Em momentos difíceis, como o que estamos passando, os elos políticos da vida em coletividade são tensionados ao ponto de se esgarçar o tecido social de cima a baixo da sociedade. Insisto, de cima a baixo e não de baixo para cima. Olhando de baixo para cima, as enormes fissuras e férreas desigualdades sociais, exclusões até, são a herança do entrar na modernidade do mundo pela colonização estrangeira, usurpação de terras e escravidão. Tornamos-nos Brasil assim e está difícil mudá-lo. Sob quaisquer indicadores, mas, sobretudo os de cidadania, que tem na sua essência a condição política da igualdade de todas e todos, somos um país campeão de desigualdades sociais e de violações de direitos humanos. A nossa aparente “paz social” tem sido mantida pela repressão institucional sistemática, com violência e morte, nos territórios e contra brasileiras e brasileiros que ousam ou possam parecer se insurgir contra a “ordem dominante”. Continue lendo “Convivência e compartilhamento, por Cândido Grzybowski*”










