Conselhão propõe a instituição do mecanismo democrático. Agora, cabe a Lula decidir se dispara o processo de plenárias em todo país, orientadas pela Plataforma Brasil Participativo, para que o povo possa decidir sobre as finanças públicas
por Túlio Batista Franco, em Outra Saúde
“Instituíram-se escolas em três aldeias: Serra da Mandioca, Anum e Canafístula. O Conselho mandou subvencionar uma sociedade aqui fundada por operários, sociedade que se dedica à educação de adultos.
Obterão, […], a habilidade precisa para ler jornais e almanaques, discutir política e decorar sonetos, passatempos acessíveis a quase todos os roceiros”.
(Palmeira dos Índios, 11 de janeiro de 1930. GRACILIANO RAMOS)
O texto em epígrafe é um pequeno fragmento da prestação de contas do então prefeito de Palmeira dos Índios-AL, Graciliano Ramos. Considerado um relatório da gestão, e ao mesmo tempo uma peça literária, tornou-se notório, sendo lido por administradores e literatos. Demonstra que em qualquer tempo e lugar onde a administração pública se impõe, o orçamento público sempre foi considerado o coração de qualquer administração, é ali que as políticas ganham corpo, opções favorecem ou não a diferentes atores sociais e políticos, e o que importa em uma democracia, o povo deve ser chamado a opinar. Continue lendo “Uma nova chance para o Orçamento Participativo”