Política global de drogas: saúde, não guerra

Na 68ª sessão da Comissão de Narcóticos da ONU, a América Latina brilhou: com suas propostas e exemplos, Colômbia, Brasil e Uruguai mostraram que só uma abordagem baseada na saúde pública, e não na violência, faz uma boa política de drogas

Por Cláudia Braga, para a coluna Cuidar das pessoas, cuidar das cidades/Outras Palavras

Aconteceu em Viena, entre os dias 10 e 14 de março de 2025, a 68ª sessão da Comissão de Narcóticos (Commission on Narcotic Drugs – CND), órgão da ONU responsável pela formulação de políticas relacionadas às drogas. Continue lendo “Política global de drogas: saúde, não guerra”

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Tarifa Zero, saída para o colapso urbano

Novo livro aponta paradoxo nas cidades brasileiras: quanto mais tecnologia e uberização, mais caos e mortes no trânsito. Como o transporte público gratuito é alternativa — e por que o Brasil tornou-se líder mundial em sua adoção

por Daniel Santini, em Outras Palavras

“Os desajustamentos causados pela exclusão social de parcelas crescentes de
população emergem como o mais grave problema em sociedades pobres e ricas.
Esses desajustamentos não decorrem apenas da orientação
assumida pelo progresso tecnológico (…).
Os novos desafios (…) são de caráter social e não basicamente econômico
como ocorreu na fase anterior do desenvolvimento do capitalismo.
A imaginação política terá assim que passar ao primeiro plano.
Equivoca-se quem imagina que já não existe espaço para a utopia.
Ao contrário do que profetizou Marx, a administração das coisas
será mais e mais substituída pelo governo criativo dos homens.”
(Celso Furtado, O Capitalismo Global,1998.)

Carros autônomos, s elétricos, drones voadores para entrega de mercadorias, túneis exclusivos para veículos sônicos ultra­hiper­tecno­ló­gi­cos, blá-blá-blá… A lista de soluções mágicas é quase interminável. Mesmo insustentáveis ou sem muita conexão com a realidade, elas são apresentadas sem constrangimento, no mesmo ritmo que a vida nas cidades vai ficando mais travada, poluída, perigosa, chata e impossível. As promessas baratas costumam ser recebidas com entusiasmo, o que talvez seja fruto da busca aflita por uma saída rápida para a crise de múltiplas dimensões que enfrentamos. Ou, talvez, seja desespero mesmo, uma angústia alimentada pela falta de horizontes que mina qualquer senso-crítico. Continue lendo “Tarifa Zero, saída para o colapso urbano”

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A defesa do Brasil na mão dos estrangeiros

Como o país deixou de produzir seus armamentos. A partir dos anos 1990, indústria bélica brasileira viveu série de falências. Estado cruzou oa braços. Capital internacional aproveita-se e atrela produção à agenda geoeconômica do Norte global

Por Flávio Rocha de Oliveira, Abner Carvalho e Souza, André Cardoso Nogueira, Antonio Pedro Miranda, Márcio Rocha da Silva Filho, Paulo Del Bianco, Roberto Tadeu da Silva, Ronaldo Galdino e Tarcízio Rodrigo Melo, no Observatório de Política Externa e da Inserção Internacional do Brasil

Introdução

Quando se pensa numa indústria voltada para o desenvolvimento e a produção de armas de guerra, o Brasil apresenta uma trajetória acidentada. Em alguns momentos, como entre as décadas de 1970 e 1980, o país desenvolve uma indústria bélica como parte de um esforço mais amplo de modernização econômica. O período coincidiu como o regime autoritário militar, que possuiu um projeto de modernização autoritária com amplos investimentos na indústria pesada. Com o desenvolvimento de empresas estatais e de uma rede de universidades e escolas técnicas, majoritariamente públicas, foram criados quadros humanos com capacidade de construir equipamentos industriais, maquinários diversos, bens de consumo e obras de infraestrutura que transformou o país economicamente. Continue lendo “A defesa do Brasil na mão dos estrangeiros”

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Mudanças climáticas: assim as favelas se preparam

Vítimas maiores do aquecimento global, as comunidades vão à luta. Multiplicam-se hortas comunitárias, cooperativas de reciclagem, aplicativos de alertas contra desastre e cinemas a céu aberto. Vale conhecê-los e perceber: falta, agora, a ação do Estado

Por Gizele Martins, Juliana Pinho e Clara Polycarpo, no Wikifavelas

O dia 16 de março foi escolhido, no Brasil, como o Dia Nacional de Conscientização sobre as Mudanças Climáticas, instituído pela Lei nº 12.533/2011. Neste contexto, e em ano de Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 no Brasil (COP30), o Dicionário de Favelas Marielle Franco traz para discussão a emergência das favelas e periferias diante das injustiças ambientais e o agravamento da crise climática. Esses territórios já são afetados pelos mais variados extremos climáticos — tragédias que afetam diretamente o funcionamento normal de uma comunidade, causando perdas materiais, danos ao ambiente e à saúde da população. Vimos isso acontecer, por exemplo, pelos extremos de chuvas torrenciais que assolaram estados como Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, e por uma das maiores secas da história, que acometeu diversas regiões, do Sudeste ao Nordeste. Por ainda não sermos cidades resilientes — e nossas favelas muito menos —, as pessoas sofrem cotidianamente com essa realidade. Continue lendo “Mudanças climáticas: assim as favelas se preparam”

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COP30: Marina defende “mapa do caminho” para fim dos combustíveis fósseis

Para a ministra, a COP30 pode caminhar na definição de caminhos para o fim dos combustíveis fósseis e do desmatamento e países precisam avançar na implementação de compromissos

ClimaInfo

A ministra Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima) defendeu que a COP30 pode definir um “mapa do caminho” para o fim do consumo de combustíveis fósseis, um dos tópicos mais espinhosos das negociações climáticas atuais. Além do abandono da energia fóssil, a ministra também argumentou que os países poderão construir outros mapas do caminho para acabar com o desmatamento e viabilizar os US$ 1,3 trilhão anuais para o financiamento climático até 2035. Continue lendo “COP30: Marina defende “mapa do caminho” para fim dos combustíveis fósseis”

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PF desarticula milícia que comercializava ouro de garimpo ilegal no AM

Criminosos recrutavam ourives para vender minério extraído nos garimpos ilegais e tinham ajuda de policiais estaduais para transportar o ouro em embarcações, caminhões e aeronaves

ClimaInfo

A Polícia Federal deflagrou mais uma operação – chamada “Ourives” – contra o garimpo ilegal na Amazônia na 4ª feira (19/3). A PF investiga a ação de um grupo formado por milicianos responsável por comercializar ouro extraído ilegalmente em garimpos clandestinos na região. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Manaus, mas a relação de bens apreendidos não foi divulgada, de acordo com o g1. Continue lendo “PF desarticula milícia que comercializava ouro de garimpo ilegal no AM”

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Mudanças climáticas entraram numa “espiral sem controle”, alerta ONU

Relatório da OMM destaca recorde de desastres e piora nos principais indicadores climáticos em 2024 e alerta para “descontrole” do clima extremo

ClimaInfo

A intensificação da crise climática atingiu patamares inéditos e preocupantes em 2024, alertou a Organização Meteorológica Mundial (OMM) em seu novo relatório sobre o estado do clima global. A análise confirmou que 2024 foi não apenas o ano mais quente em 175 anos de registros, mas também foi, com grande probabilidade, o primeiro ano civil no qual a temperatura média terrestre superou 1,5oC acima da média pré-industrial. Continue lendo “Mudanças climáticas entraram numa “espiral sem controle”, alerta ONU”

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MPF vai apurar resposta da CBF e do governo a racismo na Libertadores

Procuradores querem saber se houve negligência no caso Luighi

por Douglas Corrêa, na Agência Brasil

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro instaurou nesta quarta-feira (19) um inquérito civil para acompanhar a atuação do Estado Brasileiro e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) no caso de racismo sofrido pelo jogador do Palmeiras Luighi Hanri Souza Santos, de 20 anos. Continue lendo “MPF vai apurar resposta da CBF e do governo a racismo na Libertadores”

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Relatora Especial da ONU Mary Lawlor pede “responsabilização” dos envolvidos no assassinato de Vitor Braz Pataxó

A relatora da ONU sobre Defensores de Direitos Humanos se manifestou em suas redes sociais e lembrou da visita que fez às terras do povo Pataxó em abril de 2024

A relatora da ONU sobre Defensores de Direitos Humanos Mary Lawlor se manifestou em suas redes sociais nesta quarta-feira (19) cobrando a “responsabilização” dos envolvidos no assassinato de Vitor Braz Pataxó, morto a tiros no último dia 10 na Terra Indígena (TI) Barra Velha do Monte Pascoal, em Porto Seguro (BA). Continue lendo “Relatora Especial da ONU Mary Lawlor pede “responsabilização” dos envolvidos no assassinato de Vitor Braz Pataxó”

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Povo indígena Mura é cooptado e dividido, mas resiste. “Nossa última esperança está no Judiciário”. Entrevista especial com Herton Filgueira

Liderança indígena Mura denuncia políticas ambientais de fachada e empreendimentos que visam à liberação de mineração em terras indígenas

Por: Patricia Fachin | IHU

O povo indígena Mura habita as calhas dos rios Madeira e Purus, nos estados do Amazonas e Rondônia, em terras demarcadas e em processo de demarcação. No entanto, entre a população rondoniense, uma das mais diversificadas do país, a existência mura é negada sob a alegação de que o povo foi exterminado há muito tempo. Continue lendo “Povo indígena Mura é cooptado e dividido, mas resiste. “Nossa última esperança está no Judiciário”. Entrevista especial com Herton Filgueira”

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