Luiz Bueno estava no abrigo da prefeitura que pegou fogo em abril; realocado, fugiu na madrugada da inundação de maio
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Por Jaqueline Sordi, Agência Pública
Primeiro, foi o fogo. Era uma madrugada abafada naquele 26 de abril quando Luiz Antônio Bueno, 58 anos, foi despertado pelos gritos de socorro que se mesclavam com os estalos nas paredes de madeira. A pousada Garoa, conveniada com a prefeitura de Porto Alegre para receber pessoas em situação de vulnerabilidade social, começava a queimar. Dezenas de moradores corriam pelos corredores, alguns pulavam das janelas e muitos rolavam pelas escadas na tentativa de escapar da fumaça e das labaredas. Cerca de 20 conseguiram sair, quase todos com ferimentos. Dez morreram. Era o maior incêndio em número de mortes na capital gaúcha desde 1976. Continue lendo “Do fogo à água: morador de abrigo em Porto Alegre sobrevive a incêndio e inundação”










