‘Minha família está morrendo de fome na Venezuela’: mais de 3 mil indígenas warao buscam vida melhor no Brasil

“Falar sobre a Venezuela me deixa com vontade de chorar. Minha família está passando fome agora e começaram a morrer… Estão morrendo adultos e crianças, e não é pela enfermidade de coronavírus, estão morrendo de fome. De fome!”

por Thais Carrança, em BBC News Brasil em São Paulo

“Eles me pedem apoio quase todos os dias. Sempre ajudo, mas é uma grande quantidade de gente que me pede: ‘Me manda R$ 100’, ‘Me manda R$ 50’. Muitos estão pedindo, mas eu não tenho dinheiro.”

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As filhas que romperam com os genocidas

Eram ternos, como pais. Um torturava para a ditadura argentina. Outro indicava, aos esquadrões da morte, os jovens inquietos. Agora, elas expõem a máquina psíquica que leva homens “cordiais” a banalizar a eliminação dos diferentes

Por Valeria Perasso, no OtherNews/Outras Palavras
Tradução: Simone Paz 

“Pai, é verdade que você matou centenas de pessoas?” Certamente, essa não é uma pergunta que muitos filhos e filhas sintam necessidade de fazer aos seus pais. Mas, para um grupo de mulheres na Argentina, tornou-se uma questão inevitável e urgente.

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O dia do Golpe: diferenças entre Brasil e Argentina

Neste 31 de março, completa-se 57 anos do golpe militar, que instaurou 21 anos de ditadura com perseguição, privação de direitos, torturas, mortes e desaparecimento de opositores políticos

Por Marleide Ferreira Rocha*, na Página do MST

Se considerarmos as últimas ditaduras militares na América Latina, elas, apesar de suas particularidades, guardam muitas semelhanças, ao ponto de garantir a celebração e o sucesso (dentro de seus objetivos) do que hoje provavelmente conheceríamos como um Acordo de Cooperação Internacional Regional, a Operação Condor.

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“Por que temos que denunciar pela terceira vez as atrocidades contra os indígenas Chiquitano?”, questiona o Cimi em sessão da CDH da ONU

Devido a gravidade dos conflitos envolvendo o povo na fronteira entre Brasil e Bolívia, a denúncia foi feita por Paulo Lugon, representante do Cimi na Europa, na segunda (15)

Cimi

Foi preciso subir o tom das denúncias realizadas na 46ª sessão ordinária da Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas. Na segunda-feira (15), o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) se dirigiu aos representantes da ONU, mais uma vez, para denunciar as atrocidades contra os indígenas Chiquitano na fronteira entre Brasil e Bolívia.

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Pela terceira vez, organizações e indígenas levam à ONU a situação do povo Chiquitano

Proposta para a segunda (15), a denúncia será realizada por Paulo Lugon, representante do Cimi na Europa, devido ao acirramento dos conflitos envolvendo o povo

Cimi

Esta será a terceira vez em que organizações indígenas e indigenistas vão ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas para denunciar a chacina do povo Chiquitano. A tensão contra o povo ocorre na fronteira entre o Brasil e a Bolívia. Relatos indicam que a chacina de Chiquitano ocorrida em agosto de 2020 foi feita por agentes do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), núcleo da polícia do Mato Grosso que faz a segurança da região limítrofe.

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Boaventura debate impasse nas eleições do Equador

Ultradireita e correísmo disputam o 2º turno. Setores indígenas e de esquerda tendem ao voto nulo. Sociólogo português questiona: seria correto, em nome da crítica ao “desenvolvimentismo”, permitir vitória de um banqueiro da Opus Dei?

por Boaventura de Sousa Santos*, em Outras Palavras

Querida amiga, querido amigo: 

Agradeço-vos todo tempo que gastastes em conversar comigo durante as últimas semanas sobre o processo eleitoral em curso no vosso país. Como vos disse, eu fiquei perplexo perante toda a controvérsia internacional entre várias famílias de esquerda a respeito do vosso processo eleitoral ainda em curso. Para recapitular: parece ser uma astúcia da razão que o processo político do Equador, um país situado no centro do mundo como o nome indica, se tenha transformado nas últimas semanas no campo de uma feroz disputa entre intelectuais e ativistas de esquerda, oriundos não só do Equador como de outros países da América Latina e da Europa, dos EUA, da África do Sul e da Índia.

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Feminismo popular busca unidade por mais direitos às mulheres na América Latina

Pobreza, desemprego e violência foram o legado da pandemia e estão presentes nas reivindicações feministas

Por Michele de Mello – Caracas (Venezuela), em Brasil de Fato / MST

A semana do Dia Internacional da Mulher é um espaço de convocatória, debate e ação dos movimentos feministas em toda a América Latina. Apesar das especificidades de cada país, nessa data é possível identificar semelhanças nos impactos do patriarcado (sistema de dominação e privilégios exercido pelos homens) na vida das latino-americanas.

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Paraguai: juventude protesta contra política de morte

Milhares de jovens protestam contra a omissão do governo paraguaio no combate à pandemia. Denunciam o colapso social, os hospitais lotados e a falta de vacina. Movimento pelo impeachment toma força – e pode trazer preciosas lições ao Brasil

Por Adolfo Giménez | Tradução: Rôney Rodrigues, em Outras Palavras

Uma massa estimada entre 30 a 40 mil jovens decidiu colocar ponto final à paciência e à impotência frente a grave crise sanitária, dado o colapso dos hospitais e as reiteradas denúncias de corrupção no país. Nos últimos dias intensificaram as denúncias de especulação e venda de medicamentos e insumos no mercado ilegal.

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“Fora rato assassino”! Paraguaios levam às ruas indignação com gestão da pandemia

Leitos de UTI lotados, sistema de saúde à beira do colapso, falta de remédios e vacinas: crise da covid-19 atinge seu auge no país sul-americano. Após protestos, presidente pede que ministros ponham cargos à disposição.

Na DW

A ira dos paraguaios contra o que consideram uma gestão deficitária do governo da pandemia de covid-19 chegou às ruas. Os protestos, que atingiram seu auge nesta sexta-feira com confrontos com a polícia, já levaram à queda do ministro da Saúde. Os manifestantes agora pedem o afastamento do presidente, o conservador Mario Abdo Benítez.

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5 anos do assassinato de Berta Cáceres: movimentos pelo mundo pedem por justiça

A líder comunitária foi morta por mercenários em 2 de março de 2016, em Honduras; julgamento segue sem finalização

Por Peoples Dispatch, do Read in English, no Brasil de Fato*

Cinco anos se passaram desde que Berta Cáceres foi assassinada em sua casa na cidade de La Esperanza, no país centro-americano de Honduras. Berta era cofundadora e coordenadora do Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas de Honduras (COPINH). Após os golpe de Estado no país de 2009, ela também emergiu como uma importante líder nacional do movimento de refundação hondurenho.

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