Após morte de adolescente no Rio, MPF pede à Polícia Federal que realize operações somente em casos de urgência durante pandemia

De acordo com ofício enviado ao diretor-geral da PF, adensamento populacional causado pela quarentena aumenta o risco de mortes em comunidades

Procuradoria-Geral da República

O Ministério Público Federal (MPF) enviou nesta segunda-feira (25) ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Rolando Alexandre de Souza, ofício em que sugere que operações para cumprimento de mandados judiciais no atual contexto de isolamento social sejam realizadas apenas em casos de extrema urgência. O pedido ocorre após a morte do adolescente João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, em operação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Federal em 18 de maio, realizada na comunidade Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo (RJ). De acordo com a Câmara de Controle Externo da Atividade Policial e Sistema Prisional do MPF (7CCR), responsável pelo ofício, a medida visa evitar que outras operações tenham o desfecho trágico como o ocorrido recentemente.

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Assassinatos, desmatamento e roubo de terras: um laboratório do crime no meio da Amazônia

por Maurício Monteiro/Repórter Brasil

  • O município de Lábrea, no Amazonas, é um dos mais violentos e desmatados da Amazônia. A região combina localização remota, ausência de autoridades e completo caos fundiário. Essa fórmula catalisa a grilagem de terras, o desmatamento, a extração ilegal de madeira. No Seringal São Domingos, todo o sistema de destruição da selva – e a sua consequente violência – parece elevado à milésima potência.
  • O Seringal São Domingos é o balão de ensaio perfeito para diversos crimes. Mas a mãe de todos é a grilagem de terras. A absoluta falta de informações confiáveis sobre a quem pertencem, de fato, praticamente todos os lotes por ali torna possível sua apropriação ilegal, seja pelo uso da força, seja pela documentação criativa. No São Domingos, prevalecem os dois. “É uma região sem fim. Ninguém sabe quem está certo ou errado, se a terra é pública ou privada”, resume o defensor público do estado do Acre.
  • Lábrea é o segundo município de todo o bioma amazônico entre os mais críticos para a destruição da floresta. No ano passado, foi a quinta cidade da Amazônia Legal em incremento do desmatamento. Não por acaso, esteve na mesma posição do ranking das cidades que mais registraram queimadas entre janeiro e julho de 2019.
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“Chaga vergonhosa”, afirma o presidente da CDHM sobre a morte do menino João Pedro e a letalidade da juventude negra no Brasil

Pedro Calvi / CDHM

João Pedro Matos Pinto, um menino de 14 anos, morreu baleado na última segunda-feira (18) dentro da casa do tio em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, durante uma operação da Polícia Federal com apoio das polícias civil e militar do estado. De acordo com a família, João Pedro estava brincando com os primos quando traficantes teriam pulado o muro para fugir da polícia e então o jovem foi atingido. Já as polícias afirmam que o adolescente foi atingido durante um confronto com esses criminosos. O jovem foi resgatado por um helicóptero da Polícia Civil e levado até o grupamento de operações aéreas dos Bombeiros onde, segundo a corporação, já chegou morto. A família não pôde entrar no helicóptero, ficou sem informações e passou a madrugada fazendo buscas em hospitais e delegacias. O corpo teria sido encontrado na manhã de terça-feira (19), no Instituto Médico Legal da cidade. O pai de João Pedro, Neilton Matos, conta que o filho tinha planos de ser advogado. Os sonhos do menino foram enterrados junto com o corpo dele, ainda na terça-feira, no cemitério São Miguel, também em São Gonçalo.

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O Estado racista e genocida segue fazendo novas vítimas em meio a pandemia

No Rio de Janeiro, adolescente João Pedro, de 14 anos, levou um tiro na barriga de policiais dentro da própria casa

Da Página do MST

Mais uma vida negra executada pelo Estado, desta vez, dentro de casa, em quarentena. João Pedro, um adolescente de quatorze anos, foi assassinado durante uma operação realizada pela Polícia Federal e Civil do Rio de Janeiro, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, nesta segunda-feira (18).

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Símbolo da ditadura e alvo de seis denúncias, Curió ‘pousa’ no Palácio do Planalto. MPF não comenta

As pessoas têm medo dele até hoje, diz representante do Instituto Vladimir Herzog

Por Vitor Nuzzi, da RBA

São Paulo – Objeto de seis denúncias do Ministério Público Federal (MPF), o coronel da reserva Sebastião Curió, 81 anos, foi recebido ontem por Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto e provocou nova onda de indignação. Para Lucas Paolo Vilalta, do Instituto Vladimir Herzog, por exemplo, o episódio é mais uma demonstração de que o governo tem uma “política de morte”, contrariando as funções básicas do Estado. Assim, não à toa o presidente recebeu “um dos maiores assassinos da história deste país”, conforme define Lucas ao repórter Glauco Faria, em entrevista à Rádio Brasil Atual nesta terça-feira (5).

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Presidente da CDHM pede agilidade nas investigações do assassinato de dois trabalhadores rurais no RS

Por Pedro Calvi / CDHM

Na noite de quinta-feira (30/04), dois integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foram assassinados no Assentamento Santa Rita de Cássia II, em Nova Santa Rita (RS), na região metropolitana de Porto Alegre. As vítimas foram Adão do Prado, de 59 anos, e Airton Luis Rodrigues da Silva, 56. Os dois faziam parte do Movimento desde o ano 2000.

De acordo com relatos de camponeses do MST, os dois estavam na casa de Adão quando homens armados chegaram ao local de carro e executaram Adão e Airton na frente de familiares. Ainda não há informações sobre a autoria e o que motivou os assassinatos.

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