Cruz queimando, braço em riste: o que a PM de SP está celebrando? Por Jessica Santos

Na Newsletter da Ponte

Uma cerimônia noturna com homens com braços em riste e uma cruz pegando fogo. Estes elementos por si remetem a encontros da Ku Klux Klan, famoso grupo de extrema-direita estadunidense reconhecido por seus uniformes, suas cruzes queimadas e o linchamento de pessoas negras durante a segregação racial do país.

A referência histórica do braço em riste é o nazifascismo da primeira metade do século XX e o neonazismo. Mas não foi em nenhum desses grupos de extrema-direita que vimos esses símbolos essa semana, mas em uma instituição pública chamada Polícia Militar do Estado de São Paulo. Era uma solenidade de entrega de braçal, quando PMs encerram um estágio operacional e são efetivamente incorporados à unidade. Continue lendo “Cruz queimando, braço em riste: o que a PM de SP está celebrando? Por Jessica Santos”

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O colaboracionismo do Grupo Folha da Manhã à ditadura civil-militar e seu braço executor: a Folha da Tarde. Por Beatriz Kushnir

Conheça a pesquisa pioneira sobre os vasos comunicantes entre redações jornalísticas e a repressão ditatorial no pós 1964. Retomando o extenso estudo publicado em seu livro “Cães de guarda”, reconhecido pelo relatório da Comissão Nacional da Verdade, Beatriz Kushnir demonstra como “além de não fazer frente ao regime e às suas formas violentas de ação, parte da imprensa também apoiou a barbárie”.

No Blog da Boitempo

Desde fins da década de 1990, parte da historiografia brasileira já sublinhava que o equivocado processo de Anistia, promulgada em 1979, auxiliou a cunhar igualmente a errônea visão de que vivemos envoltos em uma tradição de valores democráticos. A partir das lutas pela Anistia, “liberta-se” a sociedade brasileira a repudiar a ditadura e, assim, demonstrar sua parcela progressista com profundas e autênticas origens na trajetória histórica do país. E há aqui ironia. Naquele momento plasmou-se a imagem de que a sociedade brasileira viveu a ditadura do pós-1964 como um hiato, um instante a ser expurgado. Continue lendo “O colaboracionismo do Grupo Folha da Manhã à ditadura civil-militar e seu braço executor: a Folha da Tarde. Por Beatriz Kushnir”

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“Essa Mesa é uma arma apontada para nossa cabeça”, afirmam indígenas em Brasília pelo fim da Mesa de Conciliação

Mais de 200 indígenas dos povos Munduruku, Guarani e Kaiowá permaneceram esta semana em Brasília para reforçar o “pedido de socorro” pelo fim da Câmara de Conciliação no STF

No Cimi

Nesta semana, cerca de 230 indígenas dos povos Munduruku, Guarani e Kaiowá permaneceram mobilizados em Brasília contra a Mesa de Conciliação e a Lei 14.701, conhecida como Lei do Marco Temporal. A mobilização persistiu mesmo após o encerramento do Acampamento Terra Livre (ATL), na última sexta-feira (11), que realizou protestos e discussões sobre tais medidas. Continue lendo ““Essa Mesa é uma arma apontada para nossa cabeça”, afirmam indígenas em Brasília pelo fim da Mesa de Conciliação”

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Desintrusão da Terra Indígena Arariboia gera R$ 956 mil em infrações

Ao todo, foram 382 ações realizadas nesta semana

Agência Brasil

A operação realizada pelo governo federal para desintrusão da Terra Indígena Arabóia, no Maranhão, gerou R$ 956 mil em autos de infração, a retirada de cercas ilegais e a elaboração de 66 notificações para regularização de criadores de gado que atuam na região. Continue lendo “Desintrusão da Terra Indígena Arariboia gera R$ 956 mil em infrações”

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“Não dá para ter vida sem demarcação do território” . Por Letícia Kaxixó

No Instituto Guaicuy

O Povo Kaxixó foi reconhecido oficialmente em 2001, mas a gente vem lutando por esse processo desde 1982. Então, já são 43 anos de história. Em 2013, o território foi reconhecido como um território indígena, ocupado pelo nosso povo durante todos esses anos. Foi a partir desse reconhecimento que nós começamos a nos afirmar mesmo como um povo indígena. Nós retornamos. Fomos em busca dos rituais dos nossos antepassados e voltamos a praticá-los, para reafirmar a nossa identidade e podermos falar sem medo que nós somos um povo indígena e que ocupamos esse território. Continue lendo ““Não dá para ter vida sem demarcação do território” . Por Letícia Kaxixó”

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Pretos e pardos têm menos acesso à infraestrutura urbana que brancos

Populações residem menos em locais com serviços adequados

Bruno de Freitas Moura – repórter da Agência Brasil

Pessoas pretas e pardas residem menos em endereços com características adequadas de infraestrutura urbana, quando comparadas à população branca. Esse retrato da desigualdade étnico-racial no Brasil faz parte de um suplemento do Censo 2022, divulgado nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Continue lendo “Pretos e pardos têm menos acesso à infraestrutura urbana que brancos”

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Estudos entregues aos ministérios dos transportes e portos destacam impactos socioambientais da Ferrogrão

Empreendimento que liga Sinop (MT) à Miritituba (PA) é alvo de intensas críticas de indígenas, universidades, movimentos e organizações sociais

Lanna Paula Ramos, Terra de Direitos

Organizações da sociedade civil entregaram, nesta terça-feira (15), pareceres técnicos  lançados em março, que apontam os impactos da construção da Ferrogrão (EF-170) aos ministérios dos Transportes e de Portos e Hidrovias em agenda realizada em Brasília (DF) e online. A ferrovia, prevista para ligar de Sinop (MT) até os portos em Miritituba (PA), criando um corredor logístico para escoamento da produção graneleira. O Ministério dos Transportes – o órgão responsável pelo projeto – se comprometeu a analisar os documentos. Continue lendo “Estudos entregues aos ministérios dos transportes e portos destacam impactos socioambientais da Ferrogrão”

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Funai disponibiliza cartilhas sobre línguas indígenas no Brasil às suas unidades regionais

Funai

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) disponibilizou às suas unidades regionais quatro cartilhas lançadas pelo Grupo de Trabalho (GT) Nacional da Década Internacional das Línguas Indígenas (DILI) e o Ministério dos Povos Indígenas (MPI). As cartilhas trazem os temas da co-oficialização de línguas, línguas indígenas de sinais, Braslind (português indígena) e a constituição do GT Nacional da DILI. Continue lendo “Funai disponibiliza cartilhas sobre línguas indígenas no Brasil às suas unidades regionais”

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Dia Internacional da Luta dos Camponeses: A jornada até agora

17 de abril, Dia Internacional da Luta dos Camponeses

Por Pramesh Pokharel, do Site RAÍZES / MST

O dia 17 de abril é um dia histórico para as comunidades camponesas do mundo. Semelhante ao Dia dos Trabalhadores, em 1 de maio, e ao Dia das Mulheres, em 8 de março, o 17 de abril é o Dia Internacional de Solidariedade e Ação para as Comunidades Camponesas. Milhões de camponeses em todo o mundo têm comemorado esse dia como o Dia Internacional da Luta dos Camponeses nos últimos 29 anos. Em particular, a Via Campesina, a maior rede camponesa de produtores de alimentos e organizações, comemoram esse dia com o apelo pelos Direitos dos Camponeses, Soberania Alimentar e Fim da Guerra e do Genocídio. Continue lendo “Dia Internacional da Luta dos Camponeses: A jornada até agora”

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Permitir agrotóxicos em fórmulas infantis é ‘atentado à vida’, denuncia Larissa Bombardi

Estudo conduzido pela Unicamp revela que produtos para crianças contêm substâncias proibidas no Brasil

Por Lucas Salum, no Brasil do Fato / MST

Estudo publicado recentemente pela Universidade de Campinas (Unicamp) comprova a presença de agrotóxicos em fórmulas infantis. O grupo de pesquisadores da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) analisou 30 produtos comercializados no país. Continue lendo “Permitir agrotóxicos em fórmulas infantis é ‘atentado à vida’, denuncia Larissa Bombardi”

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