Conceito promovido pela OMS sorrateiramente substitui o acesso universal à saúde – que está na base de sistemas públicos, como o SUS. Para combater infiltração de ideias de mercado, a Assembleia Mundial da Saúde deve enfrentá-lo
Pelo WHO Watch | Tradução: Guilherme Arruda, em Outra Saúde
O mundo está cada vez mais próximo do prazo para implementar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) – o ano de 2030 – e garantir que todos, em todos os lugares, tenham acesso a serviços essenciais de saúde. Contudo, o ritmo dessa implementação vai mal. De acordo com o último relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), pouco mais da metade da população global, ou 4,5 bilhões de pessoas, ainda não tinha acesso a serviços essenciais de saúde em 2021. Pior: uma a cada quatro pessoas enfrenta gastos pesados com saúde, que os empurram para a pobreza. Desde 2015, o progresso na Cobertura Universal de Saúde, o ODS 3.8, não apenas estagnou como regrediu, especialmente em regiões rurais e de baixa renda, o que aprofundou as desigualdades de saúde nos países. Continue lendo “Cobertura universal de saúde: uma má proposta”










