Os Estados Unidos chamam o internacionalismo médico de Cuba de “tráfico humano” — mas na verdade ele é uma tábua de salvação internacionalista para o Sul Global.
Por Helen Yaffe, na Jacobin
Tradução: Pedro Silva
Em 25 de fevereiro, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou restrições de vistos para autoridades governamentais em Cuba e quaisquer outras pessoas no mundo que sejam “cúmplices” dos programas de assistência médica no exterior da nação insular. Uma declaração do Departamento de Estado dos EUA esclareceu que a sanção se estende a autoridades “atuais e antigas” e aos “familiares próximos dessas pessoas”. Esta ação, a sétima medida visando Cuba em um mês, tem consequências internacionais; por décadas, dezenas de milhares de profissionais médicos cubanos foram destacados para cerca de sessenta países, muito mais do que a força de trabalho da Organização Mundial da Saúde (OMS), trabalhando principalmente com populações carentes ou sem assistência médica no Sul Global. Ao ameaçar reter vistos de autoridades estrangeiras, o governo dos EUA pretende sabotar essas missões médicas cubanas no exterior. Se funcionar, milhões sofrerão. Continue lendo “Enquanto Cuba envia médicos, os EUA impõem sanções”