A PEC das domésticas aumentou o desemprego?

Juliane Furno, Brasil Debate

No último dia 26 de abril, o telejornal “Bom Dia Brasil”, da Rede Globo, publicou uma matéria sobre as recentes transformações do emprego doméstico. De fato foram muitas. De 2003 para cá, o percentual do trabalho doméstico no total das pessoas ocupadas tem diminuído ano a ano, demonstrando que o crescimento econômico e as melhorias no mercado de trabalho trazem novas possibilidades de emprego, especialmente para as mais jovens, que já não veem mais no trabalho doméstico sua primeira possibilidade de inserção no mercado.

Em 2003, 37% das trabalhadoras domésticas tinham até 29 anos, e no ano de 2014 esse número vai pra 18%, demonstrando a tendência de envelhecimento da categoria. Continue lendo “A PEC das domésticas aumentou o desemprego?”

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A arte de partejar: o legado das parteiras tradicionais como herança ancestral e os impactos para a saúde das mulheres

“No parto abençoou à minha mãe… e me curvo à minha mãe” (Tiganá Santana)

Cristiane dos Santos*, População Negra e Saúde

Ao iniciar a escrita desse texto me vêm à memória algumas lembranças da infância no interior de Feira de Santana, onde nasci e me criei. Nas vivências dos dias em que ia para a roça (zona rural) com minha mãe, mais precisamente em Matinha dos Pretos, comunidade quilombola de onde se origina minha família materna, me recordo com carinho de “Mãe Piu”, parteira tradicional da comunidade, chamada de Mãe por todos naquela região em sinal de honra e respeito àquela que amparava as crianças que ali nasciam por suas mãos. Uma mulher negra, de baixa estatura, idosa, de andar ligeiro, fala mansa, riso fácil, e muita sabedoria; “a mãe de umbigo”. Continue lendo “A arte de partejar: o legado das parteiras tradicionais como herança ancestral e os impactos para a saúde das mulheres”

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Ibama autuou 27 empresas de agrotóxicos por dados falsos em 2015

“De 2000 para 2013, a prevalência de anomalias em bebês em todo estado de São Paulo dobrou. De seis a cada mil bebês nascidos com o problema, passaram a ser 12 a cada mil. No mesmo período a utilização de agrotóxicos no estado quase dobrou, passou de 41 mil toneladas utilizadas por ano para 74 mil. A força-tarefa montada pelo defensor público Marcelo Novaes, acredita que o crescimento paralelo não é mera coincidência.”

Por Pedro Durán, na CBN

Cidades brasileiras com altos índices de câncer e anomalias em bebês.

“A minha filha tinha doze, na mesma época eu perdi um priminho de cinco anos, um tio… Só da minha família! Assusta porque nós temos os casos, mas nós podemos ter muitos outros, né?” Continue lendo “Ibama autuou 27 empresas de agrotóxicos por dados falsos em 2015”

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Campanha Revoga, Dilma!

Por Pelo Território Pesqueiro

As medidas de ajuste fiscal realizadas pela publicação da medida provisória 665, que virou a lei 13.183/2015 e que ensejou nos terríveis decretos 8425, 8424, da presidente Dilma Roussef atingiu um dos grupos mais vulneráveis do Brasil: os pescadores artesanais.

O Estado sempre impôs às populações pesqueiras uma histórica exclusão, priorizando a indústria degradadora e a aquicultura insustentável como prioridade, inclusive nos governos do PT. As medidas recentes são apenas um novo capítulo de uma longa história de desrespeito aos nossos territórios e ao nosso jeito de viver. Continue lendo “Campanha Revoga, Dilma!”

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Marcha para o fascismo

Por Leonardo Isaac Yarochewsky, em Justificando

“A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”  (Karl Marx)

Surgido em março de 1964 , “A Marcha da família com Deus pela Liberdade” foi um movimento que consistiu numa série de manifestações, ou “marchas”, organizadas principalmente por setores do clero e por entidades femininas em resposta ao comício realizado no Rio de Janeiro em 13 de março de 1964, durante o qual o presidente João Goulart anunciou seu programa de reformas de base. Agrupou segmentos da classe média, temerosos do “perigo comunista” e favoráveis à deposição do presidente da República. [1] Continue lendo “Marcha para o fascismo”

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Capitalismo selvagem à brasileira

Empresas que se instalaram em Moçambique através de projetos exportados pelo Brasil avançam sobre as terras dos camponeses enquanto o país, em crise, se afasta dos programas de cooperação na África

Por , A Pública

A província de Niassa compartilha com o Malavi as águas azuis do terceiro maior lago da África e um espaço imaginário com o Brasil, entre os paralelos 13o e 17o Sul. Nessa latitude, a savana se torna cerrado do outro lado do Atlântico, onde a terra vermelha, o calor tropical e a vegetação baixa sombreada por árvores aproximam ainda mais Brasil e Moçambique, irmanados na língua e no passado de escravidão que marcou sua gente. Continue lendo “Capitalismo selvagem à brasileira”

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A suspensão de Cunha mostra que o tempo do Judiciário é o tempo de exceção

Por Salah H. Khaled Jr., em Justificando

A novela chegou ao fim: depois de muitos e muitos meses, o STF surpreendentemente determinou a suspensão do mandato de Eduardo Cunha, em “decisão excepcionalíssima”. Supostamente a gravidade da situação autoriza a medida, cuja legalidade é – na melhor das hipóteses – indefinida e borrada. Barroso elogiou a decisão de Teori e declarou: “Eu não quero viver em outro país, eu quero viver em outro Brasil”.

Fascinante. Pompa e melodrama. Certamente algo propício para mais um capítulo da atual epopeia de salvação nacional: um novo cordeiro é imolado como sacrifício no altar, em clara tentativa de higienização do golpe no imaginário popular. É tentador comemorar a ruína de Cunha. Não deixa de ser irônico que alguém que tenha empregado tantos estratagemas para violar a legalidade finalmente venha a sucumbir diante de uma decisão tão questionável como muitas de suas próprias. O legado de Cunha é de destruição. A história retratará com as devidas cores o que representou sua passagem pela presidência da Câmara dos Deputados. Mas não caia nessa não tão sutil armadilha. O criador se foi, mas a obra permanece: foram os dedos, mas restam os amaldiçoados anéis, em estranho trocadilho golpista. Continue lendo “A suspensão de Cunha mostra que o tempo do Judiciário é o tempo de exceção”

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Senador autor de PEC ambiental polêmica reconhece benefício a empresa da família

Autor de uma proposta de emenda constitucional cujo texto elimina a necessidade de licenciamento ambiental para obras, o senador Acir Gurgacz (PDT-RO) reconheceu, em entrevista à BBC Brasil, que terá “benefícios econômicos” particulares com a medida.

Os principais benefícios viriam da conclusão de obras de manutenção da BR-319, que corta a floresta amazônica e liga Porto Velho (RO) a Manaus (AM), onde uma empresa do pai do senador realiza transporte comercial de passageiros. Continue lendo “Senador autor de PEC ambiental polêmica reconhece benefício a empresa da família”

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Uma justiça “bela, recatada e do lar” não impede a desconstrução do modelo democrático

Por Marcelo Semer, em Justificando

O punho desce com força.

O chamativo slogan para as ações da repressão foi um dos pilares da legitimidade do regime nazista. O endurecimento penal na Alemanha de Hitler não foi apenas um instrumento da transformação da democracia constitucional para o totalitarismo. Foi, sobretudo, uma eficaz propaganda.

Crise econômica, fragmentação política, frustração com a democracia e reclamos por ordem.

Ressalvadas as proporções históricas, o ambiente propício para o autoritarismo está ganhando cada vez mais horizontes por aqui. Continue lendo “Uma justiça “bela, recatada e do lar” não impede a desconstrução do modelo democrático”

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Dilma compôs seu réquiem em Belo Monte, por Eliane Brum

O julgamento mais rigoroso da presidente e do PT, no tempo da História, será feito por brasileiros como João da Silva

No El País Brasil

Na quinta-feira, 5 de maio, Raimunda desligou a TV na casa da periferia de Altamira, no Pará. O noticiário local começava a transmitir a inauguração da usina hidrelétrica de Belo Monte por Dilma Rousseff (PT). Era um gesto pequeno, o de desligar o botão da TV. Era o esforço de Raimunda para proteger João da voz da presidente. Deitado na rede, sem movimento nas pernas, ele já não é capaz de proteger a si mesmo. Em Belo Monte, Dilma discursava, ovacionada por uma claque de movimentos sociais, denunciando o “golpe” para tirá-la do poder. Mas a palavra final sobre o legado da presidente não será do Congresso. O réquiem de Dilma Rousseff, no tempo da História, é o silêncio de João da Silva. Continue lendo “Dilma compôs seu réquiem em Belo Monte, por Eliane Brum”

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