Eduardo Soares: Uma radiografia do poder miliciano

Como elas expandiram seus tentáculos no poder público? Por que combatê-las requer controle externo das polícias? Quais suas novas formas de lucro e influência? A partir do caso Marielle, ex-secretário do Rio analisa o paramilitarismo carioca

Luiz Eduardo Soares em entrevista à Ponte

Luiz Eduardo Soares está estudando e combatendo a violência urbana no Brasil literalmente há décadas – na verdade, nem se lembra exatamente como começou nisso. Vindo da militância no PCB clandestino nos anos 1970, estudou inicialmente a violência no campo, mas no fim dos anos 1980, no nascer da nova democracia no país, já militava pela legalização das drogas e utilizava o termo “genocídio” para se referir à mortandade de jovens negros, de vidas ceifadas violentamente, pelo Estado. Continue lendo “Eduardo Soares: Uma radiografia do poder miliciano”

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Sobre a arrogância dos “povos escolhidos”

A ideia da “escolha divina” – tão típica de Israel e dos EUA, mas que vai além – demoniza, humilha e exclui os que pensam diferente. Ela se repete em todos os momentos em que a humanidade “perde o horizonte”, como neste início do século XXI

por José Luís Fiori, em Outras Palavras

“Agradecemos a Deus pela bomba atômica
ter vindo para nós, e não para os nossos inimigos;
e oramos para que Ele possa nos guiar
para usá-la em Seus caminhos,
e para Seus propósitos”.

Presidente Harry, S. Truman, citado in Perry Anderson,
“A política externa norte-americana e seus teóricos” Continue lendo “Sobre a arrogância dos “povos escolhidos””

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Memórias de 64: o capítulo do genocídio indígena

8 mil indígenas foram assassinados pelo regime e gigantescas áreas da Amazônia foram devastadas: um “ecocídio” em nome do desenvolvimentismo conservador. Relembrar isso, nos 60 anos do golpe, é um convite a repensar a noção de progresso

Por João Gabriel da Silva Ascenso e Rayane Barreto de Araújo, na Ciência Hoje

“Não é exagero dizer que nós estamos em um genocídio em curso”. A declaração, dada em julho de 2020, é de Sônia Guajajara, coordenadora da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB). De fato, 2020 recolocou nas manchetes e no debate público a expressão ‘genocídio indígena’. O termo apareceu no relatório que a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Instituto Socioambiental (ISA) realizaram, com revisão da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontando que os Yanomami, ameaçados pelo garimpo ilegal e pela covid-19, correm um “risco de genocídio com a cumplicidade do Estado brasileiro”. Continue lendo “Memórias de 64: o capítulo do genocídio indígena”

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CPT e movimentos sociais emitem Carta Conjunta diante da violência no Acampamento Mariele Franco (Lábrea/AM)

Por Carlos Henrique Silva (Comunicação CPT Nacional), com informações da CPT regionais Acre e Amazonas

Em carta conjunta endereçada à Justiça Federal do Estado do Amazonas, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e diversos movimentos sociais dos estados do Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima, Tocantins e Pará chamam a atenção para o clamor de centenas de famílias moradoras do Acampamento Marielle Franco, localizado no município de Lábrea, no sul do Amazonas. Continue lendo “CPT e movimentos sociais emitem Carta Conjunta diante da violência no Acampamento Mariele Franco (Lábrea/AM)”

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Nota do Cimi Sul sobre os julgamentos relativos às demarcações de terras do Povo Avá Guarani

Alvo de frequentes ataques, os indígenas cobram a demarcação de seu território tradicional e proteção das comunidades

Cimi

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Regional Sul, vem a público manifestar sua preocupação em relação aos constantes ataques e afrontas aos direitos indígenas, especialmente àqueles contra as comunidades Avá Guarani da Terra Indígena Guasu Guavira, na região Oeste do Paraná. Continue lendo “Nota do Cimi Sul sobre os julgamentos relativos às demarcações de terras do Povo Avá Guarani”

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Abuso sexual, tortura e demissões arbitrárias, o papel da Belgo-Mineira na ditadura

103 trabalhadores sofreram violações e médico da empresa participou de tortura de mulheres no Doi-Codi de MG

Por Marcelo Oliveira, Agência Pública

João Monlevade era o nome do dono de uma fazenda na cidade de Rio Piracicaba, Minas Gerais, localizada a 115 km da nova capital, Belo Horizonte. A área foi adquirida pela Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira na década de 1930, para que ali fosse construída a usina de Barbanson, inaugurada em 1937. Como não havia nada lá, a companhia teve que erguer uma cidade para seus funcionários, que recebeu o nome do antigo dono das terras e passou a explorar ali uma mina de extração de minério de ferro, abundante na região. Continue lendo “Abuso sexual, tortura e demissões arbitrárias, o papel da Belgo-Mineira na ditadura”

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Jogou pôquer e foi explodir o Riocentro: Wilson Machado, o fantasma vivo da ditadura

Perfil remonta o que se sabe sobre a única testemunha militar viva do atentado a bomba no Riocentro durante a ditadura

Por Alice Maciel, Agência Pública

Na noite do dia 29 de abril de 1981, a estudante Luciana (nome fictício), então com 28 anos, recebeu alguns amigos em casa no bairro da Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro. O grupo costumava se reunir às quartas-feiras para jogar pôquer. O assunto daquela noite era o grande evento que ocorreria no dia seguinte no Centro de Convenções Riocentro, em comemoração ao Dia do Trabalhador. Luciana estava animada com a possibilidade de ver muitos dos artistas que admirava e comentou que havia combinado de ir ao show com um grupo de amigas. O que ela não sabia era que ao seu lado estava um dos militares que levariam uma bomba até o local: o então capitão Wilson Luiz Chaves Machado. Continue lendo “Jogou pôquer e foi explodir o Riocentro: Wilson Machado, o fantasma vivo da ditadura”

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A greve dos boias-frias de Guariba que desafiou usineiros e policiais na ditadura militar

Há 40 anos, trabalhadores da cana-de-açúcar desafiaram donos de usinas e PMs – e venceram

Por Rafael Custódio, Agência Pública

“Desceu a ordem do governador na época, o [Franco] Montoro, para acabar com a greve não importava como.” Assim relembra Wilson Silva, presidente do Sindicato dos Empregados Rurais da pacata Guariba, no interior paulista. A greve, no caso, era um feito histórico: em maio de 1984, cerca de 7 mil trabalhadores do corte de cana-de-açúcar, os chamados “boias-frias”, cruzaram os braços e se levantaram contra usineiros em plena ditadura militar. Continue lendo “A greve dos boias-frias de Guariba que desafiou usineiros e policiais na ditadura militar”

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Quase 90% dos brasileiros admitem ter acreditado em fake news

Para 26%, maior risco é a eleição de maus políticos

Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil

Quase 90% da população brasileira admite ter acreditado em conteúdos falsos. É o que revela uma pesquisa do Instituto Locomotiva e obtida com exclusividade pela Agência Brasil. Segundo o levantamento, oito em cada dez brasileiros já deu credibilidade a fake news. Mesmo assim, 62% confiam na própria capacidade de diferenciar informações falsas e verdadeiras em um conteúdo. Continue lendo “Quase 90% dos brasileiros admitem ter acreditado em fake news”

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Escolas foram usadas para difundir ideologia autoritária na ditadura

Censura e perseguição a alunos e professores também marcaram período

Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil

Edson Luís, Ismael Silva de Jesus, Nilda Carvalho Cunha, Helenira Resende, Honestino Guimarães, Ana Kucinski, Vladimir Herzog. Esses são apenas alguns dos estudantes e professores que foram perseguidos e assassinados pela ditadura militar no Brasil, que teve, na educação, um dos principais braços da repressão. Nesse período, entre 1964 e 1985, disciplinas obrigatórias foram criadas com o objetivo de difundir a ideologia do regime e houve uma precarização do ensino e das escolas, com desvalorização salarial dos professores e falta de infraestrutura, além de censura e perseguições a professores e estudantes. O cenário é descrito por especialistas e pesquisadores entrevistados pela Agência Brasil. Continue lendo “Escolas foram usadas para difundir ideologia autoritária na ditadura”

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