Fim da educação indígena presencial é ato de esvaziar territórios no Pará

Jovens indígenas podem deixar suas comunidades, o que enfraquecerá terras indígenas, alvo de invasões do agronegócio e mineração. Lideranças que ocupam a Seduc, há uma semana, querem a revogação de lei sancionada por Helder Barbalho.

Por Ismael Machado, no Amazônia Real

 

Belém (PA) – Lideranças indígenas no estado do Pará apontam que o recente e controverso episódio em que o governador Helder Barbalho (MDB) sinalizou – ainda que indiretamente – com o fim do Sistema Organização Modular de Ensino (Some) e do Somei (que atende aos povos indígenas), introduzindo um sistema de Educação à Distância, virtual, faz parte de uma estratégia política de esvaziamento dos territórios, condizente com outras ações de enfraquecimento do ‘espaço’ para esses povos, como o avanço do agronegócio, de mineradoras (clandestinas ou não) e poluição de rios com mercúrio. Continue lendo “Fim da educação indígena presencial é ato de esvaziar territórios no Pará”

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Reforma totalitária e tecnicista na Educação de SP

Análise de como avança o desmonte do ensino no estado, sob o fetiche da tecnologia. Mudanças curriculares voltadas ao mercado impõem a entrada massiva de plataformas. Ameaçam a autonomia pedagógica e precarizam ainda mais o trabalho docente

por Stephanie Fenselau, em Outras Palavras

A maneira pela qual são reorganizadas anualmente as matrizes curriculares no estado de São Paulo tem gerado incômodos com relação à carga horária de cada disciplina, em uma espécie de disputa por mais aulas de cada componente; por outro lado fica explícito o esvaziamento dos conteúdos das diferentes ciências, com destaque para as humanidades. No Ensino Médio, as disciplinas de Sociologia e Filosofia praticamente foram extintas do currículo, o mesmo ocorrerá com Geografia e História, em 2025, no Ensino Fundamental Anos Finais. O enxugamento das disciplinas do que atualmente intitula-se como formação geral básica vem acompanhada do aumento da parte diversificada do currículo com a inserção volumosa de plataformas digitais na mediação do trabalho docente e um amplo e profundo processo de privatização da educação estatal. Diante desse cenário é necessário refletir sobre as articulações que promovem a subordinação da forma e conteúdo escolar aos interesses em disputa nessas constantes e permanentes alterações curriculares. Continue lendo “Reforma totalitária e tecnicista na Educação de SP”

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MST reafirma a necessidade de fortalecer o trabalho de base em analise de conjuntura

Durante reunião da coordenação nacional, Movimento atesta: “Se nós não construirmos uma grande aliança com os povos da cidade, não haverá mudanças”

Da Página do MST

Toda conquista só vale a pena se soubermos defendê-las, pois somos plantadores de cuidados. As palavras são de Gilmar Mauro durante a mística de abertura do 2º dia do encontro da coordenação Nacional do MST, que acontece 20 a 24 de janeiro de 2025, Belém. O Pará sedia a reunião da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores/as Rurais Sem Terra (MST), trazendo debates importantes para as lutas do próximo período. Continue lendo “MST reafirma a necessidade de fortalecer o trabalho de base em analise de conjuntura”

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“O Brasil tem que ser muito hábil nessa hora para se mostrar um mercado importante e manter toda a sua soberania”. Entrevista especial com Fernando Sarti

Para o doutor em economia da Unicamp, a política protecionista defendida por Trump para os EUA, se colocada em prática, deve minar relações comerciais e políticas mundo afora, principalmente em relação à China. Com isso, o Brasil pode fortalecer suas parcerias com os chineses e europeus, assim como já o fez no acordo Mercosul e União Europeia (UE)

Por: Elstor Hanzen e Patricia Fachin, em IHU

Ainda sem certeza qual a intensidade e a velocidade da política protecionista americana de Trump, que voltou à presidência no dia 20 de janeiro, o Brasil pode ter uma oportunidade nesta disputa de mercado para melhorar e ampliar suas relações externas. “É possível que a reação chinesa abra espaço para alguns setores brasileiros, a partir do momento em que haja alguma retaliação às exportações americanas”, aponta o professor Fernando Sarti. Continue lendo ““O Brasil tem que ser muito hábil nessa hora para se mostrar um mercado importante e manter toda a sua soberania”. Entrevista especial com Fernando Sarti”

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Terra Yanomami tem menos garimpo e fome, mas desafios são diários

Após crise humanitária, ações do governo e entidades completam 2 anos

Luiz Claudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil

Nos últimos dois anos, uma luta diária contra as invasões de garimpeiros em território yanomami, por parte do poder público e de entidades civis, foi capaz de enfrentar a crise humanitária na maior reserva indígena do Brasil, que abriga 376 comunidades e cerca de 33 mil pessoas. Continue lendo “Terra Yanomami tem menos garimpo e fome, mas desafios são diários”

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Impressões sobre a posse de Trump

Luciana Bauer*, Forum 21

Washington amanheceu fria, com -4 graus. Todos os blocos próximos à Casa Branca estavam hermeticamente fechados para carros. Perguntei ao funcionário do hotel se toda inauguração presidencial era sempre assim, e ele respondeu que não. Disseram que Trump já havia sofrido dois atentados e que toda essa segurança era devido ao risco de novo atentado. Continue lendo “Impressões sobre a posse de Trump”

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Missão impossível?

Brasil tem a meta de erradicar o trabalho infantil até o final de 2025, compromisso firmado com a ONU em 2015. Especialistas, no entanto, veem a meta como distante, e cobram mais investimentos na fiscalização e em políticas públicas de assistência social, educação e geração de renda

André Antunes, EPSJV/Fiocruz

Erradicar o trabalho infantil, em todas as suas formas: esse é o desafio do Brasil até o final deste ano de 2025 que se inicia. Trata-se de um dos compromissos firmados há uma década, quando o país se tornou signatário dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, um plano de ação da Organização das Nações Unidas (ONU) adotado por 193 países em setembro de 2015. Continue lendo “Missão impossível?”

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O organograma da tortura na maior penitenciária de Minas Gerais

Relatório de inteligência penal denuncia a tortura e conivência da administração do presídio

Por Leonardo Coelho, Matheus Moura | Edição: Bruno Fonseca, Agência Pública

Era por volta das nove da manhã do dia 25 de julho de 2020, quando um estrondo de bomba chamou atenção de Jorge (nome fictício), um dos agentes do setor de inteligência do Complexo Penitenciário Nelson Hungria (CPNH), a maior unidade prisional de Minas Gerais, localizada em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Logo tomou ciência de que os agentes do Grupamento de Intervenção Rápida (GIR) estariam repreendendo um recebimento de maconha. Solitário naquele plantão, o policial penal tomou para si a missão de registrar o que pudesse estar acontecendo de pior: com o celular filmando escondido no colete, aproximou-se do local de origem do som e encontrou pelo menos seis agentes desse setor especializado em reação a conflitos e rebeliões – praticamente a elite policial das prisões mineiras – agredindo detentos nus ou apenas de roupa íntima. Continue lendo “O organograma da tortura na maior penitenciária de Minas Gerais”

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Ata revela ‘consultas irregulares’ em sistemas de vigilância do Ministério da Justiça

Grupo de trabalho identificou que sistemas Córtex e Sinesp foram usados até por organizações criminosas; ministério nega

Por Rubens Valente, Caio de Freitas | Edição: Ed Wanderley, Agência Pública

A ata de uma reunião realizada em 5 de março de 2024 pelo Comitê de Governança de Dados e Sistemas de Informação (CGDI) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) revela que o ministério identificou “consultas irregulares” nos sistemas de vigilância Córtex e Sinesp, poderosas plataformas de dados sob o comando da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). Continue lendo “Ata revela ‘consultas irregulares’ em sistemas de vigilância do Ministério da Justiça”

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