Pistoleiros matam dois camponeses na Baixada Ocidental Maranhense – Arari

CPT

No dia 5 de janeiro, duas lideranças da Comunidade do Cedro, em Arari, a cerca de 170 quilômetros de São Luís (MA), foram assassinados por pistoleiros. Celino Fernandes e Wanderson de Jesus Rodrigues Fernandes, pai e filho, foram mortos por pistoleiros na frente da família. Entidades e Organizações da sociedade civil, entre elas a Comissão Pastoral da Terra – CPT/MA, divulgaram Nota Pública repudiando as execuções.

Confira a nota na íntegra:

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Nota do Cimi: inquérito da PF sobre assassinato de Paulino Guajajara reforça ciclo de impunidade

Ao reduzir o caso a um lamentável episódio de troca de tiros, investigação desconsidera uma longa história de violência e violações contra os Guajajara e seu território

Cimi

“Se calarem a voz dos profetas, as pedras falarão!” (Lc, 19-40)

O Conselho Indigenista Missionário – Cimi vem a público repudiar a conclusão da Polícia Federal no inquérito cuja finalidade foi investigar a execução do indígena Paulo Paulino Guajajara e o ataque ao indígena Laércio Sousa Silva, baleado no braço, conforme divulgada pela imprensa. O fato ocorreu no dia 1º de novembro de 2019, no interior da Terra Indígena (TI) Araribóia, nas proximidades da aldeia Lagoa Comprida, a 86 km do município de Amarante do Maranhão.

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No caso Erisvan Guajajara, Polícia do Maranhão prende inocentes, acusa adolescente e não mostra provas

O homem que morreu junto com o jovem indígena “furtou galinhas”, diz delegacia. Portanto, não foi o tráfico de drogas o motivo das mortes. A fotografia é do sepultamento de Erisvan na Terra Indígena Arariboia (Foto cedida pela família)

Por Kátia Brasil, no Amazônia Real

Manaus (AM) – Há 11 dias a Polícia Civil do Maranhão se esforça para dar um esclarecimento à sociedade sobre a morte de Erisvan Soares Guajajara, de 15 anos. Seria o primeiro assassinato elucidado de um dos quatro indígenas da etnia mortos em menos de dois meses no sudoeste do estado. Neste período, um policial militar acusou o indígena de suposto envolvimento com o tráfico de drogas e descartou crime de ódio ou conflito territorial para seu assassinato. O mesmo militar prendeu quatro homens,  que foram fotografados e apresentados à imprensa, como sendo os suspeitos da morte do jovem, mas agora seriam inocentes. No fim de semana, a Delegacia Regional de Imperatriz anunciou que apreendeu um adolescente e diz que ele confessou ter matado Erisvan, mas suspeita que o garoto não estava sozinho na cena do crime.

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Protejam Erasmo: ele pode ser assassinado a qualquer momento. Por Eliane Brum

Por que a violência na Amazônia aumentou em 2019 e por que a sociedade precisa se organizar para barrar as mortes

No El País

Quando vi Erasmo Alves Teófilo pela primeira vez, o que me chamou a atenção foi aquele homem se movimentando muito rápido numa velha cadeira de plástico branca. Vítima de paralisia infantil, porque não havia vacina onde ele vivia, Erasmo não pode caminhar. Mas lidera. Este homem que só conta com uma cadeira de plástico branca luta pela vida de cerca de 300 famílias de agricultores familiares e pescadores na Volta Grande do Xingu, em Anapu, na Amazônia paraense, uma das regiões mais sangrentas da Amazônia. Este homem sem movimento nas pernas movimenta-se mais do que a maioria dos brasileiros para manter a floresta em pé. Hoje, ele também conta com pouco mais do que sua cadeira de plástico para escapar da morte.

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Quem deu a ordem para a chacina de Paraisópolis?

Em 2019, foram mais de 7,5 mil operações para sufocar bailes em favelas. Mas punição por crimes dirige-se apenas à baixa patente, enquanto comando da corporação e governo do Estado, verdadeiros responsáveis, permanecem intocáveis

por Almir Felitte*, em Outras Palavras

O mês de dezembro começou com mais uma chacina para a sempre sangrenta história brasileira. Chacina porque não há outra palavra que descreva melhor o que aconteceu em Paraisópolis, São Paulo, na madrugada de 1º de dezembro de 2019. Esse é o nome que se deve dar para uma ação policial que deixou 9 mortos na segunda maior favela paulistana.

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Após dois assassinatos em uma semana, líder rural ameaçado foge de Anapu

Liderança do Pará diz ter presenciado ligação telefônica que tem relação com os dois crimes mais recentes; polícia não confirma se casos envolvem disputa de terra

Por Rafael Oliveira, Thiago Domenici, Agência Pública

Romildo, uma liderança rural de Anapu (PA) que, por questões de segurança, não será identificada com o nome real, está ameaçado há mais de três anos por sua atuação na luta por reforma agrária na região onde foi assassinada a missionária americana Dorothy Stang, em 2005.

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Dois assassinatos em Anapu aumentam preocupação por falta de acesso à justiça para defensoras e defensores do direito à terra no Pará

Front Line Defenders

Em 4 de dezembro de 2019, o defensor de direitos fundiários Marcio Rodrigues dos Reis foi assassinado em uma estrada próxima a Anapu. Ele era a principal testemunha de defesa em um processo de criminalização contra o defensor de direitos humanos Padre Amaro. Márcio é o 15º trabalhador rural assassinado na área desde 2015. Pouco depois, em 9 de dezembro de 2019, o conselheiro tutelar Paulo Anacleto também foi encontrado morto. O conselheiro estava ativamente envolvido nas investigações do assassinato de Marcio Rodrigues dos Reis.

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