Doravante, só pago com pix. Por José Ricardo Figueiredo 

Vê-se que o pix veio incomodar um negócio altamente lucrativo para o sistema financeiro norte-americano. A própria investida de Donald Trump contra ele demonstra a relevância de sua criação

No A Terra é Redonda

1.

De repente, ressurge a questão nacional, e com ela a luta anti-imperialista. A iniciativa do Sr. Trump contra a produção brasileira exportada aos EUA mereceu repúdio geral, de empresários e trabalhadores, rurais e urbanos. Ao mesmo tempo, a traição bolsonarista ao seu patriotismo retórico ficou transparente, recolocando as bandeiras do patriotismo e do nacionalismo em mãos consequentes. Continue lendo “Doravante, só pago com pix. Por José Ricardo Figueiredo “

Ler maisDoravante, só pago com pix. Por José Ricardo Figueiredo 

No primeiro ano sob o Marco Temporal, 211 indígenas foram assassinados, aponta Cimi

Relatório da entidade indigenista critica manutenção da tese pelo STF e lentidão na demarcação de terras

Por Rafael Oliveira | Edição: Mariama Correia, Agência Pública

Um tiro de revólver calibre .38 matou Maria Fátima Muniz de Andrade, liderança indígena conhecida como Nega Pataxó Hã-Hã-Hãe, em 21 de janeiro do ano passado, na região de Potiraguá, no sul da Bahia. O ataque, perpetrado por um grupo de fazendeiros ligado ao movimento “Invasão Zero”, também baleou seu irmão, o cacique Nailton Pataxó e outros dois indígenas. Segundo a investigação, o tiro fatal foi disparado por um homem de 20 anos, filho de um fazendeiro, que foi preso e depois liberado mediante fiança. Continue lendo “No primeiro ano sob o Marco Temporal, 211 indígenas foram assassinados, aponta Cimi”

Ler maisNo primeiro ano sob o Marco Temporal, 211 indígenas foram assassinados, aponta Cimi

Cruz profanada: o que significa o ataque à única igreja católica de Gaza

Única paróquia católica de Gaza, local servia de refúgio a idosos, crianças e civis que não tinham para onde ir

Por Edison Veiga | Edição: Thiago Domenici, Agência Pública

O ataque das forças israelenses ao único templo católico da Faixa de Gaza, a Igreja da Sagrada Família, deixou três mortos, 11 feridos e uma ferida que deve custar a cicatrizar-se. Em uma guerra, quando locais considerados sagrados são transformados em alvo, o simbolismo transcende as esferas da diplomacia e da humanidade. Continue lendo “Cruz profanada: o que significa o ataque à única igreja católica de Gaza”

Ler maisCruz profanada: o que significa o ataque à única igreja católica de Gaza

Julho das Pretas: MPBA promove encontro no quilombo Quingoma e ouve demandas da comunidade

No MPBA

O Ministério Público do Estado da Bahia e o Instituto Juristas Negras (IJN) promoveram, no sábado (26), o evento ‘Encruzilhada de Saberes: encontros preciosos do ontem, do hoje e do amanhã’, no Quilombo Quingoma, no município de Lauro de Freitas. A iniciativa envolveu debates sobre a valorização das mulheres negras, a ancestralidade e o fortalecimento das comunidades tradicionais. O encontro fez parte da programação do ‘Julho das Pretas’, agenda que reúne movimentos de mulheres negras em todo o país para celebrar o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, comemorado em 25 de julho. A data também homenageia Tereza de Benguela, líder quilombola símbolo da resistência negra no século XVIII. O evento integra ainda o projeto do MPBA ‘Mãe Bernardete’, que visa mapear demandas das comunidades tradicionais baianas, a exemplo das populações quilombolas, indígenas e ciganas, e transformá-las em ações concretas de melhoria da comunidade. Participaram da visita a promotora de Justiça Lívia Vaz acompanhada por servidores do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos (CAODH) e da Central de Assessoramento Técnico Interdisciplinar (Cati). Continue lendo “Julho das Pretas: MPBA promove encontro no quilombo Quingoma e ouve demandas da comunidade”

Ler maisJulho das Pretas: MPBA promove encontro no quilombo Quingoma e ouve demandas da comunidade

O que os números do Censo não revelam sobre os evangélicos brasileiros?

A socióloga e pesquisadora Christina Vital analisa o fenômeno do crescimento evangélico no país

Por Andrea DiP, Ricardo Terto, Stela Diogo, Rafaela de Oliveira, Agência Pública

O último Censo Demográfico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) atualiza os dados sobre o aumento de pessoas que se declaram como evangélicas no Brasil, que passaram de 21,6% para 26,9% da população, entre os anos de 2010 e 2022. É um fenômeno que precisa ser observado com atenção, para que se interpretem as informações além dos números, já que não se trata de um grupo homogêneo ou perfeitamente representado por suas figuras políticas e midiáticas. Continue lendo “O que os números do Censo não revelam sobre os evangélicos brasileiros?”

Ler maisO que os números do Censo não revelam sobre os evangélicos brasileiros?

Marco temporal afeta todas as 304 Terras Indígenas não demarcadas no país, admite Funai

‘Várias inovações procedimentais da Lei são de difícil cumprimento pela administração pública’, revela o órgão

Por Gabriela Moncau, Brasil de Fato

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) admitiu que todas as Terras Indígenas (TIs) “em fases anteriores à regularização” no Brasil estão com o processo impactado pelo marco temporal (Lei 14.701/23), em vigência desde setembro de 2023. Atualmente, são 304 territórios. Continue lendo “Marco temporal afeta todas as 304 Terras Indígenas não demarcadas no país, admite Funai”

Ler maisMarco temporal afeta todas as 304 Terras Indígenas não demarcadas no país, admite Funai

Governo Federal aposta em jovens da periferia para liderar defesa de direitos na Amazônia

Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), na AFN

Com a Conferência do Clima da ONU (COP30) se aproximando, o Governo Federal, por meio da Secretaria Nacional de Acesso à Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Saju/MJSP), lança no Pará uma iniciativa estratégica voltada à juventude da Amazônia: o projeto Jovens Defensores Populares, uma formação em conhecimento, defesa e promoção de direitos para jovens com atuação social em territórios periféricos e vulnerabilizados. A partir de 1º de agosto, cidades como Belém, Castanhal, Acará, Ilhas Distritais e a região do Marajó passam a receber a programação, coordenada pela Fiocruz, em parceria com a Saju e Secretaria Nacional de Juventude (SNJ). Continue lendo “Governo Federal aposta em jovens da periferia para liderar defesa de direitos na Amazônia”

Ler maisGoverno Federal aposta em jovens da periferia para liderar defesa de direitos na Amazônia

“Cosmopolíticas ameríndias ampliam radicalmente o campo do político”. Entrevista especial com Marina Ghirotto Santos

Kichwa de Sarayaku, indígenas da Amazônia equatoriana, praticam uma política pautada na prática do cuidado e das relações com múltiplos seres, rompendo binarismos modernos, diz a antropóloga

IHU

A luta do povo indígena Kichwa de Sarayaku contra a extração de recursos naturais do seu território, na Amazônia equatoriana, “é uma resposta direta às sucessivas violações de seus direitos por parte do Estado e de empresas transnacionais, bem como à imposição de um modelo de desenvolvimento que ignora seus modos de vida e suas relações com a floresta”, resume Marina Ghirotto Santos, autora da tese doutoral Conversas com florestas viventes: política, gênero e festa em Sarayaku (Amazônia equatoriana) (2023). Continue lendo ““Cosmopolíticas ameríndias ampliam radicalmente o campo do político”. Entrevista especial com Marina Ghirotto Santos”

Ler mais“Cosmopolíticas ameríndias ampliam radicalmente o campo do político”. Entrevista especial com Marina Ghirotto Santos

Governo enfrenta pressão pelo veto do PL da Devastação

Com governo dividido, Lula avalia o que fazer; sete em cada dez brasileiros querem leis ambientais mais reforçadas

ClimaInfo

Se “a voz do povo é a voz de Deus”, Lula não precisa ter dúvidas e deve vetar o PL da Devastação (2.159/2021). Ao contrário do que fizeram os “legítimos representantes do povo”, aprovando a implosão do licenciamento ambiental, a maioria esmagadora da população quer leis ambientais mais fortes, mostra pesquisa feita pela Nexus. Mas há integrantes do governo federal que defendem um licenciamento frouxo. O conflito, portanto, continua. Continue lendo “Governo enfrenta pressão pelo veto do PL da Devastação”

Ler maisGoverno enfrenta pressão pelo veto do PL da Devastação

História: Como a ditadura tentou cooptar a MPB

Censura à criação musical foi dramática. Mas, em paralelo, regime quis modernizar  indústria fonográfica com farto incentivo fiscal. Isso permitiu às gravadoras sofisticar sua produção, inclusive com músicos críticos. Mas houve um preço…

Por Ricardo Queiroz Pinheiro*, na coluna Outras Canções, em Outras Palavras

Introdução

A produção musical brasileira nos anos 1970 se deu sob uma engrenagem em que censura, mercado e Estado operavam em aliança. Gravadoras multinacionais, seus corpos técnicos e executivos, produtores e artistas agiam dentro de um padrão regulado por incentivos fiscais, critérios comerciais e vigilância ideológica. Havia margem de ação — e ela foi usada. Nem sempre contra o regime, muitas vezes com ele. A agência existiu, mas seu exercício estava condicionado por interesses que intervieram na criação musical e, não raro, ditavam as regras. Continue lendo “História: Como a ditadura tentou cooptar a MPB”

Ler maisHistória: Como a ditadura tentou cooptar a MPB