Na quarta feira 8 de junho, em audiência na Comissão Interamericana de Direitos da Organização dos Estados Americanos, em Santiago, no Chile, representantes de 19 organizações civis brasileiras, apresentaram denúncias de casos de violações a direitos humanos causados pela mineração. O crime da Samarco (Vale e BHP Billinton), em Mariana, que afetou 3,2 milhões de pessoas direta e indiretamente, na bacia do Rio Doce está entre os casos. As entidades também denunciam a falta de participação das vítimas na elaboração do acordo entre as empresas e os governos federal, de Minas Gerais e do Espírito Santo. Outras denuncias também foram feitas, entre elas estão o projeto de expansão do Complexo Carajás, que deve atingir 22 cidades no Pará e no Maranhão; e o projeto Minas-Rio, no município de Conceição do Mato Dentro (MG)
de Justiça Global / Fala Chico
A exploração e destruição causadas pela indústria extrativa são temas da audiência da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA), nesta quarta-feira, dia 8. Serão 14 casos em um informe, que representam a variedade de impactos que a mineração causa na vida de brasileiras e brasileiros. Entre os expostos estão o de Mariana (MG) e outros, como os casos de explorações de chumbo, ouro e urânio em diferentes municípios da Bahia, e o Complexo Carajás, maior projeto de mineração de ferro do mundo, no Pará e no Maranhão. A audiência, batizada de “Afetações aos direitos humanos devido à mineração no Brasil” ocorre dentro do 158º período extraordinário de sessões da CIDH, em Santiago do Chile, das 13h às 14h (horário de Brasília). Continue lendo “Organizações denunciam na OEA mais de 10 violações da mineração no país”