Sistemas energético e alimentar são os “monstros da desestabilização climática”. Entrevista especial com Alexandre Costa

“O Brasil vai sediar a COP30 e precisa assumir um papel de liderança. É preciso ter liderança climática e ousar para se colocar à frente do enfrentamento desse desastre”, adverte o pesquisador

Por Patricia Fachin, em IHU

O emprego do termo “crise climática” é insuficiente para expressar as transformações em curso devido ao aquecimento global. A realidade apresentada, a exemplo da que acomete o Rio Grande do Sul desde as enchentes de maio, é de “caos climático”, afirma Alexandre Costa, físico e doutor em Ciências Atmosféricas. Continue lendo “Sistemas energético e alimentar são os “monstros da desestabilização climática”. Entrevista especial com Alexandre Costa”

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Sem barreira jurídica, portaria da TI Tupinambá de Olivença depende apenas de decisão do governo Lula

Em Brasília, povo Tupinambá espera ser recebido pelo ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, responsável pela publicação de portarias declaratórias

POR MAIARA DOURADO E TIAGO MIOTTO, DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO CIMI

Há mais de 15 anos, o povo Tupinambá aguarda que a demarcação da Terra Indígena (TI) Tupinambá de Olivença avance. O último andamento significativo foi a publicação do Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação (RCID) da TI, em 2009. A emissão da portaria declaratória, próxima etapa do processo demarcatório, depende apenas da vontade política do governo Lula e do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Continue lendo “Sem barreira jurídica, portaria da TI Tupinambá de Olivença depende apenas de decisão do governo Lula”

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Rio: Quando o “mercado” é o arquiteto da cidade

Sem diálogos, vereadores planejam mercantilizar áreas ambientais, praças e parques – e permitir que especuladores violem parâmetros de construção, desde que paguem a Prefeitura. Sociedade precisa se articular contra estes retrocessos

Um manifesto do Observatório das Metrópoles

A Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro colocou para votação nesta semana um pacote de emendas normativas que, no conjunto, desrespeita os parâmetros urbanísticos de construção na cidade, derruba a função social da propriedade e abre as portas para a mercantilização de praças, áreas verdes e jardins. Na ordem do dia, que começou nesta terça-feira (11 de junho), foram colocadas na pauta duas diretrizes que alteram, de forma alarmante, os parâmetros urbanísticos da cidade do Rio de Janeiro. Continue lendo “Rio: Quando o “mercado” é o arquiteto da cidade”

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A tragédia no RS e a luta das mulheres pelo bem-viver

A reconstrução requer uma virada socioambiental e orçamento robusto para a população atingida. São tempos de ouvir as experiências das camponesas, indígenas e quilombolas: nelas podem estar alternativas reais ao capitalismo extrativista e patriarcal

Por CFEMEA (Centro Feminista de Estudos e Assessoria), em Outras Palavras

As mulheres que lutam olham o mundo com os olhos de quem quer transformar tudo o que nos oprime, o que nos violenta. O que vemos no colapso socioambiental que está em curso no Rio Grande do Sul (RS), provocado pela negligência do poder público em prever e se preparar para as chuvas intensas, é o sintoma do capitalismo extrativista que arranca da vida dos seres humanos, dos animais e da natureza toda a possibilidade de viver dignamente. Continue lendo “A tragédia no RS e a luta das mulheres pelo bem-viver”

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Com Tarcísio à frente, começa a se desenhar o projeto da extrema-direita para o futuro do Brasil

Por Bruno Paes Manso*, no Jornal da USP

Cena 1: alunos apanham da Polícia Militar durante sessão em que os deputados paulistas aprovaram o projeto de lei que permite a criação da escola cívico-militar em São Paulo. Em tempos normais, seriam imagens escandalosas, mas apenas os integrantes das bolhas progressistas parecem chocados. Muitos apoiam um projeto pedagógico militarizado, como se o aprendizado dependesse de disciplina e de obediência. Continue lendo “Com Tarcísio à frente, começa a se desenhar o projeto da extrema-direita para o futuro do Brasil”

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Porto Alegre e o RS como símbolos altermundialistas marcaram o fim de uma era civilizatória e o começo do que nos levou à barbárie climática. Entrevista especial com Luís Augusto Fischer

Para o professor e pesquisador, profundo conhecedor dos aspectos culturais e políticos gaúchos, a tarefa que nos cabe daqui para a frente é recuperar o sentido de trabalho cooperativo, solidário, coletivo

Por: Baleia Comunicação | IHU

A tragédia que o Rio Grande do Sul viveu e continua vivendo, agora no período de reconstrução, tornou-se uma marca indelével não somente na história do território, mas de como vivemos nas duas últimas décadas uma virada política que nos levou ao caos. Portanto, ao contrário do discurso oficial de que se trata de uma catástrofe natural, a tragédia foi contratada por sucessivas gestões neoliberais e de desmonte dos aparelhos públicos. Porto Alegre, que no começo do século XXI foi vista como um símbolo altermundialista por conta do Orçamento Participativo – OP e do Fórum Social Mundial – FSM, no fim das contas não era o começo de uma era, mas precisamente o fim de um momento luminoso da história do RS. Continue lendo “Porto Alegre e o RS como símbolos altermundialistas marcaram o fim de uma era civilizatória e o começo do que nos levou à barbárie climática. Entrevista especial com Luís Augusto Fischer”

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A contagem regressiva chegou: o que vamos fazer perante a crise ambiental e climática?

Confira a coluna deste mês sobre o impacto do agronegócio no meio ambiente

Por Judite Stronzake e Gabriela Guillén *
Da Página do MST

Estou bem. Estou viva e estamos vivos. Já tenho um par de tênis e um par de chinelos; já tenho até galocha e duas calças; tenho uma blusa de lã, duas camisetas e um casaquinho; olha consegui colchão de solteiro, uma coberta e travesseiro. É o que preciso agora. Estou pronta para a vida de novo. Pronta para lutar!”

–  Marcia, sobrevivente das inundações no assentamento do MST em Eldorado do Sul, maio de 2024.

são 3h23 da manhã, e eu estou acordado
porque meus tataranetos não me deixam dormir. Me perguntam em sonho
o que você fez enquanto o planeta era saqueado?
o que você fez enquanto a terra era destruída?
você fez alguma coisa
quando as estações começaram a se embaralhar, não fez?
quando os mamíferos, os répteis, os pássaros estavam morrendo?
você foi para as ruas protestar (…)?
o que você fez
quando você soube?

– Drew Dellinger, 2023

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Povo Tupinambá realizou ato na Praça dos Três Poderes nesta quarta-feira (12)

O ato teve início às 13h30 e buscava a derrubada da Lei do Marco Temporal e a demarcação da TI Tupinambá de Olivença

Cimi

Mais de 40 lideranças indígenas do povo Tupinambá, do sul da Bahia, realizam na tarde desta quarta-feira (12/6), na Praça dos Três Poderes, ato em reivindicação à inconstitucionalidade da Lei 14.701, conhecida como Lei do Marco Temporal. Continue lendo “Povo Tupinambá realizou ato na Praça dos Três Poderes nesta quarta-feira (12)”

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O que significa mexer no piso da Saúde? Por Gabriela Leite

Poder econômico e mídia ampliam pressões para corte de gastos sociais – inclusive no SUS. Ministério da Fazenda é ambíguo. Lula prometeu reforçar investimentos públicos na área, que hoje equivalem a menos de 30% da despesa com juros

No Outra Saúde

O governo eleito para representar os anseios da população e reverter os desmontes do Estado está abrindo brechas críticas para a interferência do “andar de cima”. Um dos sinais dessa tendência está nos pisos constitucionais da Saúde e da Educação. Dois movimentos simultâneos, ocorridos nos últimos dias, mostram que há um grave conflito em relação ao orçamento público. Ele originou-se com a aprovação do Arcabouço Fiscal, em 2023. Continue lendo “O que significa mexer no piso da Saúde? Por Gabriela Leite”

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Para professor, classificar Guaíba como lago prejudica prevenção de cheias e favorece especulação imobiliária

Explanação quanto à definição do curso d’água foi tema da segunda edição do debate “O Guaíba à margem da lei”

Por Bettina Gehm, Sul21

Embora a enchente histórica tenha reacendido a discussão sobre as águas que banham Porto Alegre, o Guaíba é rio – se fosse lago, já teria virado uma fossa, tamanha a quantidade de dejetos que deságuam nele. A ciência evidencia que o curso d’água tem circulação fluvial, ou seja, se renova constantemente. A explicação é do professor Elírio Toldo Júnior, do departamento de Mineralogia e Petrologia da UFRGS. Continue lendo “Para professor, classificar Guaíba como lago prejudica prevenção de cheias e favorece especulação imobiliária”

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