MP-BA investiga discriminação religiosa de organização de livraria flutuante e determina retirada da mensagem

Organização internacional cristã publicou nas redes sociais pedindo orações ao anunciar uma viagem para Salvador e disse que a cidade é conhecida por ‘crenças em demônios’.

Por G1 BA

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), por meio da promotora Lívia Vaz, anunciou nesta sexta-feira (25) que vai investigar a discriminação religiosa por parte da organização internacional cristã Good Books for All Ships (GBA Ships), responsável pelo navio Logos Hope, considerado a maior livraria flutuante do mundo.

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Alceu Castilho sobre o texto de Eliane Brum

Em Alceu Castilho

Vejo um monte de problemas no artigo da Eliane Brum sobre Luiz Inácio Lula da Silva: “Lula livre, sim, mas sem fraudar a história“. Não do ponto de vista estilístico, claro, onde ela reina, mas em determinadas ênfases e ausências.

Principal problema: a adversativa. Ou antes disso: duas coisas muito diferentes na mesma frase. Como equivalentes. Quando uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Os pesos são diversos. As narrativas, bem diversas.

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Lula livre, sim, mas sem fraudar a história. Por Eliane Brum

O PT não contribuirá com a criação de um futuro melhor se seu maior líder seguir insistindo em apagar a memória de Belo Monte

No El País

Luiz Inácio Lula da Silva, preso há mais de um ano, deve ser libertado. E isso provavelmente acontecerá, de um modo ou outro. Lula deve ser libertado porque o processo que o colocou na cadeia está povoado por abusos do poder judiciário e despovoado de provas. Como já escrevi neste espaço, a prisão de Lula não mostrou que até os poderosos são presos no Brasil, mas sim que até os poderosos podem ter seus direitos violados no Brasil. O que cada um acha sobre a culpa ou inocência de Lula não importa, o que importa são provas e o cumprimento do rito legal. É isso que nos protege a todos, é isso o que também separa a democracia da ditadura. É fundamental, porém, fazer uma distinção. Como qualquer brasileiro, Lula tem direito à justiça. Mas Lula não tem direito aos seus próprios fatos.

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Marxismo cultural, hora de um resgate

Direita usa o termo como sinônimo de terror — mas seria tolo abandoná-lo. Ele expressa as correntes de pensadores e artistas cuja obra rebela-se diante das várias formas de opressão e da miséria presentes num mundo reduzido a mercadoria

Por Iná Camargo Costa, no Outras Palavras

No 18 Brumário, Marx faz uma observação muito pertinente para a situação em que nos encontramos: “As revoluções proletárias […] se autocriticam constantemente, interrompem continuamente seu curso, voltam ao que parecia resolvido para recomeçarem de novo; escarnecem com impiedoso rigor as meias medidas, fraquezas e misérias dos seus primeiros esforços; parecem derrubar seu adversário só para que este arranque da terra novas forças e diante delas se erga novamente, ainda mais gigantesco; recuam constantemente ante a magnitude infinita de seus próprios objetivos, até se criar uma situação que torna impossível qualquer retrocesso”[1].

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Considerada racista na Europa, tradição que utiliza ‘blackface’ vira patrimônio cultural em Holambra

Caracterização dos ‘Pedros Negros’, ajudantes do Papai Noel, começou mudar na Holanda após polêmica da pintura preta em rostos de pessoas brancas. Na cidade brasileira, no entanto, nova lei prevê manter características.

Por Rui do Amaral*, G1 Campinas e Região

A Prefeitura de Holambra (SP), maior colônia holandesa no Brasil, sancionou uma lei para transformar em patrimônio cultural e imaterial do município a festa de São Nicolau. A celebração, tradicional na Holanda, utiliza “blackface”, a pintura preta na pele do rosto de pessoas brancas, uma prática que, por ser considerada racista, começou a ser suspensa no país europeu desde o ano passado. A nova lei da cidade paulista, no entanto, prevê a preservação “das características iniciais desta tradição”.

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Bacurau, fascismo e a resistência nordestina. Por Rita Almeida

A psicóloga e psicanalista mineira Rita Almeida analisa “Bacurau” e faz um paralelo entre o filme e a resistência do povo nordestino ao governo Bolsonaro

No Interdependente

Mês passado, participei de uma atividade em que discutíamos a onda fascista da era Bolsonaro: como surgiu, do que se alimentou e como se propagou. Levantando as características psicológicas do fenômeno de massa presentes no fascismo alemão, tratávamos da semelhança daquele com o fenômeno brasileiro. Destaco a seguir algumas dessas características citadas por Freud, Reich, Le Bon e Adorno:

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