Povo Guarani Kaiowá replanta a própria vida em terra devastada pelo agro no Mato Grosso do Sul

Por Campanha Nacional em Defesa do Cerrado / CPT

Sobre a terra devastada por monocultivos tóxicos de soja e milho transgênico, indígenas Guarani Kaiowá – mulheres, crianças, homens, jovens e idosos – montam barracas de lona e iniciam mais uma retomada de parte da Terra Indígena Panambi-Lagoa Rica, em Douradina, Mato Grosso do Sul. Desde 2011, a TI foi identificada e delimitada pela Funai (Fundação Nacional do Índio) em 12 mil hectares, mas a demarcação foi barrada por ações judiciais, em um estado que protagoniza escândalos na venda de sentenças judiciais. Continue lendo “Povo Guarani Kaiowá replanta a própria vida em terra devastada pelo agro no Mato Grosso do Sul”

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Que NDC é essa? Nova meta climática do Brasil decepciona

Divergências entre os ministérios? O que levou o governo a divulgar a tão esperada nova promessa para o Acordo de Paris numa noite de sexta-feira?

ClimaInfo

Sem uma cerimônia oficial, fato comum quando se trata de anúncios de grande relevância, e sem convocação da imprensa, o governo brasileiro divulgou a principal informação sobre a nova meta climática do país para a próxima década na noite de 6ª feira (8/11), por meio de um simples comunicado. Havia grande expectativa quanto à divulgação da meta de emissões antes da COP29 que começa hoje em Baku, no Azerbaijão. Mas a forma como isso foi feito indica divergências entre ministérios. Continue lendo “Que NDC é essa? Nova meta climática do Brasil decepciona”

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Lula na encruzilhada

Por trás da hesitação diante pacote proposto por Haddad, há uma guerra. A Faria Lima e a mídia chantageiam para definir de vez os rumos do governo. O presidente parece ter percebido que, se ceder, caminha para uma derrota desonrosa em 2026

Por José Luís Fevereiro*, em Outras Palavras

Lula foi eleito em 2022 numa frente ampla que ia da esquerda até a parte da Faria Lima, mais exatamente a Febraban. Continue lendo “Lula na encruzilhada”

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Os rios enterrados de São Paulo

Memórias fluviais da metrópole sufocante. Ao tentar controlar a “natureza” e “modernizar-se”, ela putrefou, retificou e enterrou suas águas. Um triunfo do concreto e carro! Recalcada, elas sempre emergem. Poderia ter sido diferente. Mas ainda há tempo para uma virada

por Maurício Ayer, em Outras Palavras

rio da minha aldeia era um córrego sujo que passava atrás de casa, escorrendo pelos fundos dos terrenos vizinhos, todos de costas para suas duas margens. Nunca ninguém concebeu que houvesse peixes naquelas águas cinzentas. Mas alguma vida tinha: lembro de passar um bom pedaço de uma manhã observando uma ratazana escalar calmamente a parede da margem oposta. A figura desse rio era a de um esgoto a céu aberto. Àquela altura, já era uma entidade sem nome, sem história, sem o seu deus: um cadáver de rio. Não tardou para que tivesse o destino de quase todos os seus congêneres paulistanos: foi enterrado, e como lápide tem hoje sobre si a avenida Hélio Pelegrino, ligando a avenida Faria Lima à avenida República do Líbano, em São Paulo. Continue lendo “Os rios enterrados de São Paulo”

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SP: Leiloar escolas – e vender gente

Retrato da escola-empresa que o governo estadual planeja: oferece a gestão na Bolsa e implanta tecnologia que pode aumentar a segregação e beneficiar Big Techs. Palavra de ordem é otimizar para tornar o Ensino um ativo. Sociedade reagirá a este ataque?

por Katya Braghini*, em Outras Palavras

A privatização do ensino público já está dada no estado de São Paulo. Há uma pergunta no ar: como toda a gente que já foi estudante e dependente do ensino público não está revoltada nas ruas para defender um patrimônio que um dia foi seu? Para defender um legado que, sendo público, está dilapidado às novas gerações? Como é possível que as ruas não estejam repletas de gente ofendida pela perda de um legado público? Perdemos a dimensão do significado disso? Renato Feder com os seus brados “Vamos privatizar tudo!” tem sido, esteticamente, a cena mais aceitável. Mas isto é uma conversa mais abrangente. Continue lendo “SP: Leiloar escolas – e vender gente”

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Elogio da recusa ao trabalho hiper-precarizado

Cresce a resistência às políticas que incitam desempregados a buscar qualquer ocupação – mesmo desqualificada e inútil. Por trás das pressões, há um projeto do capital e uma ideologia. É preciso compreendê-los, para buscar alternativas

Por Jean-Marie Pillon, em Contretemps | Tradução: Antonio Martins, em Outras Palavras

Nas jornadas de formação e debate do movimento França Insubmissa (Amfis) realizadas no verão de 2024, a socióloga Maud Simonet e seu colega Jean-Marie Pillon ofereceram uma conferência sobre o sentido a ser atribuído à focalização das políticas públicas na valorização do trabalho “valeur travail”. Tratava-se de propor caminhos para compreender os discursos de inserção dos desempregados no trabalho e a promoção quase exclusiva do trabalho “produtivo”. Continue lendo “Elogio da recusa ao trabalho hiper-precarizado”

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Aquecimento global: o Brasil está disposto a frear o aumento do rebanho de bois?

País tem mais cabeças de gado do que habitantes, e projeções apontam para crescimento, mesmo em meio à discussão sobre colapso climático

Por Tatiana Merlino, em O Joio e O Trigo

Hoje, somos 212,6 milhões de brasileiras e brasileiros, número que nos coloca entre os países mais populosos do mundo. Mas, por aqui, há uma quantidade ainda maior de gado. O rebanho bovino alcançava, em 2023, 238,6 milhões de cabeças, o maior da série histórica iniciada em 1974 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ou seja, no Brasil tem mais boi do que gente. Continue lendo “Aquecimento global: o Brasil está disposto a frear o aumento do rebanho de bois?”

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Grilagem em território Akroá-Gamella do Uruçuí e Guegue de Sangue desafia Justiça e pressiona o Cerrado

Prefeitura busca se distanciar da ação grileira, mas na Justiça age para retirar indígenas do território em processo de identificação

Cimi

Nas últimas semanas, a grilagem em território reivindicado pelos povos Akroá-Gamella do Uruçuí e Guegue de Sangue, no Piauí, aumentou. A preocupação das autoridades públicas, no entanto, segue controversa. Interessada nos desdobramentos das atividades ilegais contrárias à presença indígena em uma terra cobiçada, a Prefeitura do município se dirigiu à população no último dia 5 para informar que ingressou com uma ação de reintegração de posse contra a retomada Vão Seco, dividida entre os povos Akroá-Gamella e Guegue de Sangue. Continue lendo “Grilagem em território Akroá-Gamella do Uruçuí e Guegue de Sangue desafia Justiça e pressiona o Cerrado”

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Angela Davis deu sua vida para expor a repressão do Estado

Angela Davis se tornou mundialmente famosa aos 20 anos, quando o FBI a colocou na lista das pessoas mais procurados. Desde que garantiu sua liberdade, ela trabalhou durante meio século para revelar como funciona a repressão em Estados “democráticos” como os EUA.

Por Cecilia Sebastian, no Jacobin

Aos vinte e seis anos, Angela Davis se tornou uma das prisioneiras políticas mais famosas do mundo e um ícone revolucionário, sendo a sua imagem tão reconhecível quanto a de Mao Zedong ou Che Guevara. As circunstâncias que levaram à sua prisão foram complexas e parcialmente forjadas. Continue lendo “Angela Davis deu sua vida para expor a repressão do Estado”

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Aquecimento global pode levar o semiárido brasileiro à seca extrema

Falta de estratégias de adaptação ao aquecimento global na gestão de recursos hídricos pode levar à seca extrema.

Gabriel Valery, na TVT News

A negligência na incorporação de estratégias de adaptação ao aquecimento global na gestão de recursos hídricos pode levar à seca extrema o semiárido brasileiro. É o que indica um estudo recente publicado na revista Diálogos Socioambientais. A pesquisa, conduzida por membros do Laboratório Interdisciplinar Sociedades, Ambientes e Territórios (LISAT) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), destaca que, embora as políticas de gestão hídrica tenham avançado na convivência com o clima semiárido, elas ainda ignoram os riscos adicionais trazidos pelas mudanças climáticas. Continue lendo “Aquecimento global pode levar o semiárido brasileiro à seca extrema”

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