Sem fiscalização, agrotóxico vira arma para violência doméstica

Brasil teve 305 casos de tentativas de homicídio com pesticidas na última década

Por Pedro Grigori, Thays Lavor, Agência Pública/Repórter Brasil

Agrotóxicos foram usados como armas em 305 casos de tentativa de envenenamento com pesticidas na última década, de acordo com dados do Sistema de Agravos de Notificação (Sinan). Em 77% dos casos a violência ocorreu dentro de casa.

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Líder indígena ambientalista é assassinado em Honduras

Vásquez era da mesma etnia que a hondurenha Berta Cáceres, morta a tiros em 2016 por defender povos originários no país.

Por France Presse, no G1

O indígena Félix Vásquez, líder ambientalista, defensor de territórios indígenas em Honduras e pré-candidato a deputado, foi morto na noite de sábado (26) por um grupo não identificado que invadiu sua casa, denunciaram testemunhas a ONG Comitê de Familiares de Presos Desaparecidos em Honduras (Cofadeh).

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Invasão de territórios e ações de pistoleiros crescem. E a pandemia tem efeito ‘devastador’

Vírus mata mais de mil quilombolas e indígenas. Relatório da CPT mostra ainda que, além da violência, processos foram suspensos, levando a questionamento no STF

Por Vitor Nuzzi, da RBA

Dados parciais divulgados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) apontam, neste ano, 1.083 ocorrências de violência contra áreas de ocupação, atingindo 130.137 famílias. Em todo o ano de 2019, foram 1.254 ocorrências, envolvendo 144.72 famílias.

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Polícia indicia seis por morte de João Alberto no Carrefour em Porto Alegre, RS

Cidadão negro foi morto após ser espancado por dois seguranças brancos, no dia 19 de novembro. Inquérito concluiu que houve exagero nas agressões e delegada citou ‘racismo estrutural’ para justificar desfecho da confusão no supermercado. Morte ocorreu por asfixia.

por G1 RS

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou nesta sexta-feira (6) seis pessoas por homicídio triplamente qualificado – por motivo torpe, asfixia e recurso que impossibilitou a defesa da vítima – no Caso João Alberto Silveira Freitas, cidadão negro morto após ser espancado por dois seguranças brancos no dia 19 de novembro em um supermercado em Porto Alegre. Não houve indiciamento por racismo, mas a delegada falou em “racismo estrutural” ao comentar o caso.

Veja os nomes dos indiciados:

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Mulheres negras, vereadoras, deputadas e prefeitas: vidas ameaçadas pelo machismo e pelo racismo

Mulheres negras, vereadoras, deputadas e prefeitas: vidas ameaçadas pelo machismo e pelo racismo

Por Pedro Calvi, CDHM

No Dia Internacional dos Direito Humanos um encontro discutiu as violações de direitos humanos de mulheres negras candidatas e eleitas. A iniciativa foi do presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), Helder Salomão (PT/ES), a pedido das organizações civis Terra de Direitos, Criola, Justiça Global e Instituto Marielle Franco.

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Mil dias sem Marielle e os carrascos à solta

Do feminismo negro à democratização da universidade, ela representou um despertar rebelde para muitos. Por isso, luto também é grito por justiça, como sugere Butler — e a indignação, um chamado para enfrentar a Política da Morte

por Jaquelina Imbrizi*, em Outras Palavras

Ato I – O meu primeiro encontro com Marielle

A primeira vez que soube da existência de Marielle Franco foi no dia posterior à sua morte. Eu recebi a notícia pelas redes sociais e verificando a página do meu Facebook. Fiquei impressionada com um corpo lindo e um rosto sorridente, que como disse o sociólogo Laymert Garcia dos Santos (Maretti, 2019), carregava na pele um feixe de lutas: mulher, negra, em união estável homoerótica, bissexual, mãe, vereadora, ativista de direitos humanos e nascida na favela, mais especificamente no Complexo da Maré, Rio de Janeiro. Como muitos brasileiros e muitas brasileiras, ela trazia na pele o fato de que morava na periferia e coabitou com pessoas em situação de vulnerabilidade social. Que assassinato horrível, que violência e covardia contra uma vereadora que encerrava seu expediente de trabalho à noite! – Ainda temos as imagens da roda de conversa da qual ela participava com um grupo de jovens feministas que discutia política. Fiquei estarrecida com o noticiário que transmitia a violência contra uma mulher que ocupava um cargo público, representante política e eleita em pleito democrático.

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