Por Clarisse Castilhos – Blog da Boitempo
O Brasil vem afirmando nas últimas décadas uma inserção internacional determinada pelo rumo dos Investimentos Externos Diretos (IEDs) onde dominam o agronegócio e a extração mineral. Esse quadro caracteriza a hipótese de especialização regressiva (Coutinho, 1997; Kupfer, 2005) com muitos traços da acumulação primitiva. De fato, a expansão das atividades de extração mineral no território nacional se insere na intensificação da reprodução ampliada do capital social total, apresentando características do modelo exportador, que marcou a história brasileira dos séculos XVI a XIX. A atual configuração da economia brasileira revela uma intensificação da commoditização de sua pauta exportadora e manifesta o aprofundamento do imperialismo e do capital-imperialismo (Fontes, 2010). Neste artigo toma-se como dado que a orientação dos investimentos no Brasil, definida em escala mundial pelos grandes grupos internacionais, converge na mesma direção das prioridades estabelecidas pela política econômica brasileira, em que pese o fato de produzirem perversas consequências socioambientais (Castilhos, 2014, 2015). Tal tendência está representada no crescimento acelerado da produção e dos investimentos no domínio da monocultura agrícola e da indústria da mineração e se apoia em diversas mudanças de ordem institucional propostas pelo Parlamento brasileiro. Continue lendo “Os riscos da expansão da mineração”









