é um ativo de altíssimo valor para países e empresas de todo o mundo. Mas, a partir desse fato, simula um poder absoluto — como se os Estados Unidos pudessem impor qualquer condição, em qualquer circunstância, sem custo ou consequência. Continue lendo “Trump e a estratégia do absurdo negociado. Por Antonio Prado”

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“Acredito que é impossível estudar os seres humanos como se vivessem separadamente dos não humanos, e vice-versa”. Entrevista com Anna Tsing

IHU

O livro Notre nouvelle nature [Nossa nova natureza] oferece um guia para a compreensão, em nível microlocal, da devastação do Antropoceno. É o que a antropóloga Anna Tsing chama de “ecologias ferais” (ou selvagens).

A entrevista é de Christelle Gilabert, publicada por Reporterre, 15-07-2025. A tradução é do Cepat. Continue lendo ““Acredito que é impossível estudar os seres humanos como se vivessem separadamente dos não humanos, e vice-versa”. Entrevista com Anna Tsing”

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Agronegócio pressiona por sanção de Lula ao PL da Devastação

90 entidades ligadas pediram sanção integral do texto; cientistas e ambientalistas reiteraram os impactos negativos do PL

ClimaInfo

Liderados pelo agronegócio, um grupo de 90 entidades enviou uma carta ao Presidente Lula pedindo a sanção integral do PL da Devastação (2.159/2021) aprovado na Câmara dos Deputados na última semana. A lista de signatários inclui Aprosoja, CNI, FIESP e IBRAM, além de uma presença curiosa (para não dizer decepcionante) da Associação Brasileira de Energia Fotovoltaica (ABSOLAR). Continue lendo “Agronegócio pressiona por sanção de Lula ao PL da Devastação”

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Solano Trindade, o poeta revolucionário

Um dos maiores pensadores negros sobre a cultura popular no século XX. Na década de 1930, Solano Trindade teve uma participação ativa no debate racial brasileiro, buscando a inserção do negro na sociedade

Por Ana Sales, na Página do MST

Trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
pra dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome
(Trecho do Poema, “Tem gente com fome”)

Em um dos bairros mais negros do Recife, o bairro de São José, nasceu em 24 de julho de 1908, Francisco Solano Trindade. Solano significa, “Vento forte que vem de África”, filho do sapateiro Manuel Abílio Pompilio da Trindade e da quituteira dona Emerenciana Maria de Jesus Trindade. Continue lendo “Solano Trindade, o poeta revolucionário”

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2015-2025: A década da Marcha das Mulheres Negras no Brasil

A Marcha das Mulheres Negras de 2015 foi o primeiro setor da sociedade civil a encarar, de frente, as forças reacionárias que tomariam o poder do país poucos meses depois, permanecendo no controle do planalto central por mais de sete anos. Uma década depois, o movimento de mulheres negras brasileiras prepara sua segunda edição em Brasília

Por Simone Nascimento*, no blog da Boitempo

No Brasil, o dia 25 de julho carrega o nome e a memória de uma das maiores líderes quilombolas da nossa história: Tereza de Benguela. Mulher negra, resistente e estrategista, Tereza comandou por mais de duas décadas o Quilombo do Quariterê, no atual estado de Mato Grosso. No século XVIII, enfrentou o regime escravocrata e o extermínio do povo negro. É em sua homenagem que a data se tornou, em 2014, o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, reconhecendo o protagonismo de mulheres negras na luta por liberdade, justiça e igualdade. Continue lendo “2015-2025: A década da Marcha das Mulheres Negras no Brasil”

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2º Seminário da Terra em Altamira (PA) debate sobre as falsas soluções propostas aos povos indígenas

Ao final do encontro os presentes divulgaram uma carta com um chamado: “se juntem a nós contra as falsas soluções no combate das mudanças climáticas e no enfrentamento dos grandes empreendimentos”

Por Artur Dias, do Cimi Regional Norte 2

“Conhecemos a terra, os rios, os lagos, a medicina tradicional, os animais. Por isso, nem o governo, nem empresas, nem agronegócio, nem garimpo, nem madeireiro: ninguém vai nos derrubar!” A fala do cacique Kayapó, Kapran Poi, resumiu bem o espírito do 2º Seminário da Terra, realizado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) Regional Norte 2, entre os dias 16 a 18 de julho, no Centro de Formação Betânia, da Diocese do Xingu, em Altamira, Pará. O Centro entrou para a história do movimento indígena por ter concentrado as mobilizações contra os projetos da Usina Hidrelétrica Kararaô (atual Usina Hidrelétrica) e Belo Monte. Continue lendo “2º Seminário da Terra em Altamira (PA) debate sobre as falsas soluções propostas aos povos indígenas”

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