Carta da 48ª Romaria da Terra e das Águas

“É necessário estar ao lado das vítimas da injustiça ambiental e climática, esforçando-se para pôr fim à insensata guerra contra a nossa Casa Comum, que é uma terrível guerra mundial. Exorto a todos a trabalharem e a rezarem para que ela abunde novamente de vida”. (Papa Francisco)

Na CPT

Entre os dias 04 e 06 de julho de 2025, em Bom Jesus da Lapa – Bahia, reunimos cerca de cinco mil romeiros/as, vindos das comunidades eclesiais, organizações pastorais, sociais e populares das dioceses do Centro Oeste, Centro Norte, Sul, Extremo Sul, Sudoeste da Bahia, Norte e Nordeste de Minas Gerais, Sergipe e Espírito Santo, para celebrar a 48ª Romaria da Terra e das Águas. Inspirados pela Campanha da Fraternidade este ano, tivemos como tema “Cultivar e guardar a criação construindo caminhos do bem viver” e lema “Que todos tenham vida em abundância” (João 10, 10). O grande encontro favoreceu a acolhida de nós, romeiros/as, nossas lutas, resistências e solidariedades na construção de alternativas reais para o cuidado da Casa Comum, nossos territórios como espaços livres de Bem Viver. Continue lendo “Carta da 48ª Romaria da Terra e das Águas”

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Dia Nacional da Ciência: por uma ciência que promova transformação social!

Abrasco

Em homenagem à fundação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorreu em 8 de julho de 1948, essa data passou a ser conhecida como o Dia Nacional da Ciência e o Dia Nacional do Pesquisador Científico, a partir das Leis nº 10.221 de 2001 e nº 11.807 de 2008. Continue lendo “Dia Nacional da Ciência: por uma ciência que promova transformação social!”

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MPF recomenda ao Governo de MS cumprimento integral de compromissos com a comunidade indígena Guyraroká

A Agesul tem um prazo de 72 horas para informar sobre o acatamento da recomendação

Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul

O Ministério Público Federal (MPF) expediu recomendação à Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul) para que cumpra de forma imediata e integral os compromissos assumidos em benefício da comunidade indígena Guyraroká, localizada no município de Caarapó (MS). A Agesul, representante do Governo do Estado, tem prazo de 72 horas para informar sobre o acatamento da recomendação. Continue lendo “MPF recomenda ao Governo de MS cumprimento integral de compromissos com a comunidade indígena Guyraroká”

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Governo do Acre institui Comissão Estadual de Verdade e Memória em resposta à recomendação do MPF

Instância será responsável por reconhecer e esclarecer violações de direitos humanos no estado durante o regime militar

MPF/AC

O Governo do Estado do Acre instituiu a Comissão Estadual de Verdade e Memória (Ceveme), vinculada à Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH). A medida foi adotada em atendimento à recomendação do Ministério Público Federal (MPF), expedida pelo procurador da República Lucas Costa Almeida Dias, em abril deste ano. Continue lendo “Governo do Acre institui Comissão Estadual de Verdade e Memória em resposta à recomendação do MPF”

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MPF move ação para proteger quilombolas de conflitos agrários e da mineração em Salto de Pirapora (SP)

Demora do Incra e ilegalidades de agência federal vêm colocando em risco a integridade territorial do Quilombo Cafundó

Ministério Público Federal (MPF)

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou uma ação civil pública para que a Justiça imponha medidas contra o avanço da mineração e de interesses imobiliários sobre o território do Quilombo Cafundó, localizado em Salto de Pirapora (SP). A comunidade ocupa as terras há gerações, mas corre o risco de perder a posse sobre parte delas devido a omissões do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e à atuação ilegal da Agência Nacional de Mineração (ANM). Continue lendo “MPF move ação para proteger quilombolas de conflitos agrários e da mineração em Salto de Pirapora (SP)”

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MPF ajuíza ação para garantir início do ano letivo de crianças indígenas Parakanã em Novo Repartimento (PA)

Ano letivo de 2025 ainda não começou para estudantes da etnia Parakanã; MPF cobra início imediato e reposição das aulas

Ministério Público Federal no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação, nesta segunda-feira (7), com pedido de decisão judicial urgente contra o Governo Federal, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e a Prefeitura de Novo Repartimento, no Pará, para assegurar o direito fundamental à educação das crianças indígenas da etnia Parakanã. Continue lendo “MPF ajuíza ação para garantir início do ano letivo de crianças indígenas Parakanã em Novo Repartimento (PA)”

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COP30: um mutirão de verdade precisa começar pela base. Por Toya Manchineri

Mutirão não é só filosofia, é uma prática enraizada na ação, na reciprocidade e no cuidado coletivo. E isso se faz solidariedade, não com discursos.

por Toya Manchineri*, coordenador geral da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), em Folha de S. Paulo / IHU

Enquanto o Brasil promove o conceito indígena de mutirão, um esforço coletivo pelo bem comum para alavancar a COP30, o país abre, ao mesmo tempo, caminho para a destruição em nossos territórios. Apesar de celebrar a cultura indígena em discursos, o Senado aprovou recentemente o PL da Devastação, uma legislação que autoriza as empresas a emitir suas próprias licenças ambientais, reduz a fiscalização e coloca ecossistemas e comunidades inteiras em risco. Continue lendo “COP30: um mutirão de verdade precisa começar pela base. Por Toya Manchineri”

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O que fazer como cidadanias diante das mudanças geopolíticas da atualidade. Por Cândido Grzybowski

em Sentidos e Rumos

Participei nos dias 5 e 6 de julho, no Rio de Janeiro, de uma oficina de imersão do INP – Instituto Novos Paradigmas, de Porto Alegre, em parceria com IDHES, BRICs Center/PUC-Rio e IBASE sobre “A crise do Multilateralismo e os Caminhos do Sul Global”, nos dias em que se realizava na cidade o encontro dos países membros dos BRICs. Surgiram muitas ideias e propostas estimuladoras, uma espécie de mapeamento de questões para cidadanias ativas em luta por democracia, sem chegarmos a muitas conclusões consensuadas. Como o evento foi inspirador em muitas questões, resolvi fazer um apanhado do que me pareceu que merece atenção de um ponto de vista de democracia ecossocial transformadora, que venho discutindo nas mais diferentes postagens do meu blog “Sentidos e Rumos”. Isto não é e nem pretende substituir o documento completo que o INP vai produzir como resultado de um trabalho coletivo, certamente com muito mais ideias e propostas. Continue lendo “O que fazer como cidadanias diante das mudanças geopolíticas da atualidade. Por Cândido Grzybowski”

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Contra o genocídio palestino, o sumud como força inabalável de resistência. Entrevista especial com Ashjan Sadique Adi

Apartheid, ocupação militar e limpeza étnica estão por trás da realidade na Palestina. Ao extermínio conduzido pelas FDI, palestinos resistem com seu sumud, força e perseverança inabaláveis, em árabe, que os mantém vivos mesmo sob constante ataque

Por: Márcia Junges, em IHU

Como é possível que o dever de ofício das Forças de Defesa de Israel – FDI seja matar outros seres humanos? Trata-se de uma incoerência, sobretudo porque o que ocorre em Gaza não é uma guerra entre dois Estados e assimetricamente iguais em termos de poder bélico, mas um povo opressor contra um povo oprimido desde pelo menos 1947, com a autoproclamação do Estado de Israel. Continue lendo “Contra o genocídio palestino, o sumud como força inabalável de resistência. Entrevista especial com Ashjan Sadique Adi”

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O Brasil sob tutela. Por Ricardo Queiroz Pinheiro

Congresso e mercado operam juntos para emparedar Lula. A democracia, neste contexto, sobrevive como aparência. O progressismo hesita entre o medo do confronto e a ilusão da moderação. 2026 se aproxima: é hora de construir novo pacto social e de conflito assumido

Por Ricardo Queiroz Pinheiro, em Outras Palavras

A redemocratização brasileira não foi um reinício. Partiu de uma transição mal feita e de um pacto traiçoeiro. O colégio eleitoral, a posse de Sarney e o acordo que preservou interesses do regime militar mostraram que não haveria ruptura. A pressão popular e a articulação política de alguns segmentos resultaram na Constituição de 1988. Em 1989, a eleição direta trouxe Collor. Conservador no conteúdo, moderno na forma, corrupto na performance. Teve apoio da mídia e do mercado. Seu colapso abriu espaço para Itamar Franco, figura errática, com acenos nacionalistas. Mas sem projeto e método. De toda maneira, foi ele ao nomear FHC que abriu caminho para um novo ciclo. Continue lendo “O Brasil sob tutela. Por Ricardo Queiroz Pinheiro”

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