Por Jacqueline Sinhoretto, em Justificando
O Governo provisório de Michel Temer institui, no século XXI, “Ordem e Progresso” como lema. Extingue o Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, subordinando suas políticas ao Ministério da Justiça, que passa a se chamar Ministério da Justiça e da Cidadania. E faz isso no primeiro dia do governo, o que é simbólico.
Além do simbólico, há o concreto: nenhuma mulher ou negro nomeados para o ministério interino, e o Ministro da Justiça é Alexandre de Moraes. Ex-promotor do Ministério Público de São Paulo, de onde se exonerou para ocupar cargos em secretarias do governo paulista, nas gestões Alckmin e na prefeitura paulistana, na gestão Kassab. Mesmo ocupando esses cargos, inclusive na chefia da Secretaria de Segurança de Pública, Moraes continuou a atuar como advogado em mais de uma centena de processos, informa o Tribunal de Justiça. Foi advogado de Eduardo Cunha. E agora integra o governo interino que extinguiu a Controladoria-Geral da União. Continue lendo “A Justiça bandeirante do governo Temer”










