O que falta para Bolsonaro virar Chávez?

Falta um abismo — é óbvio. Mas velha mídia não vê, em sua cegueira de “venezuelização do Brasil”, que um presidente reduziu pobreza, nacionalizou petróleo e promoveu diplomacia altiva; outro, é submisso aos EUA e ataca democracia

por Almir Felitte*, em Outras Palavras

A cada dia que passa, o apoio público a Bolsonaro vai ficando cada vez menor. Mesmo que seu Governo tenha dado continuidade às reformas liberais apoiadas pela grande mídia, as constantes trapalhadas e os resultados pífios da economia logo fizeram o já envergonhado apoio de jornalistas dos grandes grupos ficar ainda mais tímido. Os constantes ataques do Presidente à liberdade de imprensa e as diárias ameaças à democracia também não têm ajudado Jair junto a boa parte dos outrora amigos da imprensa.

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Estado e desenvolvimento na América Latina. Por José Luis Fiori

IHU On-Line

“Existem duas alternativas para o Brasil: manter-se como sócio preferencial dos Estados Unidos, na administração da sua hegemonia continental; ou lutar para aumentar sua capacidade de decisão estratégica autônoma, no campo da economia e da sua própria segurança, através de uma política hábil e determinada de complementaridade e competitividade crescente com os Estados Unidos, envolvendo também as demais potências do sistema mundial, no fortalecimento da sua relação de liderança e solidariedade com os países da América do Sul“, escreve José Luis Fiori, em artigo enviado pelo autor e também publicado na Revista de Economia Contemporânea – volume 24, nº 1, jan/abr de 2020 – do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

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Os povos originários da América Latina na era da covid-19

Sem acesso a serviços básicos e sistemas de saúde, como a pandemia afeta as comunidades indígenas do continente?

Por Gerardo Szalkowicz / Tradução: Luiza Mançano
Do Brasil de Fato / Nodal

“Nesta pandemia, não estamos todos no mesmo barco, estamos no mesmo mar; uns em iates, outros em lanchas, outros em coletes salva-vidas e outros nadando com todas as forças”. A metáfora utilizada em um comunicado de sete organizações indígenas no estado mexicano de Hidalgo ajuda nas reflexões sobre quais setores sociais serão mais afetados pelos impactos do novo coronavírus. Na América Latina, os povos originários aparecem entre aqueles que, à braçadas, resistem ao desdém de seus governantes, sendo ignorados em câmeras e microfones.

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‘É a principal ameaça’: situação de pandemia no Brasil gera temor em vizinhos na América do Sul

Marcia Carmo, para a BBC Brasil

Com mais de 11 mil mortes por coronavírus e a maior taxa de letalidade por covid-19 na América do Sul, o Brasil virou motivo de grande preocupação e temor nos países vizinhos — levando aliados do presidente Jair Bolsonaro a colocar a afinidade política de lado e adversários na região a intensificar suas críticas ao líder brasileiro.

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Ocho desafíos y sus soluciones planteados por los pueblos indígenas

Servindi

Los ODS están integrados, requieren estrategias claras y tienen que ejecutarse ya. Los colectivos indígenas, como la Coordinadora de Organizaciones Indígenas de la Cuenca Amazónica (COICA) o la Organización Nacional de Mujeres Indígenas Andinas y Amazónicas del Perú (ONAMIAP) lo saben y se están organizando para tener respuestas eficaces. Incluso COICA ha lanzado un Fondo de Emergencia para la Amazonia para proteger las poblaciones indígenas ante la amenaza de un etnocidio ¿Vamos a escucharlos o esperaremos la próxima pandemia para hacer algo?

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Governos da América Latina deixam cidadãos no escuro sobre coronavírus

Levantamento feito em 13 países aponta que metade deles não divulga quantos testes realizam por dia ou quantos leitos de UTI estão disponíveis, informações importantes para a gestão da pandemia

Por Texto: Anna Beatriz Anjos | Infográficos: Bruno Fonseca, em Agência Pública

Os cidadãos de metade dos países da América Latina não sabem quantos testes para detectar o novo coronavírus são realizados diariamente pelos seus governos. Também não sabem quantos leitos de UTI estão disponíveis. Mesmo que a doença ainda não tenha atingido o número máximo de pacientes que necessitam de cuidados médicos intensivos, esse tipo de dado é crucial para manter a população informada. Mas não está acessível, segundo descobriu uma investigação conjunta de 15 meios de comunicação de 13 países do continente – os Estados Unidos foram incluídos pela sua população latina.

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Pandemia ou pandemônio? As dimensões geográficas da crise sistêmica do coronavírus. Por Pascal O. Girot*

Este ensaio oferece algumas pistas para decifrar a crise do coronavírus, desmistificar suas causas e medir suas consequências

Universidad de Costa Rica

Em meio ao turbilhão de notícias – reais e falsas – que recebemos diariamente sobre a pandemia de coronavírus, é difícil discriminar relatórios alarmistas e sensacionalistas de informações relevantes e precisas. Existem também muitos mitos sobre a origem biológica desse vírus, sua maneira de se espalhar e sua distribuição geográfica. Este ensaio tem como objetivo oferecer algumas pistas para decifrar esta crise, desmistificar suas causas e medir suas conseqüências para a Costa Rica e para a região da América Central.

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Contaminação e Guerra de Extermínio contra os Povos Indígenas – pestes, armas biológicas e o COVID-19. Por Alenice Baeta[1]

O fenômeno global do novo coronavírus, que causa a doença COVID-19, coloca em pauta a importância de se conhecer e de refletir sobre a história da imunologia dos diferentes povos e das armas biológicas no âmbito das relações neocoloniais e imperialistas em várias localidades do planeta. 

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A peste, o mercado, a guerra, e a triste sina brasileira. Entrevista com José Luís Fiori

por Eleonara Lucena, publicada por Tutameia, em IHU On-Line

“Nosso prognóstico político e econômico para o Brasil é muito ruim, e a situação deverá ficar ainda pior quando começarem a surgir os primeiros focos de rebeldia social inorgânica, movidos pela fome e pela miséria, que crescerão de forma geométrica no ano de 2020”. O alerta é do sociólogo e cientista político José Luís Fiori em entrevista ao Tutaméia. Professor de economia política da UFRJ, ele analisa aqui mudanças geopolíticas decorrentes da pandemia e afirma:

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