Divergente bom é divergente morto?

Por Bruno Antonio Barros Santos, no Justificando

Comemorar ou debochar da morte de Marielle Franco? Aplaudir a morte de policiais? Festejar a morte do neto de Lula, uma criança de 7 anos de idade? Culpabilizar as próprias vítimas no desabamento de um prédio em São Paulo, por, supostamente, pertencerem a movimentos sociais de luta pela moradia? Celebrar a facada de que Bolsonaro foi vítima antes das eleições de 2018? Comemorar a saída de Jean Wyllys, Debora Diniz e Marcia Tiburi, ou de quem quer seja, do próprio país, por ameaças sofridas? Ter indiferença ou repúdio às minorias e grupos vulneráveis? Celebrar a morte de “bandidos”? Praticar linchamentos virtuais por causa de uma saudável divergência ideológica? Divergente bom é divergente morto?

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“Direito dos povos de terreiro” está disponibilizado para ser baixado da internet

“A obra reúne trabalhos que, a partir de diferentes perspectivas críticas, abordam a relação entre o(s) direito(s) e os povos de terreiro, com vistas ao reconhecimento das comunidades tradicionais de matriz africana em sua diversidade sociocultural. O diálogo entre o universo das religiões afro-brasileiras e a gramática das instituições estatais, marcado por históricos silenciamentos, injustiças e mal-entendidos, precisa ser restabelecido em termos não de autoridade, mas de alteridade, num contexto pluralista. Para além de salvaguarda dos direitos à identidade, à igualdade na diferença, ao território, ao patrimônio cultural e ambiental, à liberdade e à vida, todos temas que atravessam as discussões deste livro, estão em jogo, hoje, acima de tudo, o sentido e o futuro de nossa democracia.”

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David Harvey: “O maior perigo hoje é o pessimismo”

Geógrafo marxista vê possibilidade de a esquerda “voltar mais forte do que antes” no Brasil e na América Latina

Por Cris Rodrigues, no Brasil de Fato

“Vocês já passaram por situações piores antes, durante o regime militar, e conseguiram sobreviver. E saíram desse período com um movimento democrático mais forte”, afirma o geógrafo britânico David Harvey. 

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Aprender com os povos indígenas e suas lutas. Por João Alfredo Telles Melo

Na Revista PUB

“Fico preocupado é se os brancos vão resistir. Nós estamos resistindo há 500 anos” (Ailton Krenak, em entrevista ao portal “Expresso”, logo após a vitória de Bolsonaro, em outubro do ano passado).

Enquanto escrevo (ao som dos cantos indígenas dessa bela coletânea musical organizada por Marlui Miranda*), dezenas de milhares de mulheres indígenas e camponesas marcham em Brasília em um potente protesto organizado pela Associação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura (CONTAG).

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Ecossocialismo, democracia e nova sociedade. Por Michael Löwy

Diante do risco de catástrofe climática, tornou-se crucial pensar saídas. Implica resgatar justiça social do marxismo e anarquismo, mas articulá-la a nova relação com a natureza e a mudança nos modos de produzir, consumir e decidir

Por Michael Löwy1 , no Outras Palavras

Se for impossível aplicar reformas no capitalismo a fim de colocar os benefícios a serviço da sobrevivência humana, que outra alternativa existe senão optar por um gênero de economia planificada no nível nacional e internacional?  Problemas como a mudança climática necessitam da “mão visível” do planejamento direto (…). No seio do capitalismo nossos dirigentes corporativistas não podem de maneira alguma evitar, sistematicamente, tomadas de decisão sobre o meio ambiente e a economia que são errôneas, irracionais e, finalmente, suicidas em nível mundial dada a tecnologia que eles têm à sua disposição. Então, que outra escolha nós temos senão vislumbrar uma verdadeira alternativa ecossocialista? (Richard Smith2)

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Democracia não funciona quando há pessoas passando fome, diz pesquisadora alemã

Por Ligia Guimarães, na BBC News Brasil

É errado culpar a popularidade das redes sociais por fenômenos que parecem enfraquecer a democracia atual, como a polarização do debate eleitoral, a propagação de notícias falsas durante as campanhas e os ataques virtuais a adversários políticos. Mesmo antes da digitalização, os modelos tradicionais de democracia e política já tinham seu futuro ameaçado pela própria decepção do eleitorado com seus representantes.

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Lucas Pedretti: “Ele quer construir uma sociedade que aceita a tortura, o extermínio, a violência de Estado”

Em entrevista, historiador Lucas Pedretti destrincha atuação do presidente e grupos ligados às Forças Armadas para consolidar visão positiva sobre a ditadura militar, possivelmente usando a estrutura do Estado.

Por João Soares, na DW

O presidente Jair Bolsonaro se envolveu ativamente, nas últimas duas semanas, com uma agenda que dominou sua atuação como parlamentar durante 30 anos: a promoção de uma memória apologética da ditadura militar.

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