Evandro Medeiros: Professor da Unifesspa processado pela Vale nega conciliação e responde

Por Luciana Marschall, no CT Online

O professor Evandro Medeiros, da Faculdade de Educação do Campo da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), não aceitou, em audiência realizada na quinta-feira (5), proposta de conciliação oferecida em decorrência de ação judicial movida pela Mineradora Vale. A empresa o acionou em decorrência de um protesto realizado em novembro passado, alegando que a Estrada de Ferro Carajás (EFC) foi obstruída, o que os participantes da manifestação negam.

Durante a audiência, realizada no Fórum Juiz José Elias Monteiro Lopes, à qual o professor foi acompanhado pelos advogados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), o representante do Ministério Público do Estado do Pará (MPF) propôs pagamento de multa no valor de um salário mínimo parcelado ou a realização de ação em alguma comunidade, durante 15 dias, para cessar o processo judicial. Continue lendo “Evandro Medeiros: Professor da Unifesspa processado pela Vale nega conciliação e responde”

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Pará: O procurador que laçou o desmatamento

Por Eduardo Pegurier, em (o) eco

No fim de janeiro, a reportagem de ((o))eco partiu numa expedição jornalística ao Pará, com o objetivo de compreender as origens e os principais efeitos do chamado TAC da Carne, o acordo do Ministério Público Federal com os grandes frigoríficos operando na Amazônia, que os obrigou a combater o desmatamento nas fazendas de onde compravam gado para abate.  Apesar de ser um assunto à primeira vista árido, sua investigação revela traços marcantes do crescimento da pecuária no Pará, a principal causa da derrubada de matas no estado. A reportagem encontrou personagens que relembram a década de 70 e 80, em que o governo federal incentivou a ocupação da Amazônia através do desmatamento; conheceu a cultura distinta dos imigrantes que colonizaram o sudeste do Pará; e revelou como a ação de um procurador determinado catalisou a adoção de um programa tão eficaz, que se tornou uma das principais ferramentas para se buscar o desmatamento zero na Amazônia. Continue lendo “Pará: O procurador que laçou o desmatamento”

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Virgínia Fontes: Dirigimo-nos para um governo chantagista que vai implantar o programa da grande rapinagem

Por Gabriel Brito, no Correio da Cidadania

O Senado já aprecia o processo de impeachment de Dilma, que por sua vez parece se concentrar em promover gestos finais de despedida, em especial por conta de envios de projetos de lei de viés progressista que jamais estiveram em pauta quando a vida parecia normal. De toda forma, continuam obscuros alguns pontos que ativaram a ofensiva dos setores dominantes pelo fim de seu mandato e, ao passo que os alguns líderes discutem o eventual governo de transição, o Correio publica entrevista com a historiadora Virgínia Fontes.

“Tem algo muito estranho na origem do processo que deve nos deixar em alerta, pois a situação não está completamente clara. Parece que há tensões em setores dominantes. Tensões entre o ‘clube do milhão’ e o ‘clube do bilhão’, uma vez que as estruturas representativas do setor empresarial são muito mais voltadas ao primeiro do que ao pequeno grupo de grandes empresas bilionárias, constituídas desde o processo de privatizações da era FHC. E não está claro o que tudo isso significa”, disse. Continue lendo “Virgínia Fontes: Dirigimo-nos para um governo chantagista que vai implantar o programa da grande rapinagem”

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O verdadeiro papel do controle social e da gestão participativa na Saúde Indígena

Paulo Daniel Moraes, membro da Pastoral Indigenista da Diocese de Roraima

Os problemas de ingerência indevida na gestão dos distritos pelos Conselhos Distritais de Saúde Indígena (CONDISI) observados em muitas regiões do país têm como origem uma interpretação errada sobre o significado do controle social no Sistema Único de Saúde (SUS). Os CONDISI, em sua concepção original, têm um caráter deliberativo, devendo estabelecer as diretrizes e fiscalizar a execução das ações de saúde no território de abrangência dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). A justa e progressiva ocupação dos espaços da gestão por profissionais indígenas, como propugnado na Convenção 169 da OIT e Declaração dos Direitos Indígenas da ONU, não deve ser confundida com a finalidade precípua do controle social definida para os CONDISI.  Continue lendo “O verdadeiro papel do controle social e da gestão participativa na Saúde Indígena”

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Comunidades Chankas-Yanawara acatan paro contra Las Bambas

Servindi – Desde el sábado 7 de mayo, cuarentisiete comunidades campesinas Chanka-Yanawara, de las provincias de Grau y Cotabambas, en el departamento de Apurímac, iniciaron un paro indefinido contra el Proyecto Minero Las Bambas: La causa: la falta de diálogo y las denuncias penales interpuestas por la empresa MMG Limited.

Según reportó una nota informativa de la Red Muqui, durante el primer día de paro un grupo de veinte pobladores de la comunidad de Quehuira bloqueó el paso de los vehículos de la empresa minera por el lado de la carretera cercana al territorio comunal.

A través de las redes sociales, los comuneros denunciaron haber sido reprimidos con golpes, disparos al aire y bombas lacrimógenas, aun cuando protestaban de manera pacífica, por un centenar de policías que ingresó por el territorio comunal de Quehuira.  Continue lendo “Comunidades Chankas-Yanawara acatan paro contra Las Bambas”

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Mobilização de indígenas em Brasília começa com entrevista coletiva nesta terça (10/5)

Assessorica de Comunicação – Mobilização Nacional Indígena

O Acampamento Terra Livre (ATL) começa na manhã desta terça (10/5), ao lado do Memorial dos Povos Indígenas, em Brasília, com uma entrevista coletiva, às 11h. O evento reunirá manifestantes de todo o país com o objetivo de reforçar as reivindicações dos povos indígenas pela garantia de seus direitos.

Serão realizados debates, atos e manifestações. O protesto faz parte da Mobilização Nacional Indígena, é organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e apoiado por organizações indigenistas parceiras. A expectativa é reunir cerca de mil indígenas de todos os estados. Continue lendo “Mobilização de indígenas em Brasília começa com entrevista coletiva nesta terça (10/5)”

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A novela do impeachment: Lexotan e infarto agudo do miocárdio, por Leonardo Sakamoto

Blog do Sakamoto

Desde que Waldir Maranhão, presidente interino da Câmara dos Deputados, assinou a anulação da tramitação do processo de impeachment de Dilma Rousseff, nesta segunda (9), provando mais uma vez que o roteiro da crise brasileira faz um final de temporada de House of Cards parecer episódio de Peppa Pig, uma guerra de versões e tentativas de explicação, muitas delas desencontradas, tomaram a internet. Não só porque ocorreu o impensável e por estarmos vivendo uma guerra política, mas também por termos, na média, mais colunismo do que reportagem. E quem acha que há apenas dois interesses em disputa está muito, muito mal informado. Continue lendo “A novela do impeachment: Lexotan e infarto agudo do miocárdio, por Leonardo Sakamoto”

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Conferência sobre a mulher discute mais direitos e participação política

Heloisa Cristaldo – Repórter da Agência Brasil

A luta por mais direitos e espaços na política brasileira é uma das pautas da 4ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, que começa hoje (10) em Brasília. Para a secretária especial de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos, é inaceitável que menos de 10% do Congresso Nacional seja formado por parlamentares mulheres.

“É importante lembrar que se nós mulheres somos 52% da população, é lamentável que só tenhamos 9% de representação no Congresso. Isso não pode continuar acontecendo.”, disse à Agência Brasil. Com o tema Mais direitos, participação e poder para as mulheres, a conferência quer assegurar a democracia e a consolidação das políticas já colocadas em prática. Continue lendo “Conferência sobre a mulher discute mais direitos e participação política”

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Como sair do ódio? Uma entrevista com Jacques Rancière

Eric Aeschimann entrevista Jacques Rancière

No blog da Boitempo

Guerra ou política? Segundo Jacques Rancière, a política passa longe das artimanhas jurídicas e institucionais da política de gabinete. É uma forma de ação e de subjetivação coletiva que constrói um mundo em comum, no qual se inclui também o inimigo. A ação política cria identidades não-identitárias, um “nós” aberto e inclusivo que reconhece e fala de igual para igual com o adversário. A guerra, pelo contrário, tem como protagonista fundamental formações identitárias fechadas e agressivas (sejam elas éticas, religiosas ou ideológicas) que negam e excluem o outro do mundo partilhado. Entre o outro e o eu, nada em comum. Continue lendo “Como sair do ódio? Uma entrevista com Jacques Rancière”

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Como vai agir a Câmara de Deputados?, por Cândido Grzybowski

No Ibase

A nossa crise política tem como processo subjacente a perda de intensidade da democracia que conquistamos lá nos anos 80, enfrentando a ditadura militar e definindo novas bases institucionais, fundadas nos direitos de cidadania para todas e todos como regra do viver em coletividade. Nunca é demais lembrar que a democracia, como processo histórico, vem prenha de possibilidades, mas não aponta automaticamente para a solução de nossos problemas estruturais. Para acontecerem mudanças de fato sujeitos coletivos democráticos tem que liderar movimentos irresistíveis, conquistar e mudar o poder de Estado, para transformar a economia e, sobretudo, a sociedade. É forçoso reconhecer que novos sujeitos coletivos apareceram, renovaram-se movimentos sociais e o movimento sindical, novas formas de organização política foram estabelecidas, uma onda democratizadora avançou. O potencial de mudanças daí decorrentes, porém, acabou mal tendo começado. O tal “sistema de poder real” se readequou à nova situação e, num certo sentido, a democracia se ritualizou e perdeu significado político. Isto explica a preocupante expansão no seio da cidadania de um sentimento de deslegitimação da política e, no bojo, da própria substância da democracia como método possível e, sobretudo, civilizatório de transformação social. Continue lendo “Como vai agir a Câmara de Deputados?, por Cândido Grzybowski”

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