Unesco aceita candidatura do Cais do Valongo a Patrimônio da Humanidade

O pedido de inclusão na lista da Unesco, feito pelo Iphan, ocorreu ano passado

Simone Candida – O Globo

RIO – Já declarado patrimônio carioca e nacional, o Cais do Valongo, na Zona Portuária, está mais perto de obter mais um reconhecimento: o principal porto de entrada de africanos escravizados no Brasil e nas américas teve sua candidatura aceita pelo Centro do Patrimônio Mundial para ser reconhecido como Patrimônio da Humanidade. Revelado durante as obras de revitalização da Zona Portuária, o Valongo tornou-se monumento da cultura negra no país. Foi no Valongo que desembarcaram mais de 500 mil negros escravizados, entre 1811 e 1843, vindos, em sua maioria, do Congo e de Angola. Continue lendo “Unesco aceita candidatura do Cais do Valongo a Patrimônio da Humanidade”

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Flint é apontada como cidade símbolo de ‘racismo ambiental’ nos EUA

AFP/Notícias UOL

Flint, Estados Unidos, 7 Mar 2016 (AFP) – O escândalo da água contaminada com chumbo na cidade de Flint, no estado americano de Michigan teria ocorrido se seus moradores fossem brancos e ricos?

Os aspirantes presidenciais democratas Hillary Clinton e Bernie Sanders fizeram essa delicada pergunta no domingo, quando invocaram este desastre ambiental para criticar a mesquinharia das autoridades de Michigan (norte) ao tomar decisões sobre esta cidade que um dia conheceu a prosperidade da indústria automobilística norte-americana. Continue lendo “Flint é apontada como cidade símbolo de ‘racismo ambiental’ nos EUA”

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É possível combater a direita e dizer adeus ao lulismo

Por Fábio Nassif, no Correio da Cidadania

Não. Este não é um texto que pretende jogar água no moinho da direita brasileira que tenta, com apoio da mídia burguesa, derrotar completamente qualquer perspectiva de transformação social à esquerda.

A intenção principal das palavras a seguir é dialogar com quem, como eu, está impactado com a presença da Polícia Federal na porta da casa de um dos maiores líderes populares que a esquerda brasileira produziu nas últimas décadas. Nesta sexta, Lula foi ouvido pelas autoridades sobre uma investigação de relações promíscuas entre o ex-presidente e empreiteiras. Continue lendo “É possível combater a direita e dizer adeus ao lulismo”

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Xuxa e a fetichização da pobreza

Ao dizer que os três meninos negros no sinal estavam “ralando para conseguir um dindin”, Xuxa não percebe a violência e o racismo da situação

por Djamila Ribeiro, Carta Capital

No dia 5 de março, sábado último, a apresentadora Xuxa postou em sua página do Facebook uma foto de, no mínimo, mau gosto. Na foto, a “rainha dos baixinhos” está dentro de seu carro importado e, do lado de fora, estão três meninos negros, segurando bolas que sugerem o trabalho em algum semáforo, com a seguinte legenda: “Daivison, João e Pedro…meus novos amiguinhos ralando para conseguir um dindin”. De imediato, a foto viralizou (eram mais de 5 mil compartilhamentos até a manhã da segunda) e várias críticas surgiram. Continue lendo “Xuxa e a fetichização da pobreza”

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Você se indigna com o político que rouba, mas não com o policial que mata?, por Leonardo Sakamoto

No Blog do Sakamoto

Nunca pensei que fosse começar um texto criticando a ditadura com um aviso. Mas como o nível do debate público ultrapassou o pré-sal de tão baixo e muita gente interpreta um texto antes mesmo de lê-lo, achei por bem informar que repudiar o último período sombrio da nossa história, não significa – de forma dissimulada – criticar todos os que defendem a tese do impeachment ou imputar a eles qualquer gosto pela ditadura. Até porque acredito que a maior parte dos que apoiam essa tese, da mesma forma que a maior parte dos que a repudiam, preferem a democracia e suas instituições. E têm ojeriza à galera dodói da cabeça que sente orgasmos múltiplos ao imaginar o barulho de coturnos militares marchando contra a liberdade e que se infiltra em manifestações para tentar ressignifica-las. Continue lendo “Você se indigna com o político que rouba, mas não com o policial que mata?, por Leonardo Sakamoto”

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“A mineração é inimiga do povo brasileiro”, afirmam as mulheres Sem Terra

Para as Sem Terra o atual modelo minerador do país precisa ser transformado através da luta e da organização popular.

Do Coletivo de Comunicação do MST na Bahia, na Página do MST

Durante ocupação realizada neste sábado (5) na companhia Mirabela Mineração do Brasil, as trabalhadoras Sem Terra denunciaram o modelo vigente de exploração mineral, no país afirmando que este “não atende os interesses do povo brasileiro”.  Continue lendo ““A mineração é inimiga do povo brasileiro”, afirmam as mulheres Sem Terra”

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Atingidas por barragens protestam contra Vale, no Rio de Janeiro

MAB

Na próxima terça feira (08), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), juntamente com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e demais movimentos sociais e sindicais estarão realizando um Ato nacional contra a empresa Vale. A atividade terá inicio às 10 horas da manhã em frente ao escritório da Vale na Rua Almirante Guilhem, 378, Leblon, Rio de Janeiro. Continue lendo “Atingidas por barragens protestam contra Vale, no Rio de Janeiro”

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2015: o ano que não acabou em Rondônia

Voltamos aos tempos obscuros das lutas no campo, em que acuados pelo poder dos latifundiários, dos coronéis abrasivos, trabalhadores rurais, sem terras e posseiros eram mortos às dezenas. Há mais de uma década não víamos a situação no campo tão conflitiva como agora. “Mas o Brasil modernizou-se, virou potência, no contexto da globalização, integrou-se aos BRICs[1]”, podem alguns perguntar, o que ocorre então com o Brasil rural?

 Por Cristiane Passos[2], na CPT

A Comissão Pastoral da Terra registrou em 2015, ainda em números parciais, um total de 50 assassinatos em conflitos no campo. Desses, 20 foram no estado de Rondônia e 19 no Pará. Foi o maior número de assassinatos já registrado pela CPT em Rondônia, desde 1985, fato que chamou a atenção da Pastoral e de meios de comunicação, entidades e pesquisadores em geral. Foi, também, o maior número registrado no Brasil nos últimos 12 anos. Continue lendo “2015: o ano que não acabou em Rondônia”

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Declaração Política do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto

Mtst Trabalhadores Sem Teto

1. Este ano começou com sinais claros de agravamento da situação social do país. Os efeitos da crise econômica mundial, ampliados pela desastrosa política de ajuste do Governo Dilma, afundaram o Brasil na pior recessão das últimas décadas. O cenário de corte de investimentos sociais e de ataque a direitos é completado agora pelo desemprego e a queda na renda dos trabalhadores.

2. O aprofundamento da recessão é resultado direto das políticas de austeridade, mas o Governo insiste nos mesmos remédios. Além de manter inalterado o ajuste após a saída de Levy, Dilma demonstra disposição de encampar integralmente a política de retrocessos defendida pela elite financeira. Iniciativas como a Reforma da Previdência, a Reforma Fiscal, o acordo com o PSDB em relação ao pré-sal e a lei antiterrorismo são expressões de um governo que parece não ter mais limites na entrega de direitos sociais. Continue lendo “Declaração Política do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto”

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ONU denuncia impunidade de violência policial no Brasil

De 220 operações realizadas, somente em uma o policial foi punido, no ano de 2013.

Do Brasil de Fato

Em seu Conselho de Direitos Humanos, a Organização das Nações Unidas (ONU) denunciará a impunidade nos crimes cometidos por policiais e agentes de segurança no Brasil. O informe, que será apresentado pelo relator especial do órgão, Juan Méndez, na terça-feira (8), afirma que essas são ocorrências regulares. Continue lendo “ONU denuncia impunidade de violência policial no Brasil”

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