Os povos originários da América Latina na era da covid-19

Sem acesso a serviços básicos e sistemas de saúde, como a pandemia afeta as comunidades indígenas do continente?

Por Gerardo Szalkowicz / Tradução: Luiza Mançano
Do Brasil de Fato / Nodal

“Nesta pandemia, não estamos todos no mesmo barco, estamos no mesmo mar; uns em iates, outros em lanchas, outros em coletes salva-vidas e outros nadando com todas as forças”. A metáfora utilizada em um comunicado de sete organizações indígenas no estado mexicano de Hidalgo ajuda nas reflexões sobre quais setores sociais serão mais afetados pelos impactos do novo coronavírus. Na América Latina, os povos originários aparecem entre aqueles que, à braçadas, resistem ao desdém de seus governantes, sendo ignorados em câmeras e microfones.

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‘É a principal ameaça’: situação de pandemia no Brasil gera temor em vizinhos na América do Sul

Marcia Carmo, para a BBC Brasil

Com mais de 11 mil mortes por coronavírus e a maior taxa de letalidade por covid-19 na América do Sul, o Brasil virou motivo de grande preocupação e temor nos países vizinhos — levando aliados do presidente Jair Bolsonaro a colocar a afinidade política de lado e adversários na região a intensificar suas críticas ao líder brasileiro.

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Ocho desafíos y sus soluciones planteados por los pueblos indígenas

Servindi

Los ODS están integrados, requieren estrategias claras y tienen que ejecutarse ya. Los colectivos indígenas, como la Coordinadora de Organizaciones Indígenas de la Cuenca Amazónica (COICA) o la Organización Nacional de Mujeres Indígenas Andinas y Amazónicas del Perú (ONAMIAP) lo saben y se están organizando para tener respuestas eficaces. Incluso COICA ha lanzado un Fondo de Emergencia para la Amazonia para proteger las poblaciones indígenas ante la amenaza de un etnocidio ¿Vamos a escucharlos o esperaremos la próxima pandemia para hacer algo?

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Governos da América Latina deixam cidadãos no escuro sobre coronavírus

Levantamento feito em 13 países aponta que metade deles não divulga quantos testes realizam por dia ou quantos leitos de UTI estão disponíveis, informações importantes para a gestão da pandemia

Por Texto: Anna Beatriz Anjos | Infográficos: Bruno Fonseca, em Agência Pública

Os cidadãos de metade dos países da América Latina não sabem quantos testes para detectar o novo coronavírus são realizados diariamente pelos seus governos. Também não sabem quantos leitos de UTI estão disponíveis. Mesmo que a doença ainda não tenha atingido o número máximo de pacientes que necessitam de cuidados médicos intensivos, esse tipo de dado é crucial para manter a população informada. Mas não está acessível, segundo descobriu uma investigação conjunta de 15 meios de comunicação de 13 países do continente – os Estados Unidos foram incluídos pela sua população latina.

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Pandemia ou pandemônio? As dimensões geográficas da crise sistêmica do coronavírus. Por Pascal O. Girot*

Este ensaio oferece algumas pistas para decifrar a crise do coronavírus, desmistificar suas causas e medir suas consequências

Universidad de Costa Rica

Em meio ao turbilhão de notícias – reais e falsas – que recebemos diariamente sobre a pandemia de coronavírus, é difícil discriminar relatórios alarmistas e sensacionalistas de informações relevantes e precisas. Existem também muitos mitos sobre a origem biológica desse vírus, sua maneira de se espalhar e sua distribuição geográfica. Este ensaio tem como objetivo oferecer algumas pistas para decifrar esta crise, desmistificar suas causas e medir suas conseqüências para a Costa Rica e para a região da América Central.

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Contaminação e Guerra de Extermínio contra os Povos Indígenas – pestes, armas biológicas e o COVID-19. Por Alenice Baeta[1]

O fenômeno global do novo coronavírus, que causa a doença COVID-19, coloca em pauta a importância de se conhecer e de refletir sobre a história da imunologia dos diferentes povos e das armas biológicas no âmbito das relações neocoloniais e imperialistas em várias localidades do planeta. 

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A peste, o mercado, a guerra, e a triste sina brasileira. Entrevista com José Luís Fiori

por Eleonara Lucena, publicada por Tutameia, em IHU On-Line

“Nosso prognóstico político e econômico para o Brasil é muito ruim, e a situação deverá ficar ainda pior quando começarem a surgir os primeiros focos de rebeldia social inorgânica, movidos pela fome e pela miséria, que crescerão de forma geométrica no ano de 2020”. O alerta é do sociólogo e cientista político José Luís Fiori em entrevista ao Tutaméia. Professor de economia política da UFRJ, ele analisa aqui mudanças geopolíticas decorrentes da pandemia e afirma:

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Hora de outro modelo: a economia feminista

Nas últimas décadas, ultraliberalismo impôs o modelo agropecuário que pode ter gerado o novo vírus. Serviços sociais foram cortados e remédios e insumos hospitalares protegidos sob patente. Superar este projeto exige colocar a vida no centro

por Graciela Rodriguez, em Outras Palavras

Corre na internet um enorme número de notícias e artigos sobre a pandemia que nos acomete, na sua dimensão de crise sanitária, mas também enquanto colapso econômico que já começa a se notar, e em suas outras dimensões: políticas, sociais e ambientais. Entretanto, poucos deles direcionam a análise sobre o retrovisor, a ver como chegamos até aqui (1).

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Pueblos Indígenas: Invisibles en las respuestas de los gobiernos

En el momento particular, donde por primera vez en la historia todos somos iguales a contagiarnos con el COVID-19, surge el desafío de enfrentar al mismo en igualdad de condiciones, con una perspectiva de derechos.

Por Elisa Canqui*, en Servindi

El impacto del COVID-19 está obligando a los países en América Latina a implementar urgentes medidas económicas y sanitarias, desnudando los precarios sistemas de salud existentes y la ausencia de medidas apropiadas para pueblos indígenas.

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