Por: Márcia Junges, em IHU
Há um nexo inegável e inconveniente, muitas vezes recusado pela fé nas democracias liberais burguesas, que só existem gestadas pelo capitalismo: neofascismo e neoliberalismo se retroalimentam e são irmãos siameses. Não há com o que se espantar, dado que esse modelo de democracia tem seu limite precisamente no problema do capital. “Nesse sentido, o trumpismo é a intensificação de uma antropologia que coincide inteiramente com a economia, ou, se preferir, de um homem que nada mais é do que uma forma do capital. Assim, o fascismo em formação é uma deriva autoritária do capitalismo que tem como núcleo antropológico esse ciborgue que é o ‘capital humano’”, argumenta o filósofo chileno Rodrigo Karmy Bolton em entrevista concedida por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU. Quando o capital é ameaçado, “então essa democracia não tem nenhum problema em transformar suas formas em dispositivos autoritários nos quais prevalecem o estado de exceção e outros dispositivos associados. Continue lendo ““Sem o genocídio da Palestina, o neofascismo não pode ser sustentado”. Entrevista especial com Rodrigo Karmy Bolton”










