Área vira “pântano” após devastação do garimpo na Terra Sararé

Operação da PF apreende munição e destrói equipamentos do garimpo na Terra Sararé, uma das mais afetadas pela exploração ilegal de minérios nos últimos anos no Brasil

ClimaInfo

A Polícia Federal deflagrou na semana passada a Operação Rondon, visando a repressão a crimes ambientais e à ordem econômica na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso. O território figura entre os mais afetados pelo garimpo ilegal no Brasil nos últimos anos e vem sendo palco de várias operações recentes de desintrusão e combate ao desmatamento. Continue lendo “Área vira “pântano” após devastação do garimpo na Terra Sararé”

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Lula e a “mulher bonita”. Por Luis Felipe Miguel

Gafe do presidente foi amplificada por leitura enviesada e vontade de manter o governo da defensiva

em Amanhã não existe ainda

A gafe de Lula na posse da ministra Gleisi Hoffmann é, em si mesma, pouco relevante. Apenas mais uma derrapada do presidente, entre tantas outras, que mostra novamente como é difícil, para um homem de sua geração, se adaptar aos (já nem tão) novos tempos. Continue lendo “Lula e a “mulher bonita”. Por Luis Felipe Miguel”

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Uma nova chance para o Orçamento Participativo

Conselhão propõe a instituição do mecanismo democrático. Agora, cabe a Lula decidir se dispara o processo de plenárias em todo país, orientadas pela Plataforma Brasil Participativo, para que o povo possa decidir sobre as finanças públicas

por Túlio Batista Franco, em Outra Saúde

Instituíram-se escolas em três aldeias: Serra da Mandioca, Anum e Canafístula. O Conselho mandou subvencionar uma sociedade aqui fundada por operários, sociedade que se dedica à educação de adultos.
Obterão, […], a habilidade precisa para ler jornais e almanaques, discutir política e decorar sonetos, passatempos acessíveis a quase todos os roceiros”.
(Palmeira dos Índios, 11 de janeiro de 1930. GRACILIANO RAMOS)

O texto em epígrafe é um pequeno fragmento da prestação de contas do então prefeito de Palmeira dos Índios-AL, Graciliano Ramos. Considerado um relatório da gestão, e ao mesmo tempo uma peça literária, tornou-se notório, sendo lido por administradores e literatos. Demonstra que em qualquer tempo e lugar onde a administração pública se impõe, o orçamento público sempre foi considerado o coração de qualquer administração, é ali que as políticas ganham corpo, opções favorecem ou não a diferentes atores sociais e políticos, e o que importa em uma democracia, o povo deve ser chamado a opinar. Continue lendo “Uma nova chance para o Orçamento Participativo”

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Golpe de Estado à brasileira

Por que militares como o general Augusto Heleno assumiram papéis tão bizarros? Ao ler o inquérito sobre a tentativa de golpe de 2022, é impossível não lembrar uma comédia de Mauro Monicelli. Mas surge a oportunidade de um debate menos superficial sobre o papel das Forças Armadas

por Bernardo Rocha Carvalho, em Outras Palavras

O título deste texto é uma alusão a um filme italiano de comédia de 1973, dirigido por Mario Monicelli, chamado Vogliamo i colonnelli, isto é, “queremos os coronéis”, mas lançado no Brasil com o título de Golpe de Estado à italiana. O protagonista é o deputado de direita Giuseppe Tritoni, que promove secretamente um atentado contra a Madonnina, uma imagem da Virgem Maria situada no topo da Catedral de Milão, com o objetivo de culpar os comunistas e manchar a imagem da esquerda. O atentado é um fracasso, por pouco a farsa não vem à tona, mas Tritoni já tem o pretexto que queria para romper com seu partido, por considerá-lo tolerante demais com o crescimento da esquerda e, no limite, com a própria consolidação democrática, a pouco mais de vinte anos da derrocada do regime fascista de Mussolini. O próximo passo do deputado é buscar uma lista secreta de oficiais militares dispostos a aderirem a uma operação de tomada do poder por meio de um golpe de Estado. Continue lendo “Golpe de Estado à brasileira”

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Uma quilombola contra as eólicas

Colada a Canoa Quebrada, a comunidade do Cumbe já não tem acesso livre nem à praia, nem ao manguezal. Os cataventos fragmentam o chão comum e estorvam os moradores. Eles resistem: “De que serve povo livre no território preso?”, indaga uma de suas lideranças

Cleomar Ribeiro da Rocha, em entrevista a Elisangela Paim e Fabrina P. Furtado, em Outras Palavras

Cleomar Ribeiro da Rocha é quilombola e pescadora do território quilombola do Cumbe, habitado por aproximadamente 170 famílias (cerca de oitocentas pessoas), que vivem do mar, das dunas e do mangue, localizado no município de Aracati, no litoral leste do Ceará, a cerca de 160 quilômetros de Fortaleza. O território é atingido por uma usina eólica da Companhia Paulista de Força e Luz Energia (CPFL), pela carcinicultura [criação de camarões em cativeiro], por empreendimentos turísticos e pelo derramamento de petróleo que afetou o litoral nordestino em 2020. Cleomar participou ativamente dos cursos de extensão “Direitos e saberes feministas em tempos de pandemia” (realizado em 2021) e “Mulheres em defesa do território-corpo-terra-águas” (realizado em 2022). Durante este último, organizamos um intercâmbio entre as mulheres participantes do curso e referências dos territórios da nascente e foz do rio Jaguaribe, curso de água que banha o Ceará. Cleomar foi uma das anfitriãs do encontro. Aqui compartilhamos fragmentos das conversas que tivemos com ela durante essas atividades. Continue lendo “Uma quilombola contra as eólicas”

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SP: Em Heliópolis, emblemático caso de racismo ambiental

Interditada há dois anos por acúmulo de metano no solo, escola segue fechada na segunda maior favela da capital. Território, que concentra inúmeros conjuntos habitacionais, segue contaminado. Desigualdade climática cobra a conta sobre moradores e sua rotina

Por André Marinho, na DW Brasil

A placa desbotada indica que o prédio abriga a escola municipal Péricles Eugênio da Silva Ramos em Heliópolis, na zona sul de São Paulo. Mas dois anos já se passaram desde a última atividade pedagógica no local, fechado após a Companhia Ambiental do estado (Cetesb) identificar elevado acúmulo de metano (CH4) no solo. Continue lendo “SP: Em Heliópolis, emblemático caso de racismo ambiental”

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Ontologias amazônicas: 8 mil anos de história das sociedades contra o Estado. Entrevista especial com Eduardo Góes Neves

Trabalho arqueológico do professor e pesquisador contabiliza uma trajetória de mais de três décadas reunindo artefatos e evidências científicas para contar a história dos povos amazônicos

Por: Baleia Comunicação | IHU

A anedota popular ensina que a única coisa que muda o tempo todo é o passado. E como a história está sempre por ser contada, nada melhor que olhar as evidências pretéritas para compreendermos o nosso presente. Isso passa por recolocar os conceitos em seus devidos lugares. Por exemplo, a antinomia selvagem e civilizado, para ficar em expressões descritivas coloniais sobre os povos nativos do Brasil, já vem de longe sendo reconfigurada. Quando se reúne a etnologia castreana, de que sociedades sem Estado podem ser altamente sofisticadas, com estudos e artefatos arqueológicos de grande envergadura na Amazônia brasileira, percebemos que nossa história tem par, por exemplo, com a Antiguidade ocidental. Continue lendo “Ontologias amazônicas: 8 mil anos de história das sociedades contra o Estado. Entrevista especial com Eduardo Góes Neves”

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Falta de transporte escolar atrasa início do ano letivo de estudantes em escolas indígenas de Alagoas

Fórum Estadual Permanente de Educação Escolar Indígena reivindica a criação da categoria docente indígena associada a concurso público para combater precariedade trabalhista

O ano letivo não começou em parte das escolas indígenas de Alagoas. Estudantes de aldeias distantes estão sem transporte escolar para chegar à sala de aula. Há terras indígenas onde a escola fica entre sete e dez quilômetros de algumas aldeias. Na última semana, lideranças indígenas procuraram o governo estadual para cobrar uma solução. Continue lendo “Falta de transporte escolar atrasa início do ano letivo de estudantes em escolas indígenas de Alagoas”

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ESMPU oferece curso livre sobre “Violações de Direitos Humanos por empresas e a atuação do Ministério Público”

A Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU) abriu inscrições para o curso “Violações de Direitos Humanos por Empresas e a Atuação do Ministério Público”. O curso conta com dez aulas, sendo três de base teórica e sete com abordagem prática, apresentando casos concretos de violações de direitos humanos por empresas e a atuação do Ministério Público nesses contextos.

Trata-se de uma oportunidade única para quem deseja aprofundar a compreensão sobre o impacto das atividades empresariais nos direitos humanos e conhecer melhor a atuação do MP na prevenção, mitigação e responsabilização por violações. O curso oferece ferramentas teóricas e práticas para lidar com a complexidade das relações entre empresas, desenvolvimento econômico e justiça social, fortalecendo a proteção dos direitos das pessoas e comunidades e promovendo um modelo de crescimento alinhado aos princípios do Estado Democrático de Direito. Continue lendo “ESMPU oferece curso livre sobre “Violações de Direitos Humanos por empresas e a atuação do Ministério Público””

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Próxima edição do Trajetórias Negras acontece na Fiocruz Bahia

Fiocruz Bahia

O Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça da Fiocruz convida para a próxima edição do Trajetórias Negras na Fiocruz, que acontecerá pela primeira vez em uma unidade regional: na Fiocruz Bahia, dia 18 de março, às 9h. O evento faz parte da campanha 21 dias de ativismo contra o racismo e será transmitido pelo canal da VideoSaúde no YouTube. Continue lendo “Próxima edição do Trajetórias Negras acontece na Fiocruz Bahia”

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